sábado, 22 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
É verdade que a Bíblia foi mudada com o passar do tempo?
de
Álvaro César Pestana
[Este
texto foi extraido do livro "Sempre
Me Perguntam"
Copyright
© 2003 Editora Vida Cristã. Reproduzido com a devida autorização.]
-
É verdade que a Bíblia foi mudada com o passar do tempo?
Resposta:
Não.
A Bíblia é o livro mais bem preservado de todos os livros da
antigüidade.
Embora a preservação da Bíblia seja um trabalho entregue aos homens,
não
podemos deixar de ver a mão de Deus atuando por sua providência,
fazendo com
que tenhamos em mãos a autêntica Palavra de Deus.
A
Bíblia
é inspirada por Deus (2 Tm 3.16-17). Por ser um livro inspirado
por Deus,
acerta sempre e tem sua veracidade comprovada em várias áreas do
conhecimento humano. Embora a nossa declaração de que a Bíblia é vinda
de
Deus seja uma declaração de fé, as evidências bíblicas só podem ser
explicadas pela inspiração divina. Como explicar as profecias? As
verdades
científicas previstas ou pressupostas na Bíblia? Como imaginar uma
origem
melhor para o universo do que a origem proposta na Bíblia?
A
Bíblia
foi bem conservada. Os críticos sempre caluniam a Bíblia dizendo
que foi
alterada no decorrer dos séculos. Esta acusação baseia-se em
ignorância. A
conservação da Bíblia, desde sua formação, esteve a cargo dos
sacerdotes
judaicos, e, depois, das igrejas cristãs espalhadas pelo mundo. Há
dezenas
de milhares de manuscritos bíblicos de comprovada antigüidade que
mostram
que a Bíblia é o livro mais bem conservado que veio da antigüidade até
os
nossos dias. Nela se cumprem as palavras de Jesus que disse que as
suas
palavras não passariam (Mc 13.31) e que a Escritura não falha (Jo
10.35).
A
Bíblia
está completa. Jesus aceitou a Bíblia Hebraica, dividida em três
partes
(Lc 24.44) que corresponde aos nossos 39 livros do Velho Testamento.
Depois
ele autorizou seus apóstolos a relatarem a verdade que o Espírito iria
lhes
transmitir (Jo 14.26; 16.12-13) que acabou produzindo os nossos 27
livros do
Novo Testamento. Assim, nada falta em nossa Bíblia. Os chamados livros
perdidos ou livros apócrifos, nunca fizeram parte da Bíblia Hebraica
aprovada por Jesus e os que foram supostamente “impedidos” de entrar
no
Novo Testamento, na verdade, não foram escritos por apóstolos de
Jesus.
Portanto, nossos 66 livros bíblicos são tudo que devia constar na
Bíblia,
conforme Deus mandou seu Filho anunciar. As lendas de livros perdidos
ou de
outros evangelhos são sempre ligadas a falsificações ou heresias que
se
tentou produzir muito mais tarde, depois da morte dos apóstolos.
A
Bíblia
está bem traduzida. Jesus mandou seus discípulos pregarem a todas
as nações,
e portanto, eles teriam que traduzir a Bíblia nas línguas destas
nações
(Mt 28.18-20). De fato, a Bíblia é o livro mais traduzido do mundo. No
Brasil, há traduções excelentes e, exceto no caso da tradução dos
chamados “Testemunhas de Jeová”, as traduções da Bíblia são boas. A
melhor versão para o estudo é Almeida, Revista e Atualizada, 2ª
edição. A
Nova Versão Internacional, NVI, também vem conquistando espaço como
Bíblia
para estudo, mas há muitas outras boas versões. Ninguém pode alegar
que não
dá para entender ou confiar nas traduções: em qualquer Bíblia dá para
aprender o evangelho.
Provavelmente,
você já ouviu frases como estas: “A Bíblia foi mudada com o passar dos
séculos”;
“Os papas e os sacerdotes de Roma mudaram toda a Bíblia. Os originais
estão
escondidos no Vaticano”; “Vários livros foram retirados da Bíblia”;
“O problema com a Bíblia é que há muitas traduções”; “Há muitas
Bíblias
diferentes”.
Por
trás
de todas elas, há um só temor: que a mensagem de Deus, entregue no
passado
aos homens, tenha sido desfigurada e corrompida como tudo o que passa
pela mão
da humanidade. Há também a desconfiança do homem e da mulher comum,
acostumados a ver manipulação da informação em muitas ocasiões, e
imaginando que o mesmo poderia ter sido realizado com a Bíblia.
É
verdade
que a Bíblia foi mudada com o passar do tempo? A resposta é um
retumbante e
seguro “não”. A Bíblia é o livro mais bem preservado de todos os
livros
da antigüidade. Embora sua preservação tenha sido e ainda seja um
trabalho
humano, não podemos deixar de ver a mão de Deus guiando e cuidando de
todo o
processo, atuando por sua divina providência, fazendo com que cada
geração
cristã tenha, em mãos, a autêntica Palavra de Deus.
Quando
alguém
nos fala da Bíblia como tendo sido alterada, é importante perguntar em
primeiro lugar, qual mudança o questionador tem em mente. Na minha
experiência
pessoal, quando me defronto com pessoas que têm esta dúvida e
pergunto:
“Qual mudança ou alteração você tem em mente?”, normalmente, a pessoa
não pode citar nenhum caso específico. Fala de boatos contra o
Vaticano ou
contra os imperadores romanos. Alguns falam de “livros proibidos” ou
de
“livros retirados ou perdidos” da Bíblia. Mesmo nestes casos, todas as
referências são vagas e incertas. Pouquíssimos tem algo concreto a
perguntar.
Depois
de
perguntar, podemos responder conforme o nível de conhecimento e
informação
do inquiridor. Sempre devemos tratar com respeito a pessoa e sua
pergunta, mas
devemos tomar o cuidado de mostrar, acima de tudo, que geralmente
estas questões
contra a Bíblia são fruto da falta de conhecimento e familiaridade com
a
Escritura. Quem conhece e estuda a Bíblia adquire respeito e admiração
por
ela. Quem não a conhece ou só tem conhecimento dela de segunda mão,
muitas
vezes por meio da imprensa sensacionalista, acaba desconfiando dela ou
julgando que está corrompida, como os próprios meios de comunicação
que
lhe passaram informações falsas.
Observaremos
que a Bíblia afirma ser um livro inspirado por Deus e que foi bem
conservado,
desde sua formação até hoje.
Leia mais sobre este tema: http://www.hermeneutica.com/principios/mudada.html
Nota:
Aqueles que querem viver uma vida sem os princípios de Deus
usarão todo tipo de desculpas possíveis para
não crerem na Bíblia.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Era o Seu Nome Yehôshua?
