segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Igreja adventista apoia o homossexualismo?

Como a Igreja considera o movimento gay intitulado “Seventh-day Adventist Kinship” supostamente apoiado pela Igreja com ajuda financeira, e por ter link nas páginas oficiais da Igreja? E também a entidade “God´s Rainbow” da mesma natureza?
RESPOSTA:
A Igreja Adventista não apóia de forma alguma nenhum movimento que defenda ou promova o homossexualismo. Notícias que afirmam o contrário são tendenciosas e irresponsáveis. A posição oficial da Igreja, reafirmada em voto do Concílio Anual da Associação Geral, que é a voz autorizada da Igreja para o mundo todo, é clara e insofismável a respeito da prática do homossexualismo.
Eis o texto completo:
Declaração Sobre a Posição Adventista do Sétimo Dia Quanto a Homossexualidade:
“A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece que cada ser humano é precioso à vista de Deus, e assim buscamos ministrar a todos os homens e mulheres no espírito de Jesus. Cremos também que, pela graça de Deus e com o ânimo da comunidade da fé, uma pessoa pode viver em harmonia com os princípios da Palavra de Deus. Os adventistas do sétimo dia crêem que a intimidade sexual é apropriada unicamente no relacionamento conjugal entre homem e mulher. Esse foi o desígnio estabelecido por Deus na Criação. As Escrituras declaram: ‘Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne’ (Gênesis 2:24). Esse padrão heterossexual é confirmado em todas as Escrituras. A Bíblia não faz ajustes para a atividade ou relacionamentos homossexuais. Os atos sexuais praticados fora do círculo de um casamento heterossexual estão proibidos (Levítico 20:7-21; Romanos 1:24-27; I Coríntios 6:9-
11). Jesus Cristo reafirmou o propósito da criação divina quando disse: ‘Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? ... Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem’ (Mateus 19:4-6). Por esse motivo os adventistas do sétimo dia opõem-se às práticas e relacionamentos homossexuais.
Os adventistas do sétimo dia empenham-se por seguir a instrução e o exemplo de Jesus. Ele afirmou a dignidade de todos os seres humanos e estendeu a mão compassivamente a todas as pessoas e famílias que sofriam as conseqüências do pecado. Ele ofereceu um ministério solícito e proferiu palavras de conforto às pessoas que enfrentavam dificuldades, embora fizesse distinção entre Seu amor pelos pecadores e Seus claros ensinos sobre as práticas pecaminosas.” –
Concílio Mundial da Associação Geral – Outubro de 1999.
No Concílio Anual de 1987, outro documento foi promulgado, concernente à posição da Igreja sobre a conduta sexual.

