quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Arcanjo Miguel é Jesus?

O nome Miguel significa: “Quem é semelhante a Deus?”. É um desafio a satanás que, desde o princípio, quis ser igual ao Criador (Isaías 14:12-14). Sempre que Miguel é mencionado na Bíblia, se refere à pessoa de Jesus como Comandante dos exércitos celestiais em direta disputa com Satanás. Para nossa felicidade eterna, Miguel sempre sai vitorioso. Leia: Judas 9; Daniel 10:13, 21;12:1; Apocalipse 12:7. Detalhe: quando nós Adventistas afirmamos que Miguel significa “semelhante a Deus”, no original e para a cultura hebraica, entendemos que “semelhante” significa “igual” (ver João 5:18; 19:7). Miguel, portanto, é um dos nomes de honra de Jesus e em nada interfere na Divindade dEle. Por isso, é injusta a comparação que alguns “apologistas” modernos fazem entre os Adventistas e as Testemunhas de Jeová, que usam o argumento de que Cristo é “Miguel” para “provar” que Ele é uma “criatura”. Sendo Jesus chamado de o “arcanjo” (e até de anjo algumas vezes, como veremos a seguir) nas Escrituras, isto não O torna “anjo” no sentido de criatura, assim como o fato de Ele ser chamado de cordeiro (João 1:29) e leão (Apocalipse 5:5) não o torna animal. Da mesma forma que estes nomes simbólicos se referem a determinadas funções de Jesus, os termos “arcanjo” e “anjo”, também. Anjo significa “mensageiro” e Jesus é o “mensageiro de Deus Pai” à humanidade, o Mensageiro que comunica as boas notícias de Salvação! Portanto, para os Adventistas do Sétimo Dia e demais cristãos ortodoxos, Jesus é Deus no mais pleno sentido da palavra. A Bíblia não deixa dúvidas: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”. João 1:1-3. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. João 1:14. “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste”. Colossenses 1:15-17. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai”. Filipenses 2:5-11. E o texto de Judas 9? Se o aplicarmos a Jesus não estaríamos rebaixando a Sua autoridade perante Satanás? “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” Judas 1:9. Este texto não rebaixa a autoridade de Jesus, mas contém uma preciosa lição para nós cristãos. Cristo, mesmo sendo Deus, não respondeu a diabo da mesma forma: não se rebaixou a ponto de proferir palavras de difamação ao diabo, mesmo (Cristo) falando com autoridade. A natureza perfeita de Jesus não permite que Ele faça uso do mesmo comportamento do inimigo (proferir palavras malignas, juízo infamatório, como diz o texto – compare-o com Filipenses 2:5-8 e veja o contraste entre caráter de satanás e o caráter humilde de Cristo). Em certa ocasião, Deus Pai, mesmo sendo poderoso, não optou por expulsar de vez Satanás de Sua presença. (Ler Jó 1:6-12). Do mesmo modo que o Pai não perdeu Sua autoridade Divina por ter permitido que Satanás dialogasse, Jesus não perde a autoridade dEle pelo fato de deixar o diabo falar e por não querer (Jesus) fazer parte daquele tipo de palavreado maldoso. Jesus é um Deus de classe. Leia Zacarias 3:1-8, especialmente o verso dois. Poderá confirmar que o “Anjo do Senhor” (termo usado em referência ao próprio Cristo) é Miguel em Judas 9. E Daniel 10:13? A expressão “um dos primeiros príncipes” não estaria sugerindo que há outros no mesmo pé de igualdade que Miguel, ou seja, que este ser é um anjo mesmo? Conquanto Miguel seja chamado de “um dos primeiros príncipes” isso não O coloca no mesmo pé de igualdade que os demais anjos. No Céu há uma hierarquia de anjos (há querubins, serafins…), cada um com um papel a desempenhar na adoração a Deus e no plano da salvação (Hebreus 1:14). Se Jesus escolheu alguns anjos para serem príncipes com Ele no governo dos demais anjos (sendo Ele o Príncipe Supremo), que problema haveria em Ele ser chamado de “um dos primeiros príncipes”? Não há dificuldades em Jesus ser o Príncipe Principal (por ser Deus) e estabelecer outros seres abaixo dele, com o mesmo nível de governo, para dirigir os anjos. Isto em nada afeta a autoridade Divina do nosso Salvador. O pastor americano Mark Finley em seu livro Revelando os Mistérios de Daniel, pág. 125, traz uma informação importante: há traduções (em inglês) que traduzem Daniel 10:13 da seguinte forma: “o primeiro dos príncipes”. Interessante é que não são apenas os Adventistas do Sétimo Dia que identificam Miguel com Jesus Cristo. Comentaristas como João Calvino, Matthew Henry, entre outros, tiveram a mesma opinião! (Disponibilizarei no blog várias citações deles que constam no livro “Questões Sobre Doutrina” – Casa Publicadora Brasileira). Também é importante salientar que a mesma Bíblia que chama a Miguel de “um dos primeiros príncipes” diz ser Ele “o vosso príncipe” (Daniel 10:21) e “o grande príncipe” (Daniel 12:1). Comparando estes textos com Isaías 9:6 e Atos 5:31 (preste atenção no termo “príncipe”), não podemos ter dúvidas de que o Ser mencionado em Daniel 10:13 mencionado é Cristo. 1ª Tessalonicenses 4:16 relaciona a “voz do arcanjo” com a ressurreição dos santos por ocasião da volta do Senhor Jesus. Cristo mesmo declarou que os mortos sairiam do túmulo ao ouvirem SUA VOZ (João 5:28, 29). Esta é outra evidência de que Miguel tem de ser um dos nomes de honra do Salvador. “A literatura judaica descreve a Miguel como o mais elevado dos anjos, o verdadeiro representante de Deus, e o identifica como “anjo de Yahweh”, o qual se menciona com freqüência no Antigo Testamento como um ser divino” (Dicionário Bíblico Adventista do 7º Dia [CD ROM, espanhol]). Daniel é a maior evidência de que Miguel é um dos nomes de honra do Divino Jesus. O livro de Daniel, a meu ver, apresenta a maior das evidências de que o nome “Miguel” deve obrigatoriamente ser aplicado a Cristo. Temos neste livro quatro grandes blocos proféticos que dão ênfase a Jesus e ao Seu reino. Estes blocos proféticos nos ajudam a entender o livro, seu propósito e também a descobrir quem é o personagem principal das profecias da Bíblia. Veja: CAPÍTULO 2: Jesus aparece como sendo a Pedra que destrói a estátua; CAPÍTULO 7: Jesus aparece como sendo o Filho do Homem que se dirige ao Ancião de Dias (Deus Pai); CAPÍTULO 8: Jesus aparece em cena como sendo o Príncipe dos Príncipes; CAPÍTULOS 10-12: Jesus aparece como Miguel, o libertador. Veja que interessante: se Miguel não fosse Jesus, o sincronismo do livro de Daniel (apresentado em seus blocos proféticos) seria quebrado! É muito estranho imaginarmos que nos três primeiros blocos proféticos o centro é Jesus enquanto que no último o personagem principal é um “ser criado”. Todos os blocos proféticos terminam com a manifestação de Cristo e do Seu reino. Por isso, para que o sincronismo do livro de Daniel seja mantido, Miguel tem que ser um dos nomes de Jesus. Além disso, deve-se destacar que o conflito entre o bem e o mal se dá entre Cristo (Deus) e lúcifer (criatura) e não entre dois seres criados (ver Apocalipse 12:7-9). Se Jesus é Deus, como pode ser chamado de Arcanjo? Ao compreendermos o sentido etimológico da palavra “arcanjo”, este aparente problema é resolvido. No grego, “arcanjo” significa “chefe dos Anjos”. Este título não precisa necessariamente referir-se apenas a um ser criado, assim como ocorre com o termo “anjo” – mensageiro (vimos isso anteriormente). É aceito entre os comentaristas (inclusive não-adventistas) que Jesus Cristo é o “Anjo do Senhor” mencionado no Antigo Testamento (ver Gênesis 16:7; 18:1, 2, 13 e 19; Êxodo 3:2-5; 23:20-33; 32:34; Juízes 6:11-24; 13:21-22. Eis uma nota explicativa da Bíblia de Estudo Almeida sobre Êxodo 3:2 [Sociedade Bíblica do Brasil]: “O Anjo do Senhor (mensageiro ou enviado) não é aqui um ser distinto do próprio Deus (conferir verso 4), mas Deus mesmo, enquanto se faz presente para comunicar uma mensagem”. Do mesmo modo que Cristo não se torna uma criatura ao ser chamado de “Anjo do Senhor” (na verdade Ele é o “mensageiro”, de Deus Pai à humanidade), o mesmo ocorre quando é designado de arcanjo. Sendo que Ele é o Criador, automaticamente é o “Chefe Supremo”- Arcanjo – de todos os anjos. A expressão “arcanjo” aparece apenas em passagens apocalípticas, onde Cristo está em direto confronto com satanás. Não há base bíblica para crermos que este termo aplique-se a um anjo, um ser criado. É difícil provar pela Bíblia a ideia de que arcanjo seria uma “classe de anjo”, mesmo que um dos significados da palavra possa ser “anjo chefe”. Como sabemos, não devemos basear um ensino apenas no significado das palavras: um conjunto de textos bíblicos que esclareçam um ponto também deve ser considerado. Com isto, podemos ver que a posição Adventista a respeito do “Arcanjo Miguel”, levando em conta não apenas o sentido do termo, mas também outros textos paralelos, em nada afeta a suprema e absoluta Divindade do Senhor Jesus Cristo. (1 João 5:20; Hebreus 1:1-3, etc).
Leandro Quadros ( Jornalista e Consultor Bíblico).