Reinaldo W. Siqueira,
Ph.D., Professor de Antigo Testamento no SALT-IAE - Campus 2. Extraído
da
Revista Teológica do SALT-IAENE 3:1 (Jan-Jun 1999)
Um número crescente de pessoas em algumas comunidades cristãs tem questionado e se oposto ao uso do nome Jesus para designar o Filho de Deus, o Redentor encarnado, cuja vida, ministério, morte e ressurreição são claramente apresentados nas páginas do Novo Testamento. Tal oposição tem sido fundamentada na crença de que o nome Jesus é de origem pagã, e oculta em si uma blasfêmia e difamação do nome sagrado do Redentor, o qual seria Yehôshua (em hebraico
).
Quais são as bases do raciocínio dessas pessoas? Estão elas certas? Pode um crente no Salvador da Humanidade chamá-Lo de Jesus ou constitui isto uma blasfêmia e difamação de Sua pessoa e do Seu nome?
Na sequência abaixo analisaremos primeiro os argumentos levantados por essas pessoas contra o uso do nome Jesus. Depois, será abordada a argumentação apresentada por elas a favor do uso do nome Yehôshua como sendo o único que pode ser utilizado em referência ao Redentor. Por último, consideraremos estes argumentos à luz das evidências das Sagradas Escrituras, da história da transmissão do texto bíblico, das línguas bíblicas (hebraico e grego), e do que se tem de conhecimento das crenças religiosas do mundo greco-romano.
Argumentos Apresentados Contra o Uso do Nome Jesus1
Análise dos Argumentos Acima Apresentados
Conclusão
Notas (clique no asterisco * para voltar ao texto):
Um número crescente de pessoas em algumas comunidades cristãs tem questionado e se oposto ao uso do nome Jesus para designar o Filho de Deus, o Redentor encarnado, cuja vida, ministério, morte e ressurreição são claramente apresentados nas páginas do Novo Testamento. Tal oposição tem sido fundamentada na crença de que o nome Jesus é de origem pagã, e oculta em si uma blasfêmia e difamação do nome sagrado do Redentor, o qual seria Yehôshua (em hebraico
Quais são as bases do raciocínio dessas pessoas? Estão elas certas? Pode um crente no Salvador da Humanidade chamá-Lo de Jesus ou constitui isto uma blasfêmia e difamação de Sua pessoa e do Seu nome?
Na sequência abaixo analisaremos primeiro os argumentos levantados por essas pessoas contra o uso do nome Jesus. Depois, será abordada a argumentação apresentada por elas a favor do uso do nome Yehôshua como sendo o único que pode ser utilizado em referência ao Redentor. Por último, consideraremos estes argumentos à luz das evidências das Sagradas Escrituras, da história da transmissão do texto bíblico, das línguas bíblicas (hebraico e grego), e do que se tem de conhecimento das crenças religiosas do mundo greco-romano.
Argumentos Apresentados Contra o Uso do Nome Jesus1
Aqueles que se opõem ao
uso do
nome Jesus argumentam que os apóstolos e as outras pessoas da Igreja
Cristã
Primitiva jamais ouviram falar neste nome Jesus. Tal nome só teria
aparecido na
Bíblia Vulgata, quando o Bispo Jerônimo, a pedido do papa Dâmaso,
traduziu as
Escrituras do grego para o latim.
Para eles, o objetivo de
Jerônimo
e do Papa ao introduzir o nome Jesus na Vulgata era o de agradar aos
pagãos e
atraí-los à "Igreja de Roma". Para tal, foi composto um nome para o
Redentor a
partir de nomes de divindades gregas e romanas:
-
J (de Júpiter) e ESUS (deus das florestas da Gália antiga, o qual fazia parte de uma trindade divina - ESUS-TEUTATES-TARANIS - deuses aos quais se ofereciam sacrifícios humanos). Este Esus era um deus romano, considerado o terrível Esus, por ser o deus dos trovões, do raio e da tempestade.
-
Antigamente o nome não era Jesus Cristo e sim ZESVS CRISTVS, tendo ligação com Zeus, ou Júpiter para os romanos.
-
Os gregos escreveram o nome IESOUS, que também foi formado por duas divindades pagãs: IO (a amada de Zeus) e Zeus.
Além do mais, para estas
pessoas,
o nome Jesus quando escrito em hebraico daria
(Yesus) o
qual teria um significado blasfemo: Je = Ye = Deus e a palavra SUS =
"cavalo".
Assim, o significado do nome Jesus em hebraico seria: "Deus é cavalo".
Portanto,
os bispos romanos, ao introduzirem o nome Jesus na Vulgata, não estavam
somente
tentando agradar e atrair os pagãos, como descrito acima, mas também
estavam
difamando e blasfemando contra o Nome do Redentor e contra Deus. Eles
estariam,
assim, cumprindo o que está escrito em Apocalipse 13:5-6: "Foi-lhe
dada boca
que proferia arrogâncias e blasfêmias... e abriu a boca... para lhe
difamar o
Nome...". Segundo a profecia bíblica, esta "besta" que fala
blasfêmias e
difama o Nome Sagrado do Redentor seria adorada por "todos os que
habitam
sobre a terra" (Ap 13:8). E isso tem se cumprido pelo fato de que
todos,
tanto católico-romanos como evangélicos, espíritas, pentecostais,
umbandistas,
etc., têm adorado o nome Jesus. Todos têm adorado, assim, os nomes de
deuses
pagãos e a blasfêmia católico-romana contida no nome Jesus.
A favor do nome Yehôshua é
argumentado que este Nome Sagrado é de origem hebraica e que significa:
YEHÔ (YHVH)
+ SHUA (Salvação). Assim o nome quer dizer "YHVH é salvação". Desde que
as
palavras em hebraico advém de raízes que, geralmente, têm três letras,
então o
nome Yehôshua contém as quatro letras do Tetragrama = YHVH. Assim, o
nome do Pai
Celestial no Velho Testamento (o Tetragrama) está inserido no nome
sagrado
Yehôshua, cumprindo, deste modo, o que está escrito em João 17:26, de
que o
Filho veio para "dar a conhecer" o Nome do Pai.
Uma série de textos
bíblicos são
citados para substancias a importância do nome Yehôshua, indicando que
existe
salvação nesse nome. Nessa linha de pensamento são apresentados textos
como
Lucas 1:31: "Salve agraciada... conceberás e darás à luz a um filho,
e lhe
porás o NOME DE YEHÔSHUA, e Ele salvará o Seu povo dos seus pecados"
(como
Miryam, o nome hebraico de Maria, era judia e falava hebraico, o anjo só
poderia
ter falado com ela em hebraico); Lucas 24:47: "e que em Seu NOME se
pregasse
arrependimento para remissão de pecados..."; 1 João 2:12: "...
porque
os vossos pecados são perdoados, POR CAUSA DO SEU NOME"; João 1:12:
"a
todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de
Deus, a
saber, os que crêem NO SEU NOME"; Atos 4:12: "E hão há salvação
em
nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro NOME, dado
entre os
homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (ao falar isso,
Pedro, que
era judeu, falava em hebraico e anunciava o Nome Sagrado Yehôshua, pois
só nesse
nome há salvação).