Eis do texto: CONCÍLIO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO GERAL 12 de outubro de 1987
Deus, em seu infinito amor e sabedoria, criou homem e mulher, e os 16 fez com base no firme fundamento de lares e famílias ligados pelos laços do amor. É propósito de Satanás, porém, perverter toda coisa boa, e a perversão do melhor conduz inevitavelmente para o que é pior. Sob a influência da paixão desvinculada de princípios morais e religiosos, a associação dos sexos temse degenerado, lamentavelmente, em licenciosidade e abuso, os quais resultam em scravidão. Com a ajuda de muitos filmes, televisão, vídeos, programas de rádio e materiais impressos, o mundo está sendo guiado para novas profundezas de vergonha e depravação. Não é só a estrutura da sociedade que está sendo danificada, mas também a derrocada da família tem trazido outros males terríveis. O resultado em vidas de crianças e jovens desorientadas e confusas desperta nossa piedade, e os efeitos não são apenas desastrosos, mas também acumulativos. Estes males têm-se tornado mais intensos e constituem uma séria e crescente ameaça aos ideais e propósitos do lar cristão. Práticas sexuais, que são contrárias à vontade de Deus como o adultério, sexo pré-marital, comportamento sexual obsessivo, abuso sexual do cônjuge, abuso sexual de crianças, incesto, práticas homossexuais (gays e lésbicas), e brutalidades que são perversões óbvias do plano original de Deus, têm sido o resultado dessa atual situação. Como pode ser visto claramente nas seguintes passagens das Escrituras (Ver Êxo. 20:14; Lev. 18:22, 23, 29 e 20:13; Mat. 5:27 e 28; I Cor. 6:9; I Tim. 1:10; Rom. 1:20-32), essas
práticas são condenadas, mas estas advertências são rejeitadas e trocadas por opiniões humanas. Desta forma muita incerteza e confusão prevalecem. Isto é o que Satanás deseja. Ele sempre quer fazer com que as pessoas esqueçam que Deus é o Criador e fez Adão, e que Ele também criou Eva para ser a companheira, mulher, de Adão. “Homem e mulher Ele os criou” (Gên. 1:24). Apesar das claras declarações bíblicas sobre os padrões morais, o mundo hoje está testemunhando o 17 ressurgimento das perversões e depravações que marcaram as civilizações antigas.
Os resultados degradantes da obsessão desta era com o sexo, e a busca do prazer sensual, são claramente descritos na Palavra de Deus. Mas Cristo veio para destruir o trabalho do diabo e restabelecer a correta relação dos seres humanos entre si, e com o seu Criador. Assim, embora em Adão todos tenham caído, e se tornado cativos do pecado, os que se voltarem para Cristo em
arrependimento receberão o perdão, e terão escolhido o melhor caminho, o caminho darestauração completa. Por meio da cruz, o poder do Espírito Santo no “interior do homem”, e nutridos pelo ministério da Igreja, todos podem ser libertados do poder das perversões e práticas pecaminosas. A aceitação da graça de Deus conduz inevitavelmente o crente a um
tipo de vida e de conduta que está de “acordo com a doutrina de nosso Deus e Salvador” (Tito 2:10). Também a Igreja deve exercer a firme e amorosa disciplina com o membro que desrespeitar o Salvador e os princípios de conduta da vida cristã.
A Igreja reconhece a penetrante verdade e o poder motivador das palavras de Paulo para Tito:
“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens. Ensinando-nos que, renunciando a impiedade e as concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente. Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nós para
nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tito 2:11-14). (Ver também II Pedro 3:11-14). – Concílio Anual da Associação Geral – 12 de outubro de 1987.
Com respeito à entidade “Seventh-day Adventist Kinship International”, que advoga a prática do homossexualismo, e que congrega jovens e adultos que se desviaram dos princípios morais da Igreja para esse tipo de vida, nada tem a ver com a organização adventista, e dela não recebe nenhum tipo de apoio, nem moral nem financeiro. A própria entidade declara isso em seu “site”:
SDA Kinship & SDA Church “What is the relationship between the Seventh-Day Adventist Church and SDA Kinship International, Inc.? Seventh-day Adventist Kinship International has no formal connection with the Seventh-day Adventist Church. SDA Kinship does not receive
support in any form from the General Conference of Seventh-day Adventists or its constituent churches. In 1987 the Seventh-day Adventist Church filed legal action with the State of California in an attempt to keep SDA Kinship from using the name ‘Seventh-day Adventist’ or ‘SDA’ in its name. On October 3, 1991 United States District Judge Mariana R. Pfaeizer ruled that Seventh-day Adventist Kinship International, Inc. did not infringe on the SDA Church´s use of the name and therefore could continue to use the identifying characteristic ‘Seventh-day Adventist’ and ‘SDA’ in their name.”
Tradução em Português
SDA Kinship e a Igreja Adventista “Qual é a relação entre a Igreja Adventista do Sétimo dia e a ‘SDA Kinship International’? “A ‘SDA Kinship International’ não tem nenhuma conexão formal
com a Igreja Adventista do Sétimo Dia ou com suas igrejas locais. Em 1987 a Igreja Adventista do Sétimo Dia entrou com uma ação legal no Estado da Califórnia na tentativa de impedir que a SDA Kinship continuasse usando o nome ‘Seventh-day Adventist’ ou ‘SDA’. Em 3 de outubro de 1991 a juíza Mariana R. Pfaeizer decidiu que a ‘Seventh-day Adventist Kinship International’ não estava infringindo a lei ao usar o nome da Igreja Adventista, e portanto podia continuar usando o nome ‘Seventh-day Adventis’ e ‘SDA’ em seu nome.”
E por que, então, o endereço do “site” dessa entidade está no “Adventist Conection”, site pertencente à Andrews University, da Igreja Adventista? A razão são as rígidas leis americanas contra qualquer tipo de discriminação contra grupos ou indivíduos. Como o “Adventist Conection” é um site que inclui as entidades que, de alguma maneira se relacionam com os adventistas, nem que seja só no nome, a exclusão da referida entidade pode trazer imprevisíveis
conseqüências jurídicas. Conforme o texto da entidade transcrito no início, a Igreja abriu uma
ação jurídica para impedir o uso do nome Adventista por essa entidade. Se a Igreja tivesse ganho a causa seria mais fácil tirar o respectivo site da lista da Andrews.
Como a juíza deu ganho de causa à referida entidade, como tirá-la da lista do site “Adventist Conection”, sem uma ação da justiça por parte da dita entidade? Devemos compreender e reconhecer os problemas próprios de cada país, antes de nos apressarmos em condenar ou acusar levianamente. No site “Adventist Conection”, da Andrews, e que contém a lista das
entidades relacionadas, há o seguinte esclarecimento: “Nem todas as entidades listadas aqui são aprovadas pela Igreja Adventista. Esta lista pretende ser apenas um documento de referência, e não implica em nenhuma espécie de apoio nem da Igreja Adventista e nem da Andrews Uiversity”.
Aqui e ali, um indivíduo ou outro, obreiro ou leigo, ou uma congregação ou outra, pode emitir opinião particular que destoe da posição oficial da Igreja como um todo. Isso é possível, principalmente nos Estados Unidos onde a liberdade de expressão garante o direito dos dissidentes de dizer o que querem. Mas uma coisa deve ficar absolutamente clara: A posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre conduta sexual, oficialmente, e para todo o mundo está exarada na Bíblia, no Espírito de Profecia, no Manual da Igreja, e declarada explicitamente
nos documentos votados pelo Concílio Anual da Associação Geral, e acima apresentados. Qualquer outra afirmação, por grupos ou indivíduos dissidentes, ou por uma ou outra igreja local, ou por indivíduos que mantêm posições liberais a respeito desse assunto, não representa a posição oficial da Igreja, a qual se encontra nos documentos citados.

Pr Tércio Sarli

A Igreja adventista participa do ecumenismo?

Como a Igreja Adventista vê os movimentos ecumênicos ao redor do mundo, envolvendo a Igreja Católica, Metodista, Luterana, etc.? A Igreja Adventista participa desses movimentos?