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

É verdade que a Bíblia foi mudada com o passar do tempo?


de Álvaro César Pestana
[Este texto foi extraido do livro "Sempre Me Perguntam"
Copyright © 2003 Editora Vida Cristã. Reproduzido com a devida autorização.]
  
- É verdade que a Bíblia foi mudada com o passar do tempo?
Resposta: Não. A Bíblia é o livro mais bem preservado de todos os livros da antigüidade. Embora a preservação da Bíblia seja um trabalho entregue aos homens, não podemos deixar de ver a mão de Deus atuando por sua providência, fazendo com que tenhamos em mãos a autêntica Palavra de Deus.
A Bíblia é inspirada por Deus (2 Tm 3.16-17). Por ser um livro inspirado por Deus, acerta sempre e tem sua veracidade comprovada em várias áreas do conhecimento humano. Embora a nossa declaração de que a Bíblia é vinda de Deus seja uma declaração de fé, as evidências bíblicas só podem ser explicadas pela inspiração divina. Como explicar as profecias? As verdades científicas previstas ou pressupostas na Bíblia? Como imaginar uma origem melhor para o universo do que a origem proposta na Bíblia?
A Bíblia foi bem conservada. Os críticos sempre caluniam a Bíblia dizendo que foi alterada no decorrer dos séculos. Esta acusação baseia-se em ignorância. A conservação da Bíblia, desde sua formação, esteve a cargo dos sacerdotes judaicos, e, depois, das igrejas cristãs espalhadas pelo mundo. Há dezenas de milhares de manuscritos bíblicos de comprovada antigüidade que mostram que a Bíblia é o livro mais bem conservado que veio da antigüidade até os nossos dias. Nela se cumprem as palavras de Jesus que disse que as suas palavras não passariam (Mc 13.31) e que a Escritura não falha (Jo 10.35).
A Bíblia está completa. Jesus aceitou a Bíblia Hebraica, dividida em três partes (Lc 24.44) que corresponde aos nossos 39 livros do Velho Testamento. Depois ele autorizou seus apóstolos a relatarem a verdade que o Espírito iria lhes transmitir (Jo 14.26; 16.12-13) que acabou produzindo os nossos 27 livros do Novo Testamento. Assim, nada falta em nossa Bíblia. Os chamados livros perdidos ou livros apócrifos, nunca fizeram parte da Bíblia Hebraica aprovada por Jesus e os que foram supostamente “impedidos” de entrar no Novo Testamento, na verdade, não foram escritos por apóstolos de Jesus. Portanto, nossos 66 livros bíblicos são tudo que devia constar na Bíblia, conforme Deus mandou seu Filho anunciar. As lendas de livros perdidos ou de outros evangelhos são sempre ligadas a falsificações ou heresias que se tentou produzir muito mais tarde, depois da morte dos apóstolos.
A Bíblia está bem traduzida. Jesus mandou seus discípulos pregarem a todas as nações, e portanto, eles teriam que traduzir a Bíblia nas línguas destas nações (Mt 28.18-20). De fato, a Bíblia é o livro mais traduzido do mundo. No Brasil, há traduções excelentes e, exceto no caso da tradução dos chamados “Testemunhas de Jeová”, as traduções da Bíblia são boas. A melhor versão para o estudo é Almeida, Revista e Atualizada, 2ª edição. A Nova Versão Internacional, NVI, também vem conquistando espaço como Bíblia para estudo, mas há muitas outras boas versões. Ninguém pode alegar que não dá para entender ou confiar nas traduções: em qualquer Bíblia dá para aprender o evangelho.
Provavelmente, você já ouviu frases como estas: “A Bíblia foi mudada com o passar dos séculos”; “Os papas e os sacerdotes de Roma mudaram toda a Bíblia. Os originais estão escondidos no Vaticano”; “Vários livros foram retirados da Bíblia”; “O problema com a Bíblia é que há muitas traduções”; “Há muitas Bíblias diferentes”.
Por trás de todas elas, há um só temor: que a mensagem de Deus, entregue no passado aos homens, tenha sido desfigurada e corrompida como tudo o que passa pela mão da humanidade. Há também a desconfiança do homem e da mulher comum, acostumados a ver manipulação da informação em muitas ocasiões, e imaginando que o mesmo poderia ter sido realizado com a Bíblia.
É verdade que a Bíblia foi mudada com o passar do tempo? A resposta é um retumbante e seguro “não”. A Bíblia é o livro mais bem preservado de todos os livros da antigüidade. Embora sua preservação tenha sido e ainda seja um trabalho humano, não podemos deixar de ver a mão de Deus guiando e cuidando de todo o processo, atuando por sua divina providência, fazendo com que cada geração cristã tenha, em mãos, a autêntica Palavra de Deus.
Quando alguém nos fala da Bíblia como tendo sido alterada, é importante perguntar em primeiro lugar, qual mudança o questionador tem em mente. Na minha experiência pessoal, quando me defronto com pessoas que têm esta dúvida e pergunto: “Qual mudança ou alteração você tem em mente?”, normalmente, a pessoa não pode citar nenhum caso específico. Fala de boatos contra o Vaticano ou contra os imperadores romanos. Alguns falam de “livros proibidos” ou de “livros retirados ou perdidos” da Bíblia. Mesmo nestes casos, todas as referências são vagas e incertas. Pouquíssimos tem algo concreto a perguntar.
Depois de perguntar, podemos responder conforme o nível de conhecimento e informação do inquiridor. Sempre devemos tratar com respeito a pessoa e sua pergunta, mas devemos tomar o cuidado de mostrar, acima de tudo, que geralmente estas questões contra a Bíblia são fruto da falta de conhecimento e familiaridade com a Escritura. Quem conhece e estuda a Bíblia adquire respeito e admiração por ela. Quem não a conhece ou só tem conhecimento dela de segunda mão, muitas vezes por meio da imprensa sensacionalista, acaba desconfiando dela ou julgando que está corrompida, como os próprios meios de comunicação que lhe passaram informações falsas.
Observaremos que a Bíblia afirma ser um livro inspirado por Deus e que foi bem conservado, desde sua formação até hoje.
Nota: 
Aqueles que querem viver uma vida sem os princípios de Deus usarão  todo tipo de desculpas possíveis para não crerem na Bíblia.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Era o Seu Nome Yehôshua?