O Nome Jesus para eles,
portanto,
não tem nenhum valor dentro das Sagradas Escrituras. Conseqüentemente,
os
verdadeiros filhos de Deus são aqueles que crêem no NOME VERDADEIRO do
Redentor,
e não naquele outro nome QUE APARECE nas Bíblias de origem ROMANA (a
Vulgata).
Hoje, os verdadeiros filhos de Deus têm a oportunidade de conhecer e
invocar o
Nome Sagrado, e sobre eles se poderá cumprir o mesom que foi dito à
Igreja de
Éfeso em Apocalipse 2:3: "e tens perseverança, e suportaste provas
por causa
DO MEU NOME, e não desfaleceste".
Análise dos Argumentos Acima Apresentados
Os argumentos usados
contra o uso
do nome Jesus demonstram desconhecimento da origem deste nome e muita
imaginação
sem fundamento quanto à sua etimologia.
Primeiro, a forma latina
"Iesus",
que aparece na Vulgata Latina, não foi inventada ou criada por Jerônimo,
mas é
simplesmente uma transliteração natural do grego
para a escrita latina. Ou seja:
=
|
I
|
|
=
|
e
|
|
=
|
s
|
|
=
|
u3
|
|
=
|
s
|
Quanto ao nome grego
, ele representa a transliteração grega comum do nome
hebraico
(Yehôshua = Josué), ou de sua forma abreviada
(Yeshua` = Jesus). Assim, na Septuaginta
(tradução do Antigo Testamento hebraico para a língua grega), Josué e
sempre
referido como
(Iesous), o mesmo
acontecendo com o nome de Cristo no Novo Testamento grego4.
A Septuaginta representa a
primeira tradução feita do Antigo Testamento. Rabinos judeus, no 3°
século a.C.,
traduziram os escritos do Antigo Testamento (escritos originalmente em
hebraico,
com algumas porções em aramaico) para a língua internacional mais falada
do
mundo de então, o grego. Os escritos bíblicos, assim, tornara-mse
acessíveis não
só aos judeus da Diáspora, que em sua grande maioria não falavam nem
entendiam o
hebraico nem o aramaico, mas também a todo cidadão do mundo greco-romano
de
então5.
Os livros do Novo
Testamento foram
escritos no 1° século A.D., na sua maioria pelos próprios apóstolos de
Cristo,
ou por pessoas que estavam intimamente ligadas a eles. Ainda que Jesus
tenha
falado e pregado em aramaico, lido as escrituras em hebraico, e seus
discípulos
falassem maiormente o aramaico, a história dos Evangelhos, do livro de
Atos, as
cartas de Paulo, Tiago, Pedro, Judas, o Apocalipse de João, foram todos
escritos
em grego6,
e todos esses escritos se referem a Cristo como
(Iesous).
Em vista da origem e uso
do nome
grego
(Iesous), tanto na Septuaginta como no Novo
Testamento, é inaceitável, e mesmo um absurdo, a argumentação de que o
nome de
Jesus reflete nomes de deuses pagãos (Júpiter + Esus, para os latinos;
Io +
Zeus, para os gregos). O autor deste tipo de argumentação desconhece a
história
da tradução e transmissão do texto bíblico do Antigo Testamento e da
composição
do texto do Novo Testamento. Foram rabinos judeus, para o Antigo
Testamento, e
os próprios apóstolos de Cristo, no Novo Testamento, que registraram o
nome
(Iesous) no texto bíblico, seguindo as
normas lingüísticas comuns de transliteração de um nome hebraico para o
vernáculo grego. Quando se lê o Novo Testamento em sua língua original,
pode-se
ver claramente que Paulo, por exemplo, pregava a Palavra de Deus em
grego
através de boa parte do império romano de então, proclamando a salvação,
tanto a
judeus como a gentios, em nome de
(Iesous).
Seria um absurdo acreditar que Paulo não sabia o que ele estava fazendo,
ou que
intencionalmente ele estaria referindo-se à deusa Io e a Zeus,
blasfemando assim
do Mestre de Israel e Redentor do mundo.
A etimologia forçada do
nome de
Jesus, ligando-O a deuses pagãos, não só representa falta de
conhecimento da
parte daqueles que a formularam, mas aparenta ser o resultado de um
esforço
pré-concebido, deliberado, de encontrar nomes da antiga mitologia
greco-romana
que pudessem ser combinados, de qualquer jeito, para dar a impressão de
que o
nome Jesus tem uma origem pagã. Os erros e o modo forçado como os
argumentos são
apresentados chegam a ser aberrantes. Por exemplo: por que J
representaria
Júpiter? Por que desconectar o J da vogal "e" que o segue? Aparentemente
para
poder ter o nome Esus, o nome de um deus da mitologia celta. Este nome
parece
ser particularmente atraente pelo fato de ser citado na literatura
romana, pelo
poeta Lucano, em ligação com dois outros deuses celtas (Teutates e
Taranis)
dando a impressão de uma trindade pagã.
No entanto, um estudo
sobre a
religião celta e seu relacionamento com a religião e mitologia romanas
mostra a
fragilidade dessa argumentação. Primeiro, os trêus deuses celtas
citados
acima eram alguns dos mais importantes deuses da religião celta, mas não
eram os
únicos. O maior e mais importante deus ela Lugus e, no panteão celta,
aparece
referência a cerca de 400 nomes de diferentes deuses. Assim, a noção de
uma
trindade pagã adorada pelos celtas e aceita posteriormente pelos romanos
é uma
idéia que não tem fundamento. Segundo, à medida que os romanos
conquistavam novos territórios, eles identificavam seus deuses com os
deuses
locais, facilitando assim o sincretismo religioso e a aceitação da
religião
romana pelos povos conquistados. É muito discutível, no entanto, o
quanto a
crença em Esus, um dos deuses celtas, influenciou a mitologia romana. Em
verdade, só se sabe que alguns escritores romanos o identificaram com
Mercúrio,
mas não se pode afirmar que em Roma Esus passou a ser adorado como um
deus.
Terceiro, a identificação de Esus com Mercúrio (que segundo a
mitologia
greco-romana era o mensageiro dos deuses, o deus do comércio e da
eloqüência)
não dá apoio algum à argumentação de que Esus era considerado pelos
romanos como
"o terrível Esus", o deus dos trovões, do raio e da tempestade. Essas
características pertenciam a Júpiter (ou Zeus, para os gregos) e não a
Mercúrio,
e o poeta romano Lucano identificou o deus celta Taranis com Júpiter, e
não com
Esus7.