RESPOSTA:
A Igreja Adventista do Sétimo Dia não é filiada a nenhuma entidade ecumênica no mundo. Esta Igreja tem uma sólida base profética e uma missão especial: dar ao mundo a tríplice mensagem angélica, de Apocalipse 14:6-13, cujo principal apelo é: “Sai dela, povo meu”. A mensagem da Igreja Adventista, em vez de ser uma mensagem de união com outras igrejas em suas doutrinas, é, ao contrário, uma mensagem que apela para que as almas sinceras saiam da confusão doutrinária e se unam ao povo “que guarda os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (Apoc. 14:12). Qualquer afirmação, pois, de que a Igreja Adventista tem qualquer ligação de caráter ecumênico com outras igrejas, é falsa, sem fundamento.
Isso não impede, entretanto, que cooperemos com outras denominações, e com governos, em assuntos de comum interesse, como obras de assistência e desenvolvimento social, campanhas de liberdade religiosa, entidades de combate a drogas e criminalidade, etc. Exemplo de cooperação aceitável é o trabalho da ADRA (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais), entidade da Igreja que trabalha em convênios com órgãos governamentais de países como Estados Unidos, Peru, Bolívia, etc. Agora mesmo, no Brasil, a ADRA da União Central Brasileira fez convênio com o governo federal para o atendimento de sete aldeias
indígenas, da tribo Carajás, na Ilha do Bananal. Temos ali uma equipe formada de administrador, médico, dentista, agentes sociais, e outros servidores, que desde o início do ano estão em plena atividade, em grande parte mantidos pelo órgão público federal correspondente. A respeito desse tipo de cooperação, eis o que declara Ellen White:
“Enquanto estivermos neste mundo, e o Espírito de Deus Se estiver esforçando com o mundo, tanto devemos receber como prestar favores. Devemos dar ao mundo a luz da verdade segundo é apresentada nas Escrituras Sagradas, e do mundo devemos receber aquilo que Deus os move a fazer a favor de Sua causa. O Senhor ainda toca no coração dos reis e governadores em favor de Seu povo, e compete aos que estão tão profundamente interessados na questão da liberdade
religiosa não dispensar quaisquer favores ou eximir-se do auxílio que Deus tem movido os homens a dar para o avanço de Sua causa.” – Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 202.
Com respeito a ministros de outras denominações religiosas, embora não nos liguemos ecumenicamente a eles, temos o dever de nos aproximar deles e manifestar-lhes simpatia e interesse. Eles, como nós, são almas por quem Cristo morreu, e devem conhecer as preciosas verdades para estes tempos. Eis o conselho inspirado: “Nossos ministros devem procurar aproximar-se dos ministros de outras denominações. Orai por eles, por quem Cristo está intercedendo. Pesa sobre eles solene responsabilidade. Como mensageiros de Cristo, cumpre-nos manifestar profundo e zeloso interesse nesses pastores do rebanho.” – Testemunhos Seletos
(Ed. Mundial), vol. 2, pág. 376.

Pr Tércio Sarli

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Providência - História

Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém. O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha de tanto tempo. Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu. Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião.. Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s... Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado. Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila. Certamente ele ainda estava na pizzaria. Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto. Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local. A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas. As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada. Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma. Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda. Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército. Moshê procurou seu 'salvador' entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele. Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida. O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava. Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado. Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida. Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo. Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets. Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias. Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque. Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito 'Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila ' Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor. Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo - e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001. Moshê não estava no seu escritório no 101.º andar do World Trade Center Twin Towers.


(Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand)


'Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome.' Salmos 100:4

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Aquecimento Global - A Nova Religião

Dezesseis diferentes orientações religiosas australianas se unem, para combater o aquecimento global do Planeta. Católicos, anglicanos, luteranos, muçulmanos, judeus, budistas, sikhs e hinduístas, entre outros, criaram um grupo e apresentaram um documento que visa convencer os governos federal e local a assumirem um papel mais ativo na busca de soluções para as mudanças climáticas. O documento, intitulado "Common beliefs" (Crenças comuns), baseando-se em pesquisas científicas, é considerado a coletânea mais completa do pensamento religioso contemporâneo sobre transformações climáticas. Os signatários afirmam que a destruição voluntária da criação divina é um pecado e exortam os australianos a serem "custódios responsáveis do planeta Terra e a enfrentarem rapidamente a crise climática". "Teremos que responder a Deus pelos efeitos que nossas ações de hoje terão sobre o mundo e as gerações futuras" - escrevem. "Assim sendo, devemos ficar satisfeitos em assumir os custos adicionais para desenvolver energias alternativas".
O grupo afirma que é um imperativo moral que indivíduos e governos assumam seus papéis, no que diz respeito à redução das emissões de gás. Isso inclui leis mais duras, para os que poluem mais, maiores incentivos para as fontes de energia renováveis, e maior consideração para com as nações mais pobres, que sofrerão antes das outras, os efeitos do aquecimento global. Segundo o bispo anglicano de Canberra e Goulburn, Dr. George Browning, "se os cristãos acreditam em Jesus, devem admitir que a preocupação com as mudanças climáticas não é um "extra", mas uma questão central da fé". "A opção da Igreja e seu compromisso em erradicar a pobreza seriam vãos, se não se enfrentasse a questão das mudanças climáticas". O bispo continua, convidando os fiéis a reduzirem o uso da calefação e do ar condicionado, a usar lâmpadas de baixo consumo e a instalar cisternas para recolher a água pluvial. Já a Federarão Australiana dos Conselhos Islâmicos exorta os muçulmanos a renunciarem, no que for possível, ao automóvel, em favor dos transportes públicos, e a reduzirem o uso de produtos descartáveis, além de adotarem tecnologias alternativas.