Reinaldo W. Siqueira, Ph.D., Professor de Antigo Testamento no SALT-IAE - Campus 2. Extraído da Revista Teológica do SALT-IAENE 3:1 (Jan-Jun 1999)
Um número crescente de pessoas em algumas comunidades cristãs tem questionado e se oposto ao uso do nome Jesus para designar o Filho de Deus, o Redentor encarnado, cuja vida, ministério, morte e ressurreição são claramente apresentados nas páginas do Novo Testamento. Tal oposição tem sido fundamentada na crença de que o nome Jesus é de origem pagã, e oculta em si uma blasfêmia e difamação do nome sagrado do Redentor, o qual seria Yehôshua (em hebraico ).
Quais são as bases do raciocínio dessas pessoas? Estão elas certas? Pode um crente no Salvador da Humanidade chamá-Lo de Jesus ou constitui isto uma blasfêmia e difamação de Sua pessoa e do Seu nome?
Na sequência abaixo analisaremos primeiro os argumentos levantados por essas pessoas contra o uso do nome Jesus. Depois, será abordada a argumentação apresentada por elas a favor do uso do nome Yehôshua como sendo o único que pode ser utilizado em referência ao Redentor. Por último, consideraremos estes argumentos à luz das evidências das Sagradas Escrituras, da história da transmissão do texto bíblico, das línguas bíblicas (hebraico e grego), e do que se tem de conhecimento das crenças religiosas do mundo greco-romano. 
Argumentos Apresentados Contra o Uso do Nome Jesus1
Aqueles que se opõem ao uso do nome Jesus argumentam que os apóstolos e as outras pessoas da Igreja Cristã Primitiva jamais ouviram falar neste nome Jesus. Tal nome só teria aparecido na Bíblia Vulgata, quando o Bispo Jerônimo, a pedido do papa Dâmaso, traduziu as Escrituras do grego para o latim.
Para eles, o objetivo de Jerônimo e do Papa ao introduzir o nome Jesus na Vulgata era o de agradar aos pagãos e atraí-los à "Igreja de Roma". Para tal, foi composto um nome para o Redentor a partir de nomes de divindades gregas e romanas:
  1. J (de Júpiter) e ESUS (deus das florestas da Gália antiga, o qual fazia parte de uma trindade divina - ESUS-TEUTATES-TARANIS - deuses aos quais se ofereciam sacrifícios humanos). Este Esus era um deus romano, considerado o terrível Esus, por ser o deus dos trovões, do raio e da tempestade.
  2. Antigamente o nome não era Jesus Cristo e sim ZESVS CRISTVS, tendo ligação com Zeus, ou Júpiter para os romanos.
  3. Os gregos escreveram o nome IESOUS, que também foi formado por duas divindades pagãs: IO (a amada de Zeus) e Zeus.
Além do mais, para estas pessoas, o nome Jesus quando escrito em hebraico daria (Yesus) o qual teria um significado blasfemo: Je = Ye = Deus e a palavra SUS = "cavalo". Assim, o significado do nome Jesus em hebraico seria: "Deus é cavalo". Portanto, os bispos romanos, ao introduzirem o nome Jesus na Vulgata, não estavam somente tentando agradar e atrair os pagãos, como descrito acima, mas também estavam difamando e blasfemando contra o Nome do Redentor e contra Deus. Eles estariam, assim, cumprindo o que está escrito em Apocalipse 13:5-6: "Foi-lhe dada boca que proferia arrogâncias e blasfêmias... e abriu a boca... para lhe difamar o Nome...". Segundo a profecia bíblica, esta "besta" que fala blasfêmias e difama o Nome Sagrado do Redentor seria adorada por "todos os que habitam sobre a terra" (Ap 13:8). E isso tem se cumprido pelo fato de que todos, tanto católico-romanos como evangélicos, espíritas, pentecostais, umbandistas, etc., têm adorado o nome Jesus. Todos têm adorado, assim, os nomes de deuses pagãos e a blasfêmia católico-romana contida no nome Jesus.