Sem fundamento são as
sugestões de
que o nome
(Iesous) provém da fusão do nome da deusa Io
(a amada de Zeus) com o nome de Zeus, por parte dos gregos, ou que o
nome Jesus
corresponderia ao hebraico
(Ye = Deus + Sus
= "cavalo"), e que teria sido criado pelos bispos romanos para blasfemar
o nome
do Redentor e o nome de Deus. Como visto acima, o nome
(Iesous) é a transliteração grega normal
do nome hebraico
(Yehôshua` = Josué), ou
de sua forma abreviada
(Yeshua` = Jesus).
O som de "sh" da letra hebraica
(shin) é
sempre transliterado em grego por um
(sigma). Assim, por exemplo, o hebraico
(Moshê)
é transliterado em grego por
(Moysés), de
onde vem a forma latina Moisés. O sigma no final do nome
(Iesous) é uma característica natural de
certos nomes masculinos em grego (indicando o caso nominativo, a forma
básica do
nome; o mesmo ocorre com o nome Moisés). Dizer que
(Yesus) é o correspondentes hebraico de
Jesus é desconhecer as línguas bíblicas e a maneira como nomes hebraicos
foram
traduzidos para o grego, na antigüidade.
Além disso, os argumentos
usados
contra o nome Jesus demonstram ignorância do fato de que esse nome
aparece
abundantemente na literatura judaica desde o 3° século a.C. até à época
de
Cristo e dos apóstolos. O historiador judeu Flávio Josefo (35-100 A.D.),
por
exemplo, faz referência a pelo menos 19 personagens judeus que em sua
época
tinham o nome
(Iesous)8.
Assim, o nome Jesus nada tem a ver com uma criação dos bispos de Roma,
por volta
do 4° século A.D., misturando nomes de deuses romanos, celtas, gregos,
ou
adicionando a palavra hebraica para cavalo ao nome de Deus, a fim de
blasfemar
contra o Redentor e contra Deus. Este nome já existia há pelo menos 600
anos no
meio judaico quando Jerônimo (347-420 A.D.) preparou sua tradução da
Bíblia para
latim, conhecida como a Vulgata.
Ademais, pode-se perguntar
se o
nome hebraico, ou aramaico, de Jesus teria sido Yehôshua (
),
ou se Ele teria sido chamado pela forma abreviada Yeshua (
).
As duas formas são totalmente plausíveis; no texto da Septuaginta, tanto
a forma
Yehôshua` (que quer dizer YHWH é salvação) como Yeshua` (que
simplesmente
significa "salvação") são transliteradas como
(Iesous). No entanto, deve-se notar que a
forma abreviada
(Yeshua`) parete ter-se
tornado a forma mais comum do nome após o exílio babilônico. Já no texto
bíblico, por exemplo em Neemias 8:17, o nome de Josué aparece como
(Yeshua`) em vez de
(Yehôshua`). Referência é feita a
um
certo Yeshua`, filho de Jozadaque, em Esdras 5:2. A forma abreviada
Yeshua` é
abundantemente atestada nos ossuários judaicos do 1° século A.D.
encontrados nos
arredores de Jerusalém, e em Leontópolis e Tel el-Yehudieh, no Egito9.
Tudo isso parece indicar
que, nos
dias de Jesus, a forma mais usada e popular do nome seria Yeshua`, e que
este
teria sido o nome de Jesus, em vez da forma mais arcaica Yehoshua`10.
O texto do Novo Testamento parece indicar isso também, especialmente
através do
jogo de palavras que aparece nos textos da anunciação e dos cânticos
registrados
por Lucas, no seu evangelho. Se o anjo Gabriel anunciou a Maria que o
nome do
Redentor, que estava para nascer, seria Yeshua` (Lc 1:31), que quer
dizer
"Salvação", esse nome então aparece repetidas vezes nos cânticos
registrados nos
primeiros capítulos de Lucas. Assim, por exemplo, quando Zacarias canta
em Lucas
1:68-79, nos versos 76-77 ele teria pronunciado o nome de Jesus ao
dizer:
"Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o
Senhor,
preparando-Lhe os caminhos, para dar ao Seu povo o conhecimento de
Yeshua`
('Salvação'), no redimí-lo dos seus pecados". Simeão, também, ao
tomar
Jesus nos braços, teria dito: "Agora, Senhor, despedes em paz teu
servo,
segundo Tua palavra, porque meus olhos já viram o Teu Yeshua`
('Salvação'), o
qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos
gentios, e para
glória do Teu povo de Israel" (Lc 2:29-32). O mesmo jogo de
palavras parece
estar por detrás do texto de Mateus 1:21, onde o anjo do Senhor disse a
José:
"Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Yeshua` ('Salvação'),
porque
Ele salvará o Seu povo dos pecados deles".
Conclusão
Assim, ao contrário da
opinião
daqueles que se opõem ao uso do nome Jesus para o Redentor da
humanidade, esse
nome tem todo o valor dentro das Sagradas Escrituras e na vida e
história do
povo de Deus. Na época do Novo Testamento, o nome do Messias que era
proclamado
entre os crentes de fala hebraica/aramaica parece ter sido Yeshua`.
Quando os
apóstolos, e os outros crentes da Igreja Primitiva, no entanto,
anunciavam a
Cristo entre os judeus da Diáspora e entre as multidões das nações, eles
pregavam e batizavam em nome de
(Iesous),
a forma grega do nome de Cristo, de onde vem a forma latina Jesus na
nossa
língua. Ora, se isso era correto e apropriado para aqules que foram
diretamente
comissionados por Cristo para levar o Evangelho a todo o mundo, e se
eles assim
o fizeram sob a direção contínua e poderosa do Espírito Santo, seria
isso hoje
incorreto para os verdadeiros filhos de Deus?
Finalmente, fica claro,
pelo
estudo do texto do Novo Testamento, que quando se diz em proclamar o
NOME, ou de
que só existe salvação em seu NOME, ou ainda mais, de que não há nenhum
outro
NOME pelo qual importa que sejamos salvos, o autor bíblico está
referindo-se à
pessoa de Jesus, e não à forma como o Seu nome é pronunciado (seja em
hebraico/aramaico, grego, ou qualquer outra língua). Não existe poder
especial,
ou qualquer fórmula mágica de redenção em pronunciar o nome de Cristo de
um
jeito ou de outro. O poder está nEle, na pessoa de Jesus Cristo. A
fidelidade do
verdadeiro filho de Deus não está em pronunciar o nome do Redentor em
uma língua
ou outra, mas em fazer a vontade de Deus, como revelada nas Escrituras. A
fidelidade cristã está em entregar, por meio de Cristo, sua vida
totalmente a
Deus e produzir, em Cristo, os frutos do Espírito, guardando os
mandamentos de
Deus. Isto é o que o próprio Jesus deixou bem claro ao dizer em Mateus
7:21-23:
"Nem todo o que Me
diz:
Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade
de Meu
Pai que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-Me: Senhor,
Senhor!
porventura não temos nós profetizado em Teu Nome, e em Teu Nome não
expelimos
demônios, e em Teu Nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi
explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a
iniqüidade."