Nota: Existe uma ação coordenada, em todo mundo, para fazer da questão do aquecimento global uma união para preservar o planeta. É interessante que, entre os que estão se mobilizando, o domingo é um dia sagrado e está sendo apontado como uma das soluções para amenizar o efeito do aquecimento global. Segundo eles esse dia deve ser um dia dedicado a família e adoração.
Nos EUA existe um crescente movimento em prol do domingo...
Veja esta reportagem: http://criacionista.blogspot.com/2009/10/o-domingo-nos-eua.html

A profecia se cumpre:
Satanás dá sua interpretação aos acontecimentos, e eles [os homens preeminentes] pensam, como ele quer que o façam, que as calamidades que cobrem a Terra constituem o resultado da violação do domingo. Pretendendo aplacar a ira de Deus, esses homens influentes fazem leis impondo a observância do domingo. Imaginam que, exaltando cada vez mais esse falso dia de repouso, compelindo a obediência à lei do domingo, o sábado espúrio, estão prestando serviço a Deus. Os que honram a Deus observando o verdadeiro sábado são considerados desleais a Deus, quando, em realidade, os que assim os consideram é que são desleais, porque estão calcando aos pés o sábado originado no Éden. (Manuscrito 85, 1899.)
O protestantismo dará a mão da comunhão ao poder romano. Então haverá uma lei contra o sábado da criação divina, e será nessa ocasião que Deus efetuará Sua "estranha obra" na Terra. SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 910.
Não conseguimos ver como a Igreja romana poderá desembaraçar-se da acusação de idolatria. ... E esta é a religião que os protestantes estão começando a encarar com tanto agrado e que finalmente se unirá com o protestantismo. Esta união não será, porém, efetuada por uma mudança no catolicismo, pois Roma não muda. Ela declara possuir infalibilidade. É o protestantismo que mudará. A adoção de idéias liberais, de sua parte, o conduzirá ao ponto em que possa apertar a mão do catolicismo. (Review and Herald, 1º de junho de 1886.)
O que promoverá esta união? Não seria a questão do aquecimento global?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Estudo sobre as Sete Igrejas do Apocalipse

O Apocalipse foi primeiramente escrito para os Cristãos que viviam em sete cidades na Ásia Menor (Apoc.1:4), no que atualmente é a Turquia. O livro foi escrito por João, o apóstolo de Jesus e discípulo amado, que teve visões na ilha de Patmos, no final do primeiro século D.C..Embora o livro fale sobre previsões do futuro, João também o escreveu para ajudar os cristãos que moravam nessas cidades. Conhecer mais sobre essas cidades pode ajudar a fazer as mensagens dos capítulos 1 a 3 do Apocalipse serem mais vívidas e aprendermos como era a vida em Corinto, Filipos e outros lugares que também são mencionados nas cartas de Paulo. Esse passeio pelas sete cidades tem como objetivo abrir as portas para uma viagem ao passado, tempo em que o livro do Apocalipse foi escrito.
Clique neste link e veja o estudo completo: http://www.advir.com.br/sermoes/especial/7igrejas/menu.asp

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A Espera do Messias

Todos estão à espera do “Messias”. Todos. Os muçulmanos e os judeus ainda esperam o primeiro advento do Messias; os budistas aguardam o Maitreya; os zoroastras esperam pelo Saoshyant; para os hindus Krishna; e os hollywoodianos acreditam em cyber-robôs, extraterrestres e até mesmo em homens dotados de poderes sobrenaturais. Tanto no meio religioso quanto no âmbito secular, sejam cristãos ou não, todos, sem exceção, aguardam alguém que vem.Filmes como “Matrix”, “Superman – O Retorno”, “Deixados Para Trás”, “O Dia em que a Terra Parou”, “Guerra dos Mundos”, “Exterminador do Futuro”, “Eu Sou a Lenda”, “Presságio”, “2012”, entre tantos outros, embora não sejam fidedignos e tragam aberrações e conceitos antibíblicos, exploram largamente princípios messiânicos e profecias apocalípticas. Tais produções cinematográficas garantem que o tema transite livremente e permeie a mente e a imaginação de centenas de milhões. Assim, tanto no meio religioso quanto entre ateus, agnósticos e espiritualistas, as mensagens de um cataclismo global e do advento de um salvador estão sendo propagadas nas igrejas, templos e salas de cinema.Todavia existe ainda um grupo a ser alcançado: aqueles que não vão ao cinema, não professam fé alguma e nem mesmo creem nas Escrituras Sagradas e em profecias bíblicas. Para esses foi criado outro fenômeno com as mesmas dimensões e o mesmo tom: aquecimento global. “O mundo está com os dias contados”, dizem os ambientalistas mais pessimistas. “Só mesmo um milagre para nos salvar!”, dizem os mais esperançosos. Sendo assim, para onde quer que se vá, de todos os lados e em todos os núcleos, está sendo disseminada uma única e mesma mensagem: algo está para acontecer. E de fato está!