Os Argumentos Apresentados a Favor do Nome Yehôshua2
A favor do nome Yehôshua é argumentado que este Nome Sagrado é de origem hebraica e que significa: YEHÔ (YHVH) + SHUA (Salvação). Assim o nome quer dizer "YHVH é salvação". Desde que as palavras em hebraico advém de raízes que, geralmente, têm três letras, então o nome Yehôshua contém as quatro letras do Tetragrama = YHVH. Assim, o nome do Pai Celestial no Velho Testamento (o Tetragrama) está inserido no nome sagrado Yehôshua, cumprindo, deste modo, o que está escrito em João 17:26, de que o Filho veio para "dar a conhecer" o Nome do Pai.
Uma série de textos bíblicos são citados para substancias a importância do nome Yehôshua, indicando que existe salvação nesse nome. Nessa linha de pensamento são apresentados textos como Lucas 1:31: "Salve agraciada... conceberás e darás à luz a um filho, e lhe porás o NOME DE YEHÔSHUA, e Ele salvará o Seu povo dos seus pecados" (como Miryam, o nome hebraico de Maria, era judia e falava hebraico, o anjo só poderia ter falado com ela em hebraico); Lucas 24:47: "e que em Seu NOME se pregasse arrependimento para remissão de pecados..."; 1 João 2:12: "... porque os vossos pecados são perdoados, POR CAUSA DO SEU NOME"; João 1:12: "a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, os que crêem NO SEU NOME"; Atos 4:12: "E hão há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro NOME, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (ao falar isso, Pedro, que era judeu, falava em hebraico e anunciava o Nome Sagrado Yehôshua, pois só nesse nome há salvação).
O Nome Jesus para eles, portanto, não tem nenhum valor dentro das Sagradas Escrituras. Conseqüentemente, os verdadeiros filhos de Deus são aqueles que crêem no NOME VERDADEIRO do Redentor, e não naquele outro nome QUE APARECE nas Bíblias de origem ROMANA (a Vulgata). Hoje, os verdadeiros filhos de Deus têm a oportunidade de conhecer e invocar o Nome Sagrado, e sobre eles se poderá cumprir o mesom que foi dito à Igreja de Éfeso em Apocalipse 2:3: "e tens perseverança, e suportaste provas por causa DO MEU NOME, e não desfaleceste".

Análise dos Argumentos Acima Apresentados
Os argumentos usados contra o uso do nome Jesus demonstram desconhecimento da origem deste nome e muita imaginação sem fundamento quanto à sua etimologia.
Primeiro, a forma latina "Iesus", que aparece na Vulgata Latina, não foi inventada ou criada por Jerônimo, mas é simplesmente uma transliteração natural do grego para a escrita latina. Ou seja:
=
I
=
e
=
s
=
u3
=
s
Quanto ao nome grego , ele representa a transliteração grega comum do nome hebraico (Yehôshua = Josué), ou de sua forma abreviada (Yeshua` = Jesus). Assim, na Septuaginta (tradução do Antigo Testamento hebraico para a língua grega), Josué e sempre referido como (Iesous), o mesmo acontecendo com o nome de Cristo no Novo Testamento grego4.
A Septuaginta representa a primeira tradução feita do Antigo Testamento. Rabinos judeus, no 3° século a.C., traduziram os escritos do Antigo Testamento (escritos originalmente em hebraico, com algumas porções em aramaico) para a língua internacional mais falada do mundo de então, o grego. Os escritos bíblicos, assim, tornara-mse acessíveis não só aos judeus da Diáspora, que em sua grande maioria não falavam nem entendiam o hebraico nem o aramaico, mas também a todo cidadão do mundo greco-romano de então5.
Os livros do Novo Testamento foram escritos no 1° século A.D., na sua maioria pelos próprios apóstolos de Cristo, ou por pessoas que estavam intimamente ligadas a eles. Ainda que Jesus tenha falado e pregado em aramaico, lido as escrituras em hebraico, e seus discípulos falassem maiormente o aramaico, a história dos Evangelhos, do livro de Atos, as cartas de Paulo, Tiago, Pedro, Judas, o Apocalipse de João, foram todos escritos em grego6, e todos esses escritos se referem a Cristo como (Iesous).
Em vista da origem e uso do nome grego (Iesous), tanto na Septuaginta como no Novo Testamento, é inaceitável, e mesmo um absurdo, a argumentação de que o nome de Jesus reflete nomes de deuses pagãos (Júpiter + Esus, para os latinos; Io + Zeus, para os gregos). O autor deste tipo de argumentação desconhece a história da tradução e transmissão do texto bíblico do Antigo Testamento e da composição do texto do Novo Testamento. Foram rabinos judeus, para o Antigo Testamento, e os próprios apóstolos de Cristo, no Novo Testamento, que registraram o nome (Iesous) no texto bíblico, seguindo as normas lingüísticas comuns de transliteração de um nome hebraico para o vernáculo grego. Quando se lê o Novo Testamento em sua língua original, pode-se ver claramente que Paulo, por exemplo, pregava a Palavra de Deus em grego através de boa parte do império romano de então, proclamando a salvação, tanto a judeus como a gentios, em nome de (Iesous). Seria um absurdo acreditar que Paulo não sabia o que ele estava fazendo, ou que intencionalmente ele estaria referindo-se à deusa Io e a Zeus, blasfemando assim do Mestre de Israel e Redentor do mundo.
A etimologia forçada do nome de Jesus, ligando-O a deuses pagãos, não só representa falta de conhecimento da parte daqueles que a formularam, mas aparenta ser o resultado de um esforço pré-concebido, deliberado, de encontrar nomes da antiga mitologia greco-romana que pudessem ser combinados, de qualquer jeito, para dar a impressão de que o nome Jesus tem uma origem pagã. Os erros e o modo forçado como os argumentos são apresentados chegam a ser aberrantes. Por exemplo: por que J representaria Júpiter? Por que desconectar o J da vogal "e" que o segue? Aparentemente para poder ter o nome Esus, o nome de um deus da mitologia celta. Este nome parece ser particularmente atraente pelo fato de ser citado na literatura romana, pelo poeta Lucano, em ligação com dois outros deuses celtas (Teutates e Taranis) dando a impressão de uma trindade pagã.
No entanto, um estudo sobre a religião celta e seu relacionamento com a religião e mitologia romanas mostra a fragilidade dessa argumentação. Primeiro, os trêus deuses celtas citados acima eram alguns dos mais importantes deuses da religião celta, mas não eram os únicos. O maior e mais importante deus ela Lugus e, no panteão celta, aparece referência a cerca de 400 nomes de diferentes deuses. Assim, a noção de uma trindade pagã adorada pelos celtas e aceita posteriormente pelos romanos é uma idéia que não tem fundamento. Segundo, à medida que os romanos conquistavam novos territórios, eles identificavam seus deuses com os deuses locais, facilitando assim o sincretismo religioso e a aceitação da religião romana pelos povos conquistados. É muito discutível, no entanto, o quanto a crença em Esus, um dos deuses celtas, influenciou a mitologia romana. Em verdade, só se sabe que alguns escritores romanos o identificaram com Mercúrio, mas não se pode afirmar que em Roma Esus passou a ser adorado como um deus. Terceiro, a identificação de Esus com Mercúrio (que segundo a mitologia greco-romana era o mensageiro dos deuses, o deus do comércio e da eloqüência) não dá apoio algum à argumentação de que Esus era considerado pelos romanos como "o terrível Esus", o deus dos trovões, do raio e da tempestade. Essas características pertenciam a Júpiter (ou Zeus, para os gregos) e não a Mercúrio, e o poeta romano Lucano identificou o deus celta Taranis com Júpiter, e não com Esus7.
Sem fundamento são as sugestões de que o nome (Iesous) provém da fusão do nome da deusa Io (a amada de Zeus) com o nome de Zeus, por parte dos gregos, ou que o nome Jesus corresponderia ao hebraico (Ye = Deus + Sus = "cavalo"), e que teria sido criado pelos bispos romanos para blasfemar o nome do Redentor e o nome de Deus. Como visto acima, o nome (Iesous) é a transliteração grega normal do nome hebraico (Yehôshua` = Josué), ou de sua forma abreviada (Yeshua` = Jesus). O som de "sh" da letra hebraica (shin) é sempre transliterado em grego por um (sigma). Assim, por exemplo, o hebraico (Moshê) é transliterado em grego por (Moysés), de onde vem a forma latina Moisés. O sigma no final do nome (Iesous) é uma característica natural de certos nomes masculinos em grego (indicando o caso nominativo, a forma básica do nome; o mesmo ocorre com o nome Moisés). Dizer que (Yesus) é o correspondentes hebraico de Jesus é desconhecer as línguas bíblicas e a maneira como nomes hebraicos foram traduzidos para o grego, na antigüidade.
Além disso, os argumentos usados contra o nome Jesus demonstram ignorância do fato de que esse nome aparece abundantemente na literatura judaica desde o 3° século a.C. até à época de Cristo e dos apóstolos. O historiador judeu Flávio Josefo (35-100 A.D.), por exemplo, faz referência a pelo menos 19 personagens judeus que em sua época tinham o nome (Iesous)8. Assim, o nome Jesus nada tem a ver com uma criação dos bispos de Roma, por volta do 4° século A.D., misturando nomes de deuses romanos, celtas, gregos, ou adicionando a palavra hebraica para cavalo ao nome de Deus, a fim de blasfemar contra o Redentor e contra Deus. Este nome já existia há pelo menos 600 anos no meio judaico quando Jerônimo (347-420 A.D.) preparou sua tradução da Bíblia para latim, conhecida como a Vulgata.
Ademais, pode-se perguntar se o nome hebraico, ou aramaico, de Jesus teria sido Yehôshua (), ou se Ele teria sido chamado pela forma abreviada Yeshua (). As duas formas são totalmente plausíveis; no texto da Septuaginta, tanto a forma Yehôshua` (que quer dizer YHWH é salvação) como Yeshua` (que simplesmente significa "salvação") são transliteradas como (Iesous). No entanto, deve-se notar que a forma abreviada (Yeshua`) parete ter-se tornado a forma mais comum do nome após o exílio babilônico. Já no texto bíblico, por exemplo em Neemias 8:17, o nome de Josué aparece como (Yeshua`) em vez de (Yehôshua`). Referência é feita a um certo Yeshua`, filho de Jozadaque, em Esdras 5:2. A forma abreviada Yeshua` é abundantemente atestada nos ossuários judaicos do 1° século A.D. encontrados nos arredores de Jerusalém, e em Leontópolis e Tel el-Yehudieh, no Egito9.
Tudo isso parece indicar que, nos dias de Jesus, a forma mais usada e popular do nome seria Yeshua`, e que este teria sido o nome de Jesus, em vez da forma mais arcaica Yehoshua`10. O texto do Novo Testamento parece indicar isso também, especialmente através do jogo de palavras que aparece nos textos da anunciação e dos cânticos registrados por Lucas, no seu evangelho. Se o anjo Gabriel anunciou a Maria que o nome do Redentor, que estava para nascer, seria Yeshua` (Lc 1:31), que quer dizer "Salvação", esse nome então aparece repetidas vezes nos cânticos registrados nos primeiros capítulos de Lucas. Assim, por exemplo, quando Zacarias canta em Lucas 1:68-79, nos versos 76-77 ele teria pronunciado o nome de Jesus ao dizer: "Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-Lhe os caminhos, para dar ao Seu povo o conhecimento de Yeshua` ('Salvação'), no redimí-lo dos seus pecados". Simeão, também, ao tomar Jesus nos braços, teria dito: "Agora, Senhor, despedes em paz teu servo, segundo Tua palavra, porque meus olhos já viram o Teu Yeshua` ('Salvação'), o qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios, e para glória do Teu povo de Israel" (Lc 2:29-32). O mesmo jogo de palavras parece estar por detrás do texto de Mateus 1:21, onde o anjo do Senhor disse a José: "Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Yeshua` ('Salvação'), porque Ele salvará o Seu povo dos pecados deles".