Notas (clique no asterisco * para voltar ao texto):
- As informações aqui apresentadas foram extraídas de um folheto anônimo de 4 páginas publicado na cidade de Curitiba. Neste folheto nenhuma informação é dada quanto à sua origem, nome do autor, autores, ou grupo religioso que o publicou, a não ser dois números de telefones e o seguinte endereço: Rua Pantanal, 470 - Bairro Moradias Cajurú - Vila Oficinas, Curitiba, Paraná. *
- Ibid. *
- O ditongo "ou" em grego forma um só fonema com som "u"; ver Abílio Alves Perfeito, Gramática de Grego, 6ª ed. (Porto: Porto Editora, 1988), 10; Guillermo H. Davis, Gramática Elemental del Griego del Nuevo Testamento (Buenos Aires: Casa Bautista de Publicaciones, s.d.), 4; e Ray Summers, Essentials of New Testament Greek (Nashville, TN: Broadman, 1950), 2-3. *
- Veja-se o livro de
Josué em
Alfred Rahlfs, ed. Septuaginta, id est Vetus Testamentum graece
iuxta LXX
interpretes, 2 volumes em um (Stuttgart: Deutsche
Bibelgesellschaft,
1979) e o uso
para Cristo no Novo Testamento grego em Kurt Aland e outros, eds. The Greek New Testament, 3ª ed. (Stuttgart: United Bible Societies, 1983). *
- Ver a discussão sobre as origens da Septuaginta em Ernst Würthwein, The Text of the Old Testament (Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans, 1992), 49-55; e Emanuel Tov, Textual Criticism of the Hebrew Bible (Minneapolis: Fortress Press, 1992), 134-137. *
- Ver Robert H. Gundry, Panorama do Novo Testamento (São Paulo: Vida Nova, 1991), xix-xx, 23; e Everett F. Harrison, Introduction to the New Testament (Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans, 1964), 49-55. *
- Ver o estudo da religião celta em Jan Filip, "Celtic Religion", The New Encyclopaedia Britannica: Macropaedia, 15ª ed. (Chicago: Encyclopaedia Britannica, 1983), 3:1069-1070; e "Esus", The New Encyclopaedia Britannica: Macropaedia, 15ª ed. (Chicago: Encyclopaedia Britannica, 1983), 3:973. *
- Ver a discussão em K.
H.
Rengstorf, "
(Iesous), Jesus", The New International Dictionary of New Testament Theology, ed. Colin Brown (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1988), 2:331; G. Schneider,
,
, Iesous, Jesus", Exegetical Dictionary of the New Testament, ed. Horst Balz e Gerhard Schneider (Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans, 1991), 2:180-181; e Ben F. Mayer, "Jesus", The Anchor Bible Dictionary, ed. David Noel Freedman (New York: Doubleday, 1992), 3:773. *
- Ver os artigos, citados anteriormente, de Rengstorf, Schneider e Mayer. *
- O uso de uma forma mais abreviada de um nome em vez de sua forma mais longa e antiga é um fenômeno comum na maioria das línguas. Em português, por exemplo, se pode encontrar muito mais pessoas com o nome Manuel, uma forma abreviada, do que com o original mais longo Emanuel. Em inglês, por exemplo, se encontra mais Betty do que Elizabeth. *
Leia também:
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O Nome de Jesus: Salvação ou Blasfêmia? -- Apostila de Ricardo Nicotra. (Clique com o botão direito do mouse sobre o link e escolha "salvar destino como" para descarregar o arquivo em formato *.doc/Word em seu computador.)
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Jesus ou Yeshua? -- Arquivo *.doc/Word. Clique com o botão direito do mouse sobre o link e escolha "salvar destino como" para descarregar o arquivo em formato em seu computador.
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O Autógrafo de Jesus! - Robson Ramos introduz seu ponto de vista sobre o tema.
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Cristo, a Rocha que Esmiúça Todas as Pedras (Da autoria do irmão Moaci)
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Duas Narrativas da Criação em Gênesis?
Pergunta: "Por que existem duas narrativas diferentes sobre a Criação em Gênesis capítulos 1-2?"
Resposta: Gênesis 1:1 diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra…”. Depois, em Gênesis 2:4, aparenta ser o caso que uma história diferente sobre a Criação começa. A idéia errada sobre a existência de duas narrativas sobre a Criação é bastante comum. No entanto, vamos ver que essas passagens descrevem o mesmo evento da Criação. Elas não discordam sobre em qual ordem as coisas foram criadas, portanto, não se contradizem. De acordo com a opinião errada, Gênesis 1 afirma que Deus criou a terra, então a vegetação, então os animais, então o homem; enquanto Gênesis 2 afirma que Deus criou a terra, então o homem, então as plantas, então os animais. Na verdade, enquanto Gênesis 1 descreve os “Seis Dias da Criação” (e um sétimo dia para descanso), Gênesis 2 descreve apenas um dia da semana de Criação – o sexto dia – e não há nenhuma contradição (como iremos ver).
Vamos começar nosso estudo com uma investigação dos primeiros cinco versículos da narrativa em Gênesis 2 (em itálico) e terminar com uma visão geral do resto do capítulo. Como a passagem de Gênesis 1 na verdade termina com o terceiro versículo do segundo capítulo, vamos começar a narrativa de Gênesis 2 no quarto versículo. Estaremos usando a versão Almeida Revista e Atualizada (versão 1993).
Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o SENHOR Deus os criou (v.4). A palavra hebraica aqui traduzida “gênese” é toledot. Ela aparece mais doze vezes no livro de Gênesis (5:1, 6:9, 10:1, 32, 11:10, 11:27, 25:12, 13, 19, 36:1, 9 and 37:2) e mais doze vezes no resto do Velho Testamento, sempre em referência à linhagem humana (sem exceção). A palavra “quando” aqui se refere a um período de tempo não especificado. Então, uma leitura direta do quarto versículo seria algo assim: “o que segue é a descrição da linhagem humana dos céus e da terra na era quando Deus os criou”. Não especifica o primeiro dia, ou o segundo, ou o oitavo dia.
Não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois ainda nenhuma erva do campo havia brotado; porque o SENHOR Deus não fizera chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo (v. 5). A palavra hebraica traduzida aqui como “campo” é sadeh. Refere-se a um terreno pequeno ou a um campo cultivado. A palavra “terra” é erets. Refere-se a um terreno maior, ou ao planeta como um todo. Essa é uma distinção bem importante, distinção essa que vemos não só nessa passagem, mas também no resto do livro de Gênesis (23:13, por exemplo) e por todo o Velho Testamento (Levítico 25:2-3, por exemplo). Enquanto a vegetação de Gênesis 1:11-12 era a de um tipo geral, a vegetação de Gênesis 2:5; 8-9 era de um tipo específico. As “plantas de sadeh” e as “ervas de sadeh” se referem à agricultura, sadeh significando um campo cultivado.