Pestes nos tempos finais

Estamos atravessando uma pandemia de gripe, da H1N1. Mesmo sendo pouco letal, há um temor no mundo todo. É o medo de um minúsculo vírus que desafia a ciência e o orgulho dos homens. Ela faz parte do anúncio profético de que no final haveria epidemias e pestes, entre outras coisas (Lucas 21:11).
Como estamos percebendo que tudo indica que nos encaminhamos rapidamente para o desfecho, é de se esperar que se agravem os sinais anunciadores do fim do mundo e da vinda de CRISTO. O ser humano abusou do que lhe foi dado para viver aqui, e agora as conseqüências estão se acumulando na natureza, no clima, nas doenças, na economia, na sociedade, e em todos os lugares. Não temos mais muito tempo aqui. Aulas paradas (menos o futebol é claro, pois é muito mais importante que o estudo e a educação), pessoas se protegendo, medo em toda parte. O que será se vier uma peste bem mais letal, e mais facilmente contagiosa que essa? Como é fácil um minúsculo ser vivo acabar com o orgulho do poder econômico do ser humano!
Esta semana mais uma doença, antiga, reapareceu. Foi na China, é a peste pneumônica (a antiga peste negra da Europa). Na cidade chinesa de Ziketan, de uns dez mil habitantes, um cachorro comeu uma marmota infectada e morreu. O homem que foi enterrar o cachorro se infectou e também morreu. Dele outros já foram infectados, pelo que dizem, uns dez, dos quais dois ou três morreram. É altamente letal, as pessoas estão fugindo da cidade embora ela fosse fechada pelo exército.
“A peste pneumónica pode matar uma pessoa infectada em pouco mais de 24 horas, se esta não tiver pronto acompanhamento médico e se não lhe forem ministrados antibióticos. A sua taxa de mortalidade é bastante elevada; segundo a OMS, é, todavia, a forma mais rara de pneumonia.” Mata uma em cada duas pessoas infectadas. “A peste, bubónica ou pneumónica é normalmente associada a uma grande mortalidade ocorrida durante a idade média: “Na segunda grande epidemia de peste na Europa, entre 1348 e 1349 morreu um terço da população europeia. Coincidiu com a chegada da ratazana cinzenta, ou de esgoto, à Europa. Não era conhecida a acção da pulga como vector, por isso não foi eficazmente contido o problema”.”

Por: Sikberto Marks
Fontes:
https://mail.unijui.edu.br/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1327478%26seccao=%25C1sia

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1327499
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1394441

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O Pecado

Muitas vezes ouvimos falar de pecado, mas nem sempre se sabe o que realmente é o pecado. Segundo a Bíblia, pecado é transgressão da Lei de Deus, I São João 3:4.
O livro do Genesis capitulo 3 narra a história da entrada do pecado neste mundo; Lúcifer, o primeiro anjo de Deus, havia se rebelado no céu, (Eze 28) tendo em si a origem do pecado motiva os primeiros habitantes deste mundo a transgredir a ordem de Deus. Assim o pecado, natureza propensa ao pecado, passou de geração a geração. (Rom 5:12)
Pecado (em hebr. hhatá; em gr. hamartáno) significam "errar", no sentido de errar ou não atingir um alvo, ideal ou padrão de Deus. Em latim, o termo é vertido por peccátu. Em gr. Hamartia também denota um princípio ou fonte de ação, ou um elemento interior que produz atos. (Dicionário vine, p 853).
Para alguns professos estudantes da Bíblia, pecado não passa do ato da quebra dos mandamentos. Eles afirmam que o homem não possui uma natureza pecaminosa que o motiva a pecar, mas que se tornam pecadores quando quebram a Lei de Deus. Pecado não é apenas pessoal, mais moral.
"Visito a maldade dos pais nos filhos, até a terceira e a quarta geração daqueles que Me aborrecem." É inevitável que os filhos sofram as conseqüências das más ações dos pais, mas não são castigados pela culpa deles, a não ser que participem de seus pecados. Dá-se, entretanto, em geral o caso de os filhos andarem nas pegadas de seus pais. Por herança e exemplo os filhos se tornam participantes do pecado do pai. Más tendências, apetites pervertidos e moral vil, assim como enfermidades físicas e degeneração, são transmitidos como um legado de pai a filho, até a terceira e quarta geração. Esta terrível verdade deveria ter uma força solene para restringir os homens de seguirem uma conduta de pecado. (PP, p. 306).
O que é transmitido, portanto é a inclinação, esta inclinação permanece como tendência primária até que Cristo coloque uma nova semente, conversão.(Gn 1:27) O homem foi criados à imagem de Deus, contudo eles geraram filhos à sua imagem (Gn 5:23), os filhos já não eram diretamente a imagem e semelhança de Deus, mas a de Adão.
A queda afetou a orientação espiritual de cada um, embora não recebamos a culpa de Adão, temos a tendência de seguir pela mesma direção que ele seguiu, herdamos de Adão uma orientação para o pecado, já nascemos nesta direção. O coração humano por natureza é frio e escuro. Algumas pessoas até podem reivindicar que não foram afetadas pelo vírus do pecado, esta foi a idéia central do iluminismo.
Tal noção contradiz tanto a revelação quanto a observação. Tornamos-nos como um navio cujo leme está amarrado na direção errada. O pecado é um tipo de amor que está centralizado no objeto errado. Assim o plano da redenção pressupõe a universalidade do pecado, aqui todos temos a mesma afinidade, nossa solidariedade (afinidade) está com Adão. É a idéia da evolução que o homem está melhorando, mas a lei da entropia [é uma grandeza termodinâmica geralmente associada ao grau de desordem] evidencia que tudo está piorando inclusive o ser humano. Espiritualmente a verdade é a mesma, deixados por nós mesmos cada dia tornamo-nos piores, estamos nos desorganizando.
A escritora Ellen G. White comenta sobre a entrada do pecado e como o homem passou a ter uma natureza depravada que responde a tentação do maligno.
“Os anjos os advertiram a que estivessem de sobreaviso contra os ardis de Satanás; pois seus esforços para os enredar seriam incansáveis. Enquanto fossem obedientes a Deus, o maligno não lhes poderia fazer mal; pois sendo necessário, todos os anjos do Céu seriam enviados em seu auxílio. Se com firmeza repelissem suas primeiras insinuações, estariam tão livres de perigo como os mensageiros celestiais. Se, porém, cedessem uma vez à tentação, sua natureza se tornaria tão depravada que não teriam em si poder nem disposição para resistir a Satanás.” (PP, p. 53)
“(Adão) Fora dotado de uma natureza santa, inocente, pura, incontaminada; mas caiu porque deu ouvidos à sugestão do inimigo; e sua posteridade se tornou depravada. ...” (Cristo Triunfante, p. 245)
”Ao passo que Adão foi criado sem pecado, à semelhança de Deus, Sete, como Caim, herdou a natureza decaída de seus pais.”(PP. P 80)
Quando alguém nasce traz em seu ser uma natureza que é contrária a vontade de Deus. Não precisamos ensinar uma criança a fazer coisas erradas, ao contrário, precisamos corrigir sua propensão para fazer o que é errado. Na realidade esta luta será constante durante toda a vida. Existem aqueles que ignoram o poder do pecado, até mesmo dizem que não são pecadores. Outros dizem que pecado é matar, roubar, coisas do gênero. Pecado não é só transgressão dos dez mandamentos, porque a lei de Deus é amplíssima, vai alem do cometer erros. Pecado também é não praticar o bem; a Bíblia diz: “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”. (Tia 4:17)
O pecado pode ser acariciado na mente de forma virtual, mas a pessoa não chega a consumar o ato. Isto não quer dizer que não houve pecado, porque na realidade o ato em si é o fruto do pecado, não o pecado em si. Jesus ilustrou este tipo de pecado quando disse: “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” (Mat 5;28) Muitas vezes a pessoa não coloca em prática o seu pecado devido as conseqüências que ele pode trazer para sua vida. Não o faz porque teme a Deus e quer fazer sua vontade, se tivesse a oportunidade de praticá-lo sem as conseqüências o faria sem pensar duas vezes.
Apesar de que muitos acham que podem praticar tal ato sem serem descobertos, mas as conseqüências sempre aparecem trazendo desgosto e tristeza para muitas famílias.