Conclusão
Assim, ao contrário da opinião daqueles que se opõem ao uso do nome Jesus para o Redentor da humanidade, esse nome tem todo o valor dentro das Sagradas Escrituras e na vida e história do povo de Deus. Na época do Novo Testamento, o nome do Messias que era proclamado entre os crentes de fala hebraica/aramaica parece ter sido Yeshua`. Quando os apóstolos, e os outros crentes da Igreja Primitiva, no entanto, anunciavam a Cristo entre os judeus da Diáspora e entre as multidões das nações, eles pregavam e batizavam em nome de (Iesous), a forma grega do nome de Cristo, de onde vem a forma latina Jesus na nossa língua. Ora, se isso era correto e apropriado para aqules que foram diretamente comissionados por Cristo para levar o Evangelho a todo o mundo, e se eles assim o fizeram sob a direção contínua e poderosa do Espírito Santo, seria isso hoje incorreto para os verdadeiros filhos de Deus?
Finalmente, fica claro, pelo estudo do texto do Novo Testamento, que quando se diz em proclamar o NOME, ou de que só existe salvação em seu NOME, ou ainda mais, de que não há nenhum outro NOME pelo qual importa que sejamos salvos, o autor bíblico está referindo-se à pessoa de Jesus, e não à forma como o Seu nome é pronunciado (seja em hebraico/aramaico, grego, ou qualquer outra língua). Não existe poder especial, ou qualquer fórmula mágica de redenção em pronunciar o nome de Cristo de um jeito ou de outro. O poder está nEle, na pessoa de Jesus Cristo. A fidelidade do verdadeiro filho de Deus não está em pronunciar o nome do Redentor em uma língua ou outra, mas em fazer a vontade de Deus, como revelada nas Escrituras. A fidelidade cristã está em entregar, por meio de Cristo, sua vida totalmente a Deus e produzir, em Cristo, os frutos do Espírito, guardando os mandamentos de Deus. Isto é o que o próprio Jesus deixou bem claro ao dizer em Mateus 7:21-23:
"Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-Me: Senhor, Senhor! porventura não temos nós profetizado em Teu Nome, e em Teu Nome não expelimos demônios, e em Teu Nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniqüidade."