Note que ainda não existia agricultura porque o SENHOR Deus não fizera chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo. Em destaque aqui estão duas das quatro coisas necessárias para a agricultura (o homem para lavrar o solo e chuva, as outras duas coisas sendo solo fértil e luz solar). O texto não apenas se refere especificamente às plantas agrícolas de um campo cultivado; também implica que duas das coisas necessárias à agricultura ainda estavam em falta. Além disso, é óbvio que isso não significa plantas em geral, pois isso seria o mesmo que dizer que não há selvas, florestas ou prados em nenhum lugar porque o homem ainda não tinha lavrado o solo, esse é um pensamento ridículo. Não, a vegetação descrita aqui é a de horticultura. É a administração da agricultura.
Mas uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo (v.6). Note que terra e água (em forma de neblina) já existiam a esse ponto. Só não tinha chovido ainda. Gênesis 2 não é uma narrativa da criação da terra e água; isso já tinha acontecido em Gênesis 1.
Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente (v.7). Aqui, ao apresentar a linhagem humana dos céus e da terra na era quando foram criados, o autor retrocede na sequência cronológica ao sexto dia, quando Deus criou o homem, um lugar apropriado para começar. Podemos encontrar essa ferramenta literária – quer dizer, retroceder na sequência cronológica para entrar em detalhes – em outros lugares da Bíblia também. Considere 1 Reis 6-7. No capítulo seis lemos sobre a construção do tempo de Salomão. A construção é terminada com o último versículo do capítulo, versículo 38: “E, no ano undécimo, no mês de bul, que é o oitavo, se acabou esta casa com todas as suas dependências, tal como devia ser. Levou Salomão sete anos para edificá-la”. Então, no primeiro versículo do próximo capítulo, o autor segue a descrever a construção do templo de Salomão: “Edificou Salomão os seus palácios, levando treze anos para os concluir”. No versículo 12, o autor termina com o palácio. Então, no versículo 13 do capítulo 7, ele volta ao início da construção do templo, com isso voltando em sua sequência de tempo, a qual ele tinha completado no capítulo 6, antes mesmo de descrever a construção do palácio no capítulo 7.
Dessa mesma forma, o autor de Gênesis apresenta a criação do homem no sexto dia no primeiro capítulo porque o homem é o ponto principal da história da Criação. Então, no segundo capítulo, o autor retorna ao sexto dia para entrar em mais detalhes sobre a narrativa que começa em 2:4 (e que dura até 5:1, onde a próxima narrativa começa).
E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado (v.8). Temos aqui a criação da agricultura com o primeiro jardim, criado por Deus para o homem. Nesse versículo temos o início da administração da agricultura. Nós temos tido que lavrar os campos desde então até os dias de hoje (com exceção do período do dilúvio). Por uma questão de tempo, não vamos estudar cada um do resto dos versículos individualmente. Vamos dar uma olhada geral no resto no capítulo.
Versículos 9-14 descrevem o Jardim do Éden e um rio que percorria pelo jardim. Esse rio se dividia em quatro rios menores, cada um percorrendo por um território pré-dilúvio diferente. Aparenta ser o caso que as pessoas de depois do dilúvio nomearam alguns de seus rios com os mesmos nomes dos rios antes do dilúvio, da mesma forma que os colonizadores americanos primitivos nomearam algumas de suas cidades e estados com o mesmo nome das cidades que tinham deixado para trás (Nova Iorque, assim nomeada por causa da cidade inglesa de Iorque; Nova Jérsei, assim nomeada por causa da Ilha de Jérsei no Canal Inglês; Nova Orleans, assim chamada por causa da cidade francesa de Orleans, etc).
Versículos 15-17 retornam ao Jardim e incluem a advertência contra comer da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. No versículo 18 lemos a decisão de Deus de criar uma mulher para o homem, uma decisão que Deus com certeza tinha feito bem antes de criar o primeiro homem. Essa decisão é aqui apresentada como a introdução do que está para acontecer logo a seguir.
Nos versículos 19-20, Deus, na frente de Adão, forma da terra “todos os animais do campo” e todas as “aves dos céus”, para que Adão lhes desse um nome. Primeiramente, vamos destacar que, de acordo com a mentalidade da Antiguidade, ao nomear algo, posse está sendo tomada do que está sendo nomeado. Então, esse evento foi uma espécie de ceremônia pela qual Adão recebeu de Deus essas criaturas (e consequentemente todo o resto da criação) como pertencentes a si. Segundo, preste atenção ao fato de que Deus não recriou todo tipo de animal para que Adão lhes desse um nome, apenas alguns: “todos os animais do campo” (os que chamamos de animais de grande porte – os que estariam ajudando o homem em suas atividades agrícolas), e as “aves dos céus” (sem dúvida por sua majestade impressionante... como se Deus estivesse dizendo a Adão: “você acha que esse animais de grande porte são impressionantes, então olhe esses daqui!”). Adão não ficou lá por semanas nomeando milhares de animais. Terceiro, considere o fato de que Deus já havia inicialmente criado todas essas criaturas antes de criar Adão, então Adão não viu quando Deus criou essas criaturas. Ao criar um jardim e recriar alguns dos representantes do reino animal na frente de Adão, Deus então pôde mostrar-lhe que era o Criador de tudo (até o usurpador – quer dizer, Satanás – vir logo após e tentar apresentar a si mesmo como o criador). Quarto, e para concluir, esse exercício com certeza foi didático. Talvez através desse exercício Deus pôde ensinar a Adão uma lição importante sobre a singularidade, beleza e valor peculiar do presente que estava prestes a receber – sua esposa. Finalmente, nos versículos 21-25 Deus coloca essa jóia preciosa na coroa de sua criação: Ele cria a mulher do homem. E o resto, como dizem, é história.
Ao considerar as duas narrativas da criação individualmente e então ao reconciliá-las, podemos ver que Deus descreve a sequência da Criação de Gênesis 1, para então dissecar seus aspectos e detalhes mais importantes, principalmente do sexto dia, em Gênesis 2. Não há qualquer contradição aqui, apenas uma ferramenta literária comum de descrever um evento do geral ao específico.
fonte:http://www.gotquestions.org/portugues/duas-narrativas-Criacao.html
Resposta: Gênesis 1:1 diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra…”. Depois, em Gênesis 2:4, aparenta ser o caso que uma história diferente sobre a Criação começa. A idéia errada sobre a existência de duas narrativas sobre a Criação é bastante comum. No entanto, vamos ver que essas passagens descrevem o mesmo evento da Criação. Elas não discordam sobre em qual ordem as coisas foram criadas, portanto, não se contradizem. De acordo com a opinião errada, Gênesis 1 afirma que Deus criou a terra, então a vegetação, então os animais, então o homem; enquanto Gênesis 2 afirma que Deus criou a terra, então o homem, então as plantas, então os animais. Na verdade, enquanto Gênesis 1 descreve os “Seis Dias da Criação” (e um sétimo dia para descanso), Gênesis 2 descreve apenas um dia da semana de Criação – o sexto dia – e não há nenhuma contradição (como iremos ver).