Pecado doença contagiosa

“É da natureza do pecado espalhar-se e aumentar. Desde o pecado original de Adão, de geração a geração, ele se tem espalhado como uma doença contagiosa. Quando o mundo ainda estava em sua infância, o pecado se tornou temível em suas proporções. O ódio à lei de Deus, e seus seguros resultados, o ódio a todo o bem, tornou-se universal”. (MM Refletindo a Cristo, 1986, p. 313)

“Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus. Mas deixou de o fazer e, devido ao seu pecado, nossa natureza se acha decaída, e não podemos tornar-nos justos. Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa”. (Caminho a Cristo, p.62)

Aqui fica claro que o homem não pode obedecer PERFEITAMENTE à lei de Deus devido a mácula do pecado que motiva o homem desobedecer. Se o problema do homem fosse somente uma tentação externa para desobedecer a Deus, como foi para Adão antes de se contaminar com o pecado, não seria impossível ao homem ter uma vida com ausência completa do pecado. Jesus veio a este mundo para quebrar a maldição do pecado para dar oportunidade ao pecador alcançar vitória em Cristo. Ellen G. White diz:

“Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça. Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter, e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado.” (Caminho a Cristo, p.62)

“Deus ia ser manifesto em Cristo, "reconciliando consigo o mundo". II Cor. 5:19. O homem se tornara tão degradado pelo pecado que lhe era impossível, por si mesmo, andar em harmonia com Aquele cuja natureza é pureza e bondade. Mas Cristo, depois de ter remido o homem da condenação da lei, poderia comunicar força divina para se unir com o esforço humano. Assim, pelo arrependimento para com Deus e fé em Cristo, os caídos filhos de Adão poderiam mais uma vez tornar-se "filhos de Deus". I João 3:2. Patriarcas e Profetas, págs. 63 e 64.

O arrependido pode viver uma vida isenta de pecados?