Notas (clique no asterisco * para voltar ao texto):
  1. As informações aqui apresentadas foram extraídas de um folheto anônimo de 4 páginas publicado na cidade de Curitiba. Neste folheto nenhuma informação é dada quanto à sua origem, nome do autor, autores, ou grupo religioso que o publicou, a não ser dois números de telefones e o seguinte endereço: Rua Pantanal, 470 - Bairro Moradias Cajurú - Vila Oficinas, Curitiba, Paraná. *
  2. Ibid. *
  3. O ditongo "ou" em grego forma um só fonema com som "u"; ver Abílio Alves Perfeito, Gramática de Grego, 6ª ed. (Porto: Porto Editora, 1988), 10; Guillermo H. Davis, Gramática Elemental del Griego del Nuevo Testamento (Buenos Aires: Casa Bautista de Publicaciones, s.d.), 4; e Ray Summers, Essentials of New Testament Greek (Nashville, TN: Broadman, 1950), 2-3. *
  4. Veja-se o livro de Josué em Alfred Rahlfs, ed. Septuaginta, id est Vetus Testamentum graece iuxta LXX interpretes, 2 volumes em um (Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 1979) e o uso para Cristo no Novo Testamento grego em Kurt Aland e outros, eds. The Greek New Testament, 3ª ed. (Stuttgart: United Bible Societies, 1983). *
  5. Ver a discussão sobre as origens da Septuaginta em Ernst Würthwein, The Text of the Old Testament (Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans, 1992), 49-55; e Emanuel Tov, Textual Criticism of the Hebrew Bible (Minneapolis: Fortress Press, 1992), 134-137. *
  6. Ver Robert H. Gundry, Panorama do Novo Testamento (São Paulo: Vida Nova, 1991), xix-xx, 23; e Everett F. Harrison, Introduction to the New Testament (Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans, 1964), 49-55. *
  7. Ver o estudo da religião celta em Jan Filip, "Celtic Religion", The New Encyclopaedia Britannica: Macropaedia, 15ª ed. (Chicago: Encyclopaedia Britannica, 1983), 3:1069-1070; e "Esus", The New Encyclopaedia Britannica: Macropaedia, 15ª ed. (Chicago: Encyclopaedia Britannica, 1983), 3:973. *
  8. Ver a discussão em K. H. Rengstorf, " (Iesous), Jesus", The New International Dictionary of New Testament Theology, ed. Colin Brown (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1988), 2:331; G. Schneider, , , Iesous, Jesus", Exegetical Dictionary of the New Testament, ed. Horst Balz e Gerhard Schneider (Grand Rapids, MI: William B. Eerdmans, 1991), 2:180-181; e Ben F. Mayer, "Jesus", The Anchor Bible Dictionary, ed. David Noel Freedman (New York: Doubleday, 1992), 3:773. *
  9. Ver os artigos, citados anteriormente, de Rengstorf, Schneider e Mayer. *
  10. O uso de uma forma mais abreviada de um nome em vez de sua forma mais longa e antiga é um fenômeno comum na maioria das línguas. Em português, por exemplo, se pode encontrar muito mais pessoas com o nome Manuel, uma forma abreviada, do que com o original mais longo Emanuel. Em inglês, por exemplo, se encontra mais Betty do que Elizabeth. *
Fonte: http://sites.uol.com.br/adailmr/PergResp/Yehoshua.html
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Duas Narrativas da Criação em Gênesis?

Pergunta: "Por que existem duas narrativas diferentes sobre a Criação em Gênesis capítulos 1-2?"

Resposta:
Gênesis 1:1 diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra…”. Depois, em Gênesis 2:4, aparenta ser o caso que uma história diferente sobre a Criação começa. A idéia errada sobre a existência de duas narrativas sobre a Criação é bastante comum. No entanto, vamos ver que essas passagens descrevem o mesmo evento da Criação. Elas não discordam sobre em qual ordem as coisas foram criadas, portanto, não se contradizem. De acordo com a opinião errada, Gênesis 1 afirma que Deus criou a terra, então a vegetação, então os animais, então o homem; enquanto Gênesis 2 afirma que Deus criou a terra, então o homem, então as plantas, então os animais. Na verdade, enquanto Gênesis 1 descreve os “Seis Dias da Criação” (e um sétimo dia para descanso), Gênesis 2 descreve apenas um dia da semana de Criação – o sexto dia – e não há nenhuma contradição (como iremos ver).
Vamos começar nosso estudo com uma investigação dos primeiros cinco versículos da narrativa em Gênesis 2 (em itálico) e terminar com uma visão geral do resto do capítulo. Como a passagem de Gênesis 1 na verdade termina com o terceiro versículo do segundo capítulo, vamos começar a narrativa de Gênesis 2 no quarto versículo. Estaremos usando a versão Almeida Revista e Atualizada (versão 1993).
Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados, quando o SENHOR Deus os criou (v.4). A palavra hebraica aqui traduzida “gênese” é toledot. Ela aparece mais doze vezes no livro de Gênesis (5:1, 6:9, 10:1, 32, 11:10, 11:27, 25:12, 13, 19, 36:1, 9 and 37:2) e mais doze vezes no resto do Velho Testamento, sempre em referência à linhagem humana (sem exceção). A palavra “quando” aqui se refere a um período de tempo não especificado. Então, uma leitura direta do quarto versículo seria algo assim: “o que segue é a descrição da linhagem humana dos céus e da terra na era quando Deus os criou”. Não especifica o primeiro dia, ou o segundo, ou o oitavo dia.

Não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois ainda nenhuma erva do campo havia brotado; porque o SENHOR Deus não fizera chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo (v. 5). A palavra hebraica traduzida aqui como “campo” é sadeh. Refere-se a um terreno pequeno ou a um campo cultivado. A palavra “terra” é erets. Refere-se a um terreno maior, ou ao planeta como um todo. Essa é uma distinção bem importante, distinção essa que vemos não só nessa passagem, mas também no resto do livro de Gênesis (23:13, por exemplo) e por todo o Velho Testamento (Levítico 25:2-3, por exemplo). Enquanto a vegetação de Gênesis 1:11-12 era a de um tipo geral, a vegetação de Gênesis 2:5; 8-9 era de um tipo específico. As “plantas de sadeh” e as “ervas de sadeh” se referem à agricultura, sadeh significando um campo cultivado.

Note que ainda não existia agricultura porque o SENHOR Deus não fizera chover sobre a terra, e também não havia homem para lavrar o solo. Em destaque aqui estão duas das quatro coisas necessárias para a agricultura (o homem para lavrar o solo e chuva, as outras duas coisas sendo solo fértil e luz solar). O texto não apenas se refere especificamente às plantas agrícolas de um campo cultivado; também implica que duas das coisas necessárias à agricultura ainda estavam em falta. Além disso, é óbvio que isso não significa plantas em geral, pois isso seria o mesmo que dizer que não há selvas, florestas ou prados em nenhum lugar porque o homem ainda não tinha lavrado o solo, esse é um pensamento ridículo. Não, a vegetação descrita aqui é a de horticultura. É a administração da agricultura.
Mas uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo (v.6). Note que terra e água (em forma de neblina) já existiam a esse ponto. Só não tinha chovido ainda. Gênesis 2 não é uma narrativa da criação da terra e água; isso já tinha acontecido em Gênesis 1.

Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente (v.7). Aqui, ao apresentar a linhagem humana dos céus e da terra na era quando foram criados, o autor retrocede na sequência cronológica ao sexto dia, quando Deus criou o homem, um lugar apropriado para começar. Podemos encontrar essa ferramenta literária – quer dizer, retroceder na sequência cronológica para entrar em detalhes – em outros lugares da Bíblia também. Considere 1 Reis 6-7. No capítulo seis lemos sobre a construção do tempo de Salomão. A construção é terminada com o último versículo do capítulo, versículo 38: “E, no ano undécimo, no mês de bul, que é o oitavo, se acabou esta casa com todas as suas dependências, tal como devia ser. Levou Salomão sete anos para edificá-la”. Então, no primeiro versículo do próximo capítulo, o autor segue a descrever a construção do templo de Salomão: “Edificou Salomão os seus palácios, levando treze anos para os concluir”. No versículo 12, o autor termina com o palácio. Então, no versículo 13 do capítulo 7, ele volta ao início da construção do templo, com isso voltando em sua sequência de tempo, a qual ele tinha completado no capítulo 6, antes mesmo de descrever a construção do palácio no capítulo 7.

Dessa mesma forma, o autor de Gênesis apresenta a criação do homem no sexto dia no primeiro capítulo porque o homem é o ponto principal da história da Criação. Então, no segundo capítulo, o autor retorna ao sexto dia para entrar em mais detalhes sobre a narrativa que começa em 2:4 (e que dura até 5:1, onde a próxima narrativa começa).

E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado (v.8). Temos aqui a criação da agricultura com o primeiro jardim, criado por Deus para o homem. Nesse versículo temos o início da administração da agricultura. Nós temos tido que lavrar os campos desde então até os dias de hoje (com exceção do período do dilúvio). Por uma questão de tempo, não vamos estudar cada um do resto dos versículos individualmente. Vamos dar uma olhada geral no resto no capítulo.

Versículos 9-14 descrevem o Jardim do Éden e um rio que percorria pelo jardim. Esse rio se dividia em quatro rios menores, cada um percorrendo por um território pré-dilúvio diferente. Aparenta ser o caso que as pessoas de depois do dilúvio nomearam alguns de seus rios com os mesmos nomes dos rios antes do dilúvio, da mesma forma que os colonizadores americanos primitivos nomearam algumas de suas cidades e estados com o mesmo nome das cidades que tinham deixado para trás (Nova Iorque, assim nomeada por causa da cidade inglesa de Iorque; Nova Jérsei, assim nomeada por causa da Ilha de Jérsei no Canal Inglês; Nova Orleans, assim chamada por causa da cidade francesa de Orleans, etc).

Versículos 15-17 retornam ao Jardim e incluem a advertência contra comer da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. No versículo 18 lemos a decisão de Deus de criar uma mulher para o homem, uma decisão que Deus com certeza tinha feito bem antes de criar o primeiro homem. Essa decisão é aqui apresentada como a introdução do que está para acontecer logo a seguir.

Nos versículos 19-20, Deus, na frente de Adão, forma da terra “todos os animais do campo” e todas as “aves dos céus”, para que Adão lhes desse um nome. Primeiramente, vamos destacar que, de acordo com a mentalidade da Antiguidade, ao nomear algo, posse está sendo tomada do que está sendo nomeado. Então, esse evento foi uma espécie de ceremônia pela qual Adão recebeu de Deus essas criaturas (e consequentemente todo o resto da criação) como pertencentes a si. Segundo, preste atenção ao fato de que Deus não recriou todo tipo de animal para que Adão lhes desse um nome, apenas alguns: “todos os animais do campo” (os que chamamos de animais de grande porte – os que estariam ajudando o homem em suas atividades agrícolas), e as “aves dos céus” (sem dúvida por sua majestade impressionante... como se Deus estivesse dizendo a Adão: “você acha que esse animais de grande porte são impressionantes, então olhe esses daqui!”). Adão não ficou lá por semanas nomeando milhares de animais. Terceiro, considere o fato de que Deus já havia inicialmente criado todas essas criaturas antes de criar Adão, então Adão não viu quando Deus criou essas criaturas. Ao criar um jardim e recriar alguns dos representantes do reino animal na frente de Adão, Deus então pôde mostrar-lhe que era o Criador de tudo (até o usurpador – quer dizer, Satanás – vir logo após e tentar apresentar a si mesmo como o criador). Quarto, e para concluir, esse exercício com certeza foi didático. Talvez através desse exercício Deus pôde ensinar a Adão uma lição importante sobre a singularidade, beleza e valor peculiar do presente que estava prestes a receber – sua esposa. Finalmente, nos versículos 21-25 Deus coloca essa jóia preciosa na coroa de sua criação: Ele cria a mulher do homem. E o resto, como dizem, é história.
Ao considerar as duas narrativas da criação individualmente e então ao reconciliá-las, podemos ver que Deus descreve a sequência da Criação de Gênesis 1, para então dissecar seus aspectos e detalhes mais importantes, principalmente do sexto dia, em Gênesis 2. Não há qualquer contradição aqui, apenas uma ferramenta literária comum de descrever um evento do geral ao específico.
fonte:http://www.gotquestions.org/portugues/duas-narrativas-Criacao.html

Vulcão Mortal Pode Entrar em Erupção

A última vez que o vulcão mais mortal do planeta explodiu foi em 1815. Mais de 71 mil pessoas morreram no local. Ele também foi responsável por um inverno vulcânico que causou a pior fome em todo o mundo no século 19. Agora, ele pode explodir novamente. O Monte Tambora está localizado na ilha de Sumbawa, na Indonésia. Enquanto ele não tem a explosão de vulcão mais poderosa da história, tem a que causou mais mortes diretas e indiretas. Quando a explosão aconteceu em abril de 1815, Sumbawa foi obliterada. A caldeira, em seguida, entrou em colapso, após alguns meses de atividade pesada. A maioria da população da ilha foi morta e sua vegetação foi reduzida a cinzas. Algumas árvores foram arrancadas e empurradas para dentro do mar, juntamente com cinzas, criando jangadas gigantes. E tsunamis gerados pela explosão afetaram ilhas nas proximidades. Mas o seu poder destrutivo não foi apenas limitado à região. A explosão do vulcão afetou o mundo inteiro.

Cinzas subiram em uma coluna que atingiu 43 quilômetros de altura, até a estratosfera. As partículas mais pesadas eventualmente caíram, mas um véu de aerossóis de sulfato permaneceu na estratosfera por anos, escurecendo a luz do sol em toda parte. Isso interrompeu todo o clima global em grande forma, e iniciou uma cadeia de eventos que matou milhões através do Hemisfério Norte. No ano seguinte, não houve verão e as temperaturas desceram uma média de 0,5 grau Celsius. Não parece muito, mas o enxofre liberado pelo vulcão causou estragos em culturas agrícolas e morte da pecuária em todos os lugares.

Os Estados Unidos experimentaram extremas geadas e neve pesada no meio do “verão”, arruinando tudo nos campos. O mesmo aconteceu em outros lugares, causando uma grande fome em todo o mundo. Essa fome ajudou a espalhar uma nova cepa da cólera na Ásia e uma epidemia de tifo no sudeste da Europa e no Mediterrâneo oriental. Não foi divertido.