Vamos começar nosso estudo com uma investigação dos primeiros cinco versículos da narrativa em Gênesis 2 (em itálico) e terminar com uma visão geral do resto do capítulo. Como a passagem de Gênesis 1 na verdade termina com o terceiro versículo do segundo capítulo, vamos começar a narrativa de Gênesis 2 no quarto versículo. Estaremos usando a versão Almeida Revista e Atualizada (versão 1993).
Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o SENHOR Deus os criou (v.4). A palavra hebraica aqui traduzida “gênese” é toledot. Ela aparece mais doze vezes no livro de Gênesis (5:1, 6:9, 10:1, 32, 11:10, 11:27, 25:12, 13, 19, 36:1, 9 and 37:2) e mais doze vezes no resto do Velho Testamento, sempre em referência à linhagem humana (sem exceção). A palavra “quando” aqui se refere a um período de tempo não especificado. Então, uma leitura direta do quarto versículo seria algo assim: “o que segue é a descrição da linhagem humana dos céus e da terra na era quando Deus os criou”. Não especifica o primeiro dia, ou o segundo, ou o oitavo dia.
Não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois ainda nenhuma erva do campo havia brotado; porque o SENHOR Deus não fizera chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo (v. 5). A palavra hebraica traduzida aqui como “campo” é sadeh. Refere-se a um terreno pequeno ou a um campo cultivado. A palavra “terra” é erets. Refere-se a um terreno maior, ou ao planeta como um todo. Essa é uma distinção bem importante, distinção essa que vemos não só nessa passagem, mas também no resto do livro de Gênesis (23:13, por exemplo) e por todo o Velho Testamento (Levítico 25:2-3, por exemplo). Enquanto a vegetação de Gênesis 1:11-12 era a de um tipo geral, a vegetação de Gênesis 2:5; 8-9 era de um tipo específico. As “plantas de sadeh” e as “ervas de sadeh” se referem à agricultura, sadeh significando um campo cultivado.
Note que ainda não existia agricultura porque o SENHOR Deus não fizera chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo. Em destaque aqui estão duas das quatro coisas necessárias para a agricultura (o homem para lavrar o solo e chuva, as outras duas coisas sendo solo fértil e luz solar). O texto não apenas se refere especificamente às plantas agrícolas de um campo cultivado; também implica que duas das coisas necessárias à agricultura ainda estavam em falta. Além disso, é óbvio que isso não significa plantas em geral, pois isso seria o mesmo que dizer que não há selvas, florestas ou prados em nenhum lugar porque o homem ainda não tinha lavrado o solo, esse é um pensamento ridículo. Não, a vegetação descrita aqui é a de horticultura. É a administração da agricultura.
Mas uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo (v.6). Note que terra e água (em forma de neblina) já existiam a esse ponto. Só não tinha chovido ainda. Gênesis 2 não é uma narrativa da criação da terra e água; isso já tinha acontecido em Gênesis 1.
Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente (v.7). Aqui, ao apresentar a linhagem humana dos céus e da terra na era quando foram criados, o autor retrocede na sequência cronológica ao sexto dia, quando Deus criou o homem, um lugar apropriado para começar. Podemos encontrar essa ferramenta literária – quer dizer, retroceder na sequência cronológica para entrar em detalhes – em outros lugares da Bíblia também. Considere 1 Reis 6-7. No capítulo seis lemos sobre a construção do tempo de Salomão. A construção é terminada com o último versículo do capítulo, versículo 38: “E, no ano undécimo, no mês de bul, que é o oitavo, se acabou esta casa com todas as suas dependências, tal como devia ser. Levou Salomão sete anos para edificá-la”. Então, no primeiro versículo do próximo capítulo, o autor segue a descrever a construção do templo de Salomão: “Edificou Salomão os seus palácios, levando treze anos para os concluir”. No versículo 12, o autor termina com o palácio. Então, no versículo 13 do capítulo 7, ele volta ao início da construção do templo, com isso voltando em sua sequência de tempo, a qual ele tinha completado no capítulo 6, antes mesmo de descrever a construção do palácio no capítulo 7.
Dessa mesma forma, o autor de Gênesis apresenta a criação do homem no sexto dia no primeiro capítulo porque o homem é o ponto principal da história da Criação. Então, no segundo capítulo, o autor retorna ao sexto dia para entrar em mais detalhes sobre a narrativa que começa em 2:4 (e que dura até 5:1, onde a próxima narrativa começa).
E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado (v.8). Temos aqui a criação da agricultura com o primeiro jardim, criado por Deus para o homem. Nesse versículo temos o início da administração da agricultura. Nós temos tido que lavrar os campos desde então até os dias de hoje (com exceção do período do dilúvio). Por uma questão de tempo, não vamos estudar cada um do resto dos versículos individualmente. Vamos dar uma olhada geral no resto no capítulo.
Versículos 9-14 descrevem o Jardim do Éden e um rio que percorria pelo jardim. Esse rio se dividia em quatro rios menores, cada um percorrendo por um território pré-dilúvio diferente. Aparenta ser o caso que as pessoas de depois do dilúvio nomearam alguns de seus rios com os mesmos nomes dos rios antes do dilúvio, da mesma forma que os colonizadores americanos primitivos nomearam algumas de suas cidades e estados com o mesmo nome das cidades que tinham deixado para trás (Nova Iorque, assim nomeada por causa da cidade inglesa de Iorque; Nova Jérsei, assim nomeada por causa da Ilha de Jérsei no Canal Inglês; Nova Orleans, assim chamada por causa da cidade francesa de Orleans, etc).
Versículos 15-17 retornam ao Jardim e incluem a advertência contra comer da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. No versículo 18 lemos a decisão de Deus de criar uma mulher para o homem, uma decisão que Deus com certeza tinha feito bem antes de criar o primeiro homem. Essa decisão é aqui apresentada como a introdução do que está para acontecer logo a seguir.