“Muitos adotaram a posição de que não podem pecar por terem sido santificados, mas isto é um enganoso embuste do maligno. Há constante perigo de cair em pecado, pois Cristo admoestou-nos a vigiar e orar, para que não entremos em tentação. Se estamos cientes da debilidade do próprio eu, não seremos presunçosos nem indiferentes ao perigo, mas sentiremos a necessidade de buscar a Fonte de nossa força, Jesus justiça nossa. Viremos em arrependimento e contrição, com premente senso de nossa debilidade finita, aprendendo que precisamos recorrer diariamente aos méritos do sangue de Cristo, para que nos tornemos vasos em condições de serem usados pelo Mestre. Confiando assim em Deus, não seremos achados batalhando contra a verdade, mas estaremos sempre habilitados a defender o que é correto. Devemos apegar-nos aos ensinos da Bíblia e não seguir os costumes e as tradições do mundo, os dizeres e os atos de homens. Signs of the Times, 19 de maio de 1890.
“A santificação não é obra de um momento, de uma hora, de um dia, mas dá vida toda. Não se alcança com um feliz vôo dos sentimentos, mas é o resultado de morrer constantemente para o pecado, e viver constantemente para Cristo. Não se podem corrigir os erros nem apresentar reforma de caráter por meio de esforços débeis e intermitentes. Só podemos vencer mediante longos e perseverantes esforços, severa disciplina e rigoroso conflito. Não sabemos quão terrível será nossa luta no dia seguinte. Enquanto reinar Satanás, teremos de subjugar o próprio eu e vencer os pecados que nos assaltam; enquanto durar a vida não haverá ocasião de repouso, nenhum ponto a que possamos atingir e dizer: "Alcancei tudo completamente." A santificação é o resultado de uma obediência que dura a vida toda.” (Manuscrito 63, p. 561)
“A pena da inspiração, fiel a sua tarefa, conta-nos os pecados em que caíram Noé, Ló, Moisés, Abraão, Davi e Salomão, e que mesmo o forte espírito de Elias sucumbiu ante a tentação durante sua terrível prova. A desobediência de Jonas e a idolatria de Israel são fielmente relatadas. A negação de Cristo por parte de Pedro, a viva contenda entre Paulo e Barnabé, as falhas e fraquezas dos profetas e dos apóstolos, todas são expostas. ... Ali se acha diante de nós a vida dos crentes, com todas as suas faltas e loucuras, o que visa uma lição a todas as gerações que os seguissem. Houvessem eles sido isentos de fraquezas [tendência para pecar], teriam sido mais que humanos, e nossa natureza pecaminosa desesperaria de atingir nunca a tal grau de excelência. Vendo, porém, onde eles lutaram e caíram, onde se animaram outra vez e venceram mediante a graça de Deus, somos animados e induzidos a avançar e passar por cima dos obstáculos que a natureza degenerada nos coloca no caminho”. ( Vidas que Falam MM 1971, p.368)
É muito fácil alegar santidade e apontar defeitos nos outros. Os que afirmam que podemos viver uma vida isenta de pecados esquecem que até mesmo os profetas tiveram dificuldades com a natureza moral degradada pelo pecado.
“Nenhum dos apóstolos e profetas declarou jamais estar sem pecado. Homens que viveram o mais próximo de Deus, que sacrificariam a vida de preferência a cometer conscientemente um ato mau, homens a quem Deus honrou com divina luz e poder, confessaram a pecaminosidade de sua natureza. Eles não puseram a sua confiança na carne, nem alegaram possuir justiça própria, mas confiaram inteiramente na justiça de Cristo.” (AP 561-564.)
Sinceramente não consigo entender essas pessoas, por que elas acusam tanto a igreja e a liderança de mundanismo e pecado; como são capazes de se levantar dentro da igreja e acusar falsamente os pastores. Quanto a mim, quanto mais me aproximo de Jesus, mais vejo o quanto sou uma pessoa miserável. Quando não conhecia a Cristo não sentia que era um vil pecador, mas agora vejo quem realmente sou. Se não fosse pela misericórdia de Deus o que seria de mim. Muitas vezes me sinto como Paulo que dizia: “miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”
“Assim será com todos que contemplam a Cristo. Quanto mais nos aproximarmos de Jesus, e quanto mais claramente distinguirmos a pureza de Seu caráter, tanto mais claro veremos a excessiva malignidade do pecado, e tanto menos nutriremos o desejo de nos exaltar a nós mesmos. Haverá um contínuo anelo da alma em direção a Deus, uma contínua, sincera, contrita confissão de pecado e humilhação do coração perante Ele. A cada passo para a frente em nossa experiência cristã, nosso arrependimento se aprofundará. Saberemos que nossa suficiência está em Cristo unicamente, e faremos nossa própria a confissão do apóstolo: "Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum." Rom. 7:18. "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo." Gál. 6:14. (id.)
Devemos meditar nestes conselhos que nosso Deus nos deixou:
“Que os anjos relatores escrevam a história das santas lutas e pelejas do povo de Deus; que anotem as orações e lágrimas; mas não permitamos que Deus seja desonrado pela declaração de lábios humanos: "Estou sem pecado; sou santo." Lábios santificados nunca pronunciarão palavras de tanta presunção. (id)
“O apóstolo Paulo havia sido arrebatado até o terceiro Céu, e tinha visto e ouvido coisas que não poderiam ser proferidas; contudo, sua humilde afirmação é: "Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo." Filip. 3:12. Que os anjos do Céu escrevam as vitórias de Paulo ao combater o bom combate da fé. Que o Céu se rejubile em sua marcha firme rumo do Céu e que, ao manter ele em vista o prêmio, considere tudo o mais como escória. Os anjos se regozijam ao contar seus triunfos, mas Paulo mesmo não se vangloria de suas conquistas. A atitude de Paulo é a atitude que cada seguidor de Cristo deveria tomar ao prosseguir na luta pela coroa imortal.
Que os que se sentem inclinados a fazer alta profissão de santidade se contemplem no espelho da lei de Deus. Ao verem o vasto alcance de seus reclamos, e compreenderem que ela opera como perscrutadora dos pensamentos e intenções do coração, não se presumirão de estar sem pecado. "Se dissermos que não temos pecado", diz João não se excluindo de seus irmãos, "enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós." "Se dissermos que não pecamos, fazemo-Lo mentiroso, e a Sua palavra não está em nós." "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça." I João 1:8, 10 e 9.
Enquanto vivermos, neste mundo, estaremos sujeitos ao pecado. Isto não quer dizer que desculpamos o pecado. Quando estamos ligados a Cristo nossa vida é transformada, como já vimos, não é obra de um dia, mas sim de uma vida inteira.
- Deus requer obediência, Jesus veio ao mundo para resolver o problema da natureza do pecado que motiva o pecador a pecar.