Sabendo de tudo isso, especialistas estão dizendo que o Monte Tambora está pronto para entrar em erupção novamente. Um fluxo constante de terremotos está agitando a ilha, de menos de cinco por mês em abril para mais de 200 agora. Colunas de cinzas já estão ventilando tão altas quanto 1.400 metros.

As autoridades já estabeleceram um perímetro de perigo de 3,22 quilômetros e seus habitantes estão evacuando a área sob as ordens do governo. A maioria das pessoas de lá conhece a história de 1815 e não precisa de qualquer ordem para começar a correr. Na verdade, as pessoas de fora da zona de perigo também estão fugindo por puro medo.

Ninguém sabe ao certo se o Monte Tambora vai explodir com a mesma intensidade de 1815, ou quando vai explodir. Mas sabemos que ele está despertando, o que certamente não é bom.

(Hypescience)

Nota:

E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu. (Lucas 21:11)
E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas. E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. (v26-27)

domingo, 7 de agosto de 2011

Viagem ao Sobre Natural


As experiências e recodações da infância e da guerra haviam levado Roger Morneau para longe de Deus de tal maneira, que ele agora O odiava. Depois da guerra, Roger foi levado, através de um amigo, a adorar os demônios. Então, ele descobriu as boas novas de Deus amoroso, e sentiu o desejo de cortar os laços de adoração aos espíritos. A guerra estava apenas começando...
Compre o livro:
http://www.cpb.com.br/produto-207-viagem+ao+sobrenatural.html

Veja abaixo entrevista com o autor.

Viagem ao Sobre Natural Parte I

Viagem ao Sobre Natural Parte II

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Obelisco No Túmulo da Família White

Muitos que já visitaram o túmulo da família White nos EUA puderam ver um obelisco construído ali. Em que circunstâncias ele foi construído? Tinha a família White alguma ligação com a maçonaria ou com a adoração ao sol?

Através da mediação do Dr. Renato Stencel, diretor do Centro White no Brasil, recebemos uma resposta oficial do White Estate (EUA) sobre essa questão: as pessoas importantes dos EUA, no século XIX, eram geralmente homenageadas após sua morte, com a construção de um obelisco em seus túmulos.

Eis a resposta recebida:

Algumas pessoas manifestaram surpresa e preocupação ao encontrar um monumento em forma de obelisco no lote da família de Tiago e Ellen G. White devido à ligação do obelisco com o culto pagão do Egito e de outras associações questionáveis.

Evidentemente, porém, muitas pessoas no século XIX, não achavam que isso era um problema. Os adventistas da época parecem estar entre elas. Recentemente, encontramos correspondência relativa a esta questão entre as cartas de George I. Butler, que era presidente da Conferência Geral quando Tiago White morreu em 1881 e por vários anos depois. Em 12 de fevereiro de 1884, o irmão Butler escreveu a Sra. White:

"O monumento de granito escuro de a.C. que você examinou eu encomendei para a sepultura do seu marido na semana passada a convite de seu filho Willie. Ele me disse para cobrá-lo de você. Lamento fazer isto enquanto o dinheiro encontra-se no seu escritório, o qual amigos contribuíram para mostrar-lhe respeito pela sua memória. Willie expressou-me o desejo de colocar esse dinheiro no Conselho da Missão Européia, mas penso não estar autorizado a fazê-lo sem o seu consentimento. Há cerca de US$ 170 agora no escritório para esse objetivo e mais, que está assinado o qual será depositado se for pedido".

Isto indica que tanto a Sra. White quanto Willie White tinham visto o monumento, e Willie White deu a aprovação ao irmão Butler para comprá-lo. Uma carta do irmão Butler a Willie White em 10 de fevereiro daquele ano discute o preço do monumento "com a pedra comemorativa e outras pedras" e diz que "será erigido logo que você remeta a inscrição". É claro que a família White esteve envolvida na seleção do monumento.

Vinte anos depois, em 1904, a Sra. White escreveu sobre uma sugestão diferente para o monumento de Tiago White:

"Depois que meu marido tinha sido guardado na sepultura, os seus amigos pensaram em erguer um obelisco [shaft] quebrado como um monumento. 'Nunca!' disse eu, 'nunca!'. Ele fez, sem ajuda, o trabalho de três homens. Nunca um monumento quebrado será colocado sobre sua sepultura!"

Podemos apenas supor, mas pode ser que, em contraste com a sugestão, ela estava muito contente por ter um monumento simétrico e bem construído, colocado no jazigo da família.

Alguns têm perguntado sobre a suposta conexão do monumento com a maçonaria. Vendo o obelisco no jazigo da família, alguns até supuseram que a senhora White deve ter se envolvido com o movimento maçônico. Isto é uma conclusão injustificada. A senhora White foi uma franca oponente da maçonaria. Enquanto ela esteve na Austrália, ela exibiu sinais secretos de altos maçons, que ela fez na presença de um obreiro adventista que estava profundamente envolvido com a maçonaria. Ela incitou-o a romper sua conexão com a maçonaria. Ela também aconselhou outros a não estar envolvidos com ordens maçônicas.

Então, por que um obelisco? Evidentemente Ellen White não o considerou inerentemente como um símbolo maçônico ou pagão, apesar do fato (se conhecido por ela ou não) que os maçons e os adoradores do sol o tenham usado. Os símbolos significam o que as pessoas os tomam para significar. A própria cruz foi uma vez um símbolo horroroso de opressão romana e crueldade, mas hoje os cristãos ao redor do mundo o mantêm como um símbolo da nossa redenção por Cristo. Os símbolos podem mudar seu significado.

Quando Tiago White começou a publicar a Review como uma publicação quinzenal (ficou semanal em setembro de 1853), junto com a data da publicação ele logo deu o nome padrão do dia da semana na qual foi publicada, ou na segunda-feira ou na quinta-feira (o dia da publicação variou um pouco naquele tempo). Logo, contudo, ele fez uma modificação. A edição publicada em “Quinta-feira, 12 de maio de 1853,” foi seguida duas semanas depois por aquela publicada em “o Quinto dia, 26 de maio de 1853.” Durante várias décadas a revista indicou seu dia de publicação diferentemente como "o Quinto dia" e "o Terceiro dia" (durante a Terça-feira), ao que parece pela preocupação sobre os dias terem sido chamados por nomes de deuses pagãos. Na edição de primeiro de janeiro de 1880, contudo, a Review voltou a utilizar os nomes padrãos.

Aparentemente nossos pioneiros decidiram desde então que o uso daqueles nomes não comprometeria sua fé. Ninguém que usa aqueles nomes hoje faz qualquer referência devota aos deuses pagãos. Os nomes simplesmente não simbolizam aqueles deuses para as pessoas hoje, apesar do que eles podem ter significado uma vez. Semelhantemente, qualquer significado oculto uma vez pode ter sido comunicado por um obelisco, pelo que eu saiba, no século XIX, pelo menos, este significado parece não mais estar em vigor para o povo em geral, embora ele tenha contínua importância mística para os maçons. Claramente, entretanto, a Sra. White não mantinha tais crenças.

William A. Fagal

Tradução: Minuto Profético