Nos versículos 19-20, Deus, na frente de Adão, forma da terra “todos os animais do campo” e todas as “aves dos céus”, para que Adão lhes desse um nome. Primeiramente, vamos destacar que, de acordo com a mentalidade da Antiguidade, ao nomear algo, posse está sendo tomada do que está sendo nomeado. Então, esse evento foi uma espécie de ceremônia pela qual Adão recebeu de Deus essas criaturas (e consequentemente todo o resto da criação) como pertencentes a si. Segundo, preste atenção ao fato de que Deus não recriou todo tipo de animal para que Adão lhes desse um nome, apenas alguns: “todos os animais do campo” (os que chamamos de animais de grande porte – os que estariam ajudando o homem em suas atividades agrícolas), e as “aves dos céus” (sem dúvida por sua majestade impressionante... como se Deus estivesse dizendo a Adão: “você acha que esse animais de grande porte são impressionantes, então olhe esses daqui!”). Adão não ficou lá por semanas nomeando milhares de animais. Terceiro, considere o fato de que Deus já havia inicialmente criado todas essas criaturas antes de criar Adão, então Adão não viu quando Deus criou essas criaturas. Ao criar um jardim e recriar alguns dos representantes do reino animal na frente de Adão, Deus então pôde mostrar-lhe que era o Criador de tudo (até o usurpador – quer dizer, Satanás – vir logo após e tentar apresentar a si mesmo como o criador). Quarto, e para concluir, esse exercício com certeza foi didático. Talvez através desse exercício Deus pôde ensinar a Adão uma lição importante sobre a singularidade, beleza e valor peculiar do presente que estava prestes a receber – sua esposa. Finalmente, nos versículos 21-25 Deus coloca essa jóia preciosa na coroa de sua criação: Ele cria a mulher do homem. E o resto, como dizem, é história.
Ao considerar as duas narrativas da criação individualmente e então ao reconciliá-las, podemos ver que Deus descreve a sequência da Criação de Gênesis 1, para então dissecar seus aspectos e detalhes mais importantes, principalmente do sexto dia, em Gênesis 2. Não há qualquer contradição aqui, apenas uma ferramenta literária comum de descrever um evento do geral ao específico.
fonte:http://www.gotquestions.org/portugues/duas-narrativas-Criacao.html
Vulcão Mortal Pode Entrar em Erupção
A última vez que o vulcão mais mortal do planeta explodiu foi em 1815. Mais de 71 mil pessoas morreram no local. Ele também foi responsável por um inverno vulcânico que causou a pior fome em todo o mundo no século 19. Agora, ele pode explodir novamente. O Monte Tambora está localizado na ilha de Sumbawa, na Indonésia. Enquanto ele não tem a explosão de vulcão mais poderosa da história, tem a que causou mais mortes diretas e indiretas. Quando a explosão aconteceu em abril de 1815, Sumbawa foi obliterada. A caldeira, em seguida, entrou em colapso, após alguns meses de atividade pesada. A maioria da população da ilha foi morta e sua vegetação foi reduzida a cinzas. Algumas árvores foram arrancadas e empurradas para dentro do mar, juntamente com cinzas, criando jangadas gigantes. E tsunamis gerados pela explosão afetaram ilhas nas proximidades. Mas o seu poder destrutivo não foi apenas limitado à região. A explosão do vulcão afetou o mundo inteiro.
Cinzas subiram em uma coluna que atingiu 43 quilômetros de altura, até a estratosfera. As partículas mais pesadas eventualmente caíram, mas um véu de aerossóis de sulfato permaneceu na estratosfera por anos, escurecendo a luz do sol em toda parte. Isso interrompeu todo o clima global em grande forma, e iniciou uma cadeia de eventos que matou milhões através do Hemisfério Norte. No ano seguinte, não houve verão e as temperaturas desceram uma média de 0,5 grau Celsius. Não parece muito, mas o enxofre liberado pelo vulcão causou estragos em culturas agrícolas e morte da pecuária em todos os lugares.
Os Estados Unidos experimentaram extremas geadas e neve pesada no meio do “verão”, arruinando tudo nos campos. O mesmo aconteceu em outros lugares, causando uma grande fome em todo o mundo. Essa fome ajudou a espalhar uma nova cepa da cólera na Ásia e uma epidemia de tifo no sudeste da Europa e no Mediterrâneo oriental. Não foi divertido.
Sabendo de tudo isso, especialistas estão dizendo que o Monte Tambora está pronto para entrar em erupção novamente. Um fluxo constante de terremotos está agitando a ilha, de menos de cinco por mês em abril para mais de 200 agora. Colunas de cinzas já estão ventilando tão altas quanto 1.400 metros.
As autoridades já estabeleceram um perímetro de perigo de 3,22 quilômetros e seus habitantes estão evacuando a área sob as ordens do governo. A maioria das pessoas de lá conhece a história de 1815 e não precisa de qualquer ordem para começar a correr. Na verdade, as pessoas de fora da zona de perigo também estão fugindo por puro medo.
Ninguém sabe ao certo se o Monte Tambora vai explodir com a mesma intensidade de 1815, ou quando vai explodir. Mas sabemos que ele está despertando, o que certamente não é bom.
(Hypescience)
Nota:
E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu. (Lucas 21:11)
E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas. E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. (v26-27)
Cinzas subiram em uma coluna que atingiu 43 quilômetros de altura, até a estratosfera. As partículas mais pesadas eventualmente caíram, mas um véu de aerossóis de sulfato permaneceu na estratosfera por anos, escurecendo a luz do sol em toda parte. Isso interrompeu todo o clima global em grande forma, e iniciou uma cadeia de eventos que matou milhões através do Hemisfério Norte. No ano seguinte, não houve verão e as temperaturas desceram uma média de 0,5 grau Celsius. Não parece muito, mas o enxofre liberado pelo vulcão causou estragos em culturas agrícolas e morte da pecuária em todos os lugares.
Os Estados Unidos experimentaram extremas geadas e neve pesada no meio do “verão”, arruinando tudo nos campos. O mesmo aconteceu em outros lugares, causando uma grande fome em todo o mundo. Essa fome ajudou a espalhar uma nova cepa da cólera na Ásia e uma epidemia de tifo no sudeste da Europa e no Mediterrâneo oriental. Não foi divertido.
Sabendo de tudo isso, especialistas estão dizendo que o Monte Tambora está pronto para entrar em erupção novamente. Um fluxo constante de terremotos está agitando a ilha, de menos de cinco por mês em abril para mais de 200 agora. Colunas de cinzas já estão ventilando tão altas quanto 1.400 metros.
As autoridades já estabeleceram um perímetro de perigo de 3,22 quilômetros e seus habitantes estão evacuando a área sob as ordens do governo. A maioria das pessoas de lá conhece a história de 1815 e não precisa de qualquer ordem para começar a correr. Na verdade, as pessoas de fora da zona de perigo também estão fugindo por puro medo.
Ninguém sabe ao certo se o Monte Tambora vai explodir com a mesma intensidade de 1815, ou quando vai explodir. Mas sabemos que ele está despertando, o que certamente não é bom.
(Hypescience)
Nota:
E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu. (Lucas 21:11)
E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas. E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. (v26-27)
domingo, 7 de agosto de 2011
Viagem ao Sobre Natural
As experiências e recodações da infância e da guerra haviam levado Roger Morneau para longe de Deus de tal maneira, que ele agora O odiava. Depois da guerra, Roger foi levado, através de um amigo, a adorar os demônios. Então, ele descobriu as boas novas de Deus amoroso, e sentiu o desejo de cortar os laços de adoração aos espíritos. A guerra estava apenas começando...
Compre o livro:
http://www.cpb.com.br/produto-207-viagem+ao+sobrenatural.html
Veja abaixo entrevista com o autor.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
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