Os dissidentes têm dito que a igreja adventista rejeitou a doutrina da justificação pela fé proclamada por Waggoner e Jones em 1888. Mas esta não é a verdade. A igreja passou por um período de adaptação em suas doutrinas e a justificação pela fé foi proclamada e é proclamada com muita dedicação. O que a igreja rejeita é o fanatismo que foi desenvolvido sobre o tema. A própria senhora Ellen White advertiu:
Alguns não farão o uso devido da doutrina da justificação pela fé. Apresentá-la-ão de maneira unilateral. Outros lançarão mão de idéias que não foram devidamente apresentadas, e passam completamente sobre o limite, passando de todo por alto as obras.
Ora, a fé genuína sempre opera por amor. Quando olhais ao Calvário não é para aquietar vossa alma na falta de cumprimento do dever, nem para vos acalmar para dormir, mas para criar fé em Jesus, fé que opere, purificando a alma do lodo do egoísmo. Quando lançamos mão de Cristo pela fé, nossa obra apenas começou. Todo homem tem hábitos corruptos e pecaminosos que precisam ser vencidos por combate vigoroso. Requer-se de toda alma que combata o combate da fé. Se alguém é seguidor de Cristo, não pode ser astuto no negócio, não pode ser duro de coração, falto de compaixão. Não pode ser vulgar na linguagem. Não pode ser cheio de arrogância e presunção. Não pode ser despótico, nem usar palavras ásperas, e censurar e condenar.
O trabalho de amor brota da operação da fé. A religião bíblica significa constante trabalho. "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos Céus." Mat. 5:16. Operai vossa salvação com temor e tremor, pois é Deus que opera em vós tanto o querer como o efetuar segundo a Sua boa vontade. Devemos ser zelosos de boas obras, cuidadosos de manter boas obras. E a Testemunha fiel diz: "Eu sei as tuas obras." Apoc. 2:2.
Se bem que seja verdade que nossas atarefadas atividades não nos asseguram, em si mesmas, a salvação, também é verdade que a fé que nos liga a Cristo estimulará a alma à atividade. Os que não têm tempo para dar atenção a sua própria alma, a se examinarem diariamente, se estão no amor de Deus, e colocarem-se no conduto da luz, terão tempo para dar às sugestões de Satanás e à execução de seus planos.
Satanás insinuar-se-á mediante pequenas cunhas, que se ampliam à medida que abrem caminho. As perigosas armadilhas dele serão introduzidas na obra especial de Deus nestes dias. (Manuscrito 16, 1890.)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gripe Assassina

Esta semana está sendo marcada pelas noticias da gripe suína. Muitos estão preocupados com o avanço das contaminações. A pandemia de 1918 fez mais vítimas do que a primeira e segunda guerra mundial; enquanto as guerras resultaram em 15 milhões de vítimas, a gripe fez entre 20 e 40 milhões.
Segundo o portal G1, normalmente, esses vírus não infectam humanos. Entretanto, vez por outra, mutações no vírus permitem que eles contaminem pessoas. Na maioria das vezes, os contágios acontecem quando há contato direto de humanos com porcos. Mas também já houve casos em que, após a transmissão inicial do porco para o homem, a partir dali o vírus passou a circular de pessoa para pessoa. Foi o caso de uma série de casos ocorridas em Wisconsin, EUA, em 1988. Nesses casos, a transmissão ocorre como a gripe tradicional, pela tosse ou pelo espirro de pessoas infectadas. (G1)

O ser humano, em toda sua história, tem andado em seus próprios caminhos e isto tem trazido resultados desastrosos. Ellen G. White escreveu: “O porco, se bem que um dos mais comuns artigos de alimentação, é um dos mais prejudiciais. Deus não proibiu os hebreus de comerem carne de porco apenas para mostrar Sua autoridade, mas por não ser ela apropriada à alimentação do homem. Encheria o organismo de escrófulas, e em especial naquele clima quente, produzia lepra, e doenças de várias espécies. Sua influência sobre o organismo, naquele clima, era muito mais prejudicial que em climas mais frios. Deus, porém, nunca destinou o porco para ser comido sob quaisquer circunstâncias. Os pagãos usavam o porco como artigo de alimentação, e os americanos têm-no usado abundantemente como importante parte do regime alimentar. A carne de porco não seria agradável ao paladar em seu estado natural. É tornada apetitosa mediante alta condimentação, que torna uma coisa má ainda pior.” (CSRA, 393)

O resultado da desobediência a revelação da palavra de Deus foi e sempre será desastrosa. Muitos estão deixando de consumir carne de porco, porque estão com medo do vírus. Mas se pensarmos na quantidade de porcos, que são criados para serem comercializados e que são supostos hospedeiros do vírus, ficamos mais preocupados.

"Porcos são quase sempre apontados como a alternativa possível de ser hospedeiros, já que são conhecidos como suscetíveis tanto ao vírus do tipo humano quanto ao das aves. De fato, ocorrências simultâneas de influenza foram observadas em humanos e suínos durante a pandemia de 1918, mas acreditamos que a transmissão se deu dos humanos para os porcos. Há numerosos exemplos de vírus influenza de humanos infectando suínos desde 1918, mas cepas suínas foram isoladas apenas esporadicamente de humanos. Apesar disso, para explorar a possibilidade de que o HA de 1918 tenha começado como um tipo aviário que gradualmente se adaptou a hospedeiros mamíferos como porcos, observamos uma linhagem de influenza H1N1 de aves presente em suínos europeus nos últimos 25 anos."

Pergunto: se o homem tivesse ouvido a palavra de Deus que diz: “Também o porco, porque tem unhas fendidas, e a fenda das unhas se divide em duas, mas não rumina; este vos será imundo. Das suas carnes não comereis, nem tocareis nos seus cadáveres; estes vos serão imundos.” (Levítico 11:7-8) Não teríamos evitado muitos danos à humanidade?
Pessoalmente penso que o lugar do porco é na lama e não no prato. Para termos qualidade de vida; a qualidade que Deus deseja para nós.

Pr Vicente Pessoa


Fontes
G1
CSRA, Ellen G White
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_caca_do_virus_da_gripe_assassina_11.html