segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Destruições naturais ou provocadas?*

Felipe Lemos **

A crise ambiental está na pauta mundial nos últimos anos. Não apenas por causa do propagado aquecimento global que seria ou será, dependendo da ótica científica, fator de destruição gradativa e progressiva do planeta em que vivemos. Mas a ocorrência de diversas situações de desequilíbrio climático, em média e grandes proporções, em diferentes pontos do globo, tem preocupado as autoridades. No fim do ano, grandes nevascas assolaram os países localizados no Hemisfério Norte, como os Estados Unidos, Canadá e várias nações europeias, enquanto no Brasil, por exemplo, as chuvas intensas são responsáveis por destruições permanentes. Tenho lido que especialistas em meteorologia concordam que tem chovido além do normal em vários estados brasileiros, e os resultados são vistos: enchentes em São Paulo, Minas Gerais, fortes ventanias em Santa Catarina e Rio Grande do Sul e agora deslizamentos graves no Rio de Janeiro. O saldo tem sido o de vários mortos, muitos feridos e um grande número de pessoas desabrigadas ou desalojadas. Em 2009, foram registrados 245 desastres naturais, abaixo da cifra mais alta da década, de 434 ocorrências em 2005, conforme informou a Estratégia Internacional para a Redução de Desastres da Organização das Nações Unidas. Dos 245 desastres, 224 estavam relacionados com o clima e causaram cerca de 7.000 das 8.900 mortes, segundo dados preliminares.

Mas qual a relação desse panorama desanimador e a vida de um cristão? Os cristãos têm compromisso com a preservação deste planeta de alguma maneira e poderiam estar sendo, também, omissos nesse papel? Estima-se que, na capital paulista, pelo menos 70% dos alagamentos aconteça por entupimento de bueiros com lixo. O mesmo deve ocorrer em outras cidades.

Curioso é perceber o direcionamento bíblico para o conceito de que o ser humano é responsável pela administração do que foi criado por Deus. Inclusive por seu próprio organismo. Comecemos pelo período imediatamente após o ato criador. Após criar o homem, é dito que Deus, no versículo 28 do primeiro capítulo de Gênesis, deu a seguinte recomendação a Adão e Eva: "...dominai sobre os peixes do mar, sobre todas as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra" (Almeida, Edição Contemporânea). A palavra "dominar" indica um controle e um gerenciamento em relação à natureza. E gerenciar implica não destruir, nem esgotar os recursos naturais disponíveis e muito menos retirar sem repor. É, em última instância, a tarefa de cuidar. Semelhante orientação foi dada, após a ocorrência do Dilúvio bíblico, para Noé e sua família. No capítulo 9 de Gênesis, há a afirmação de que tudo o que foi criado seria entregue em suas mãos.
Em outros trechos, sobretudo no Antigo Testamento, quando há uma explícita apresentação de normas e recomendações úteis ao povo de Israel em sua trajetória rumo às terras de Canaã, é possível reconhecer a preocupação divina com o meio ambiente. São menções quanto ao descanso da terra (Levítico 25), às queimadas (Êxodo 22:6), à proteção geral de animais (Êxodo 21:33,34), ao cuidado com árvores frutíferas em determinadas situações (Deuteronômio 20:19, 20) e mesmo assinalada repreensão contra a crueldade praticada contra animais (Provérbios 12:10).

A base de todo esse cuidado de Deus com respeito à natureza parece estar em Salmo 24:1. Diz a Bíblia que "do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e todos os que nele habitam" (Almeida, Edição Contemporânea). O princípio é o mesmo que observado com referência ao cuidado com o corpo, a mente, com os recursos financeiros e com o tempo. Deus é o legítimo proprietário de tudo, portanto deu a oportunidade ao ser humano de fazer a administração de tudo o que há. A boa administração, logicamente, resulta em bons resultados e, o contrário, da mesma forma.

Parece que, independentemente do que as pesquisas têm demonstrado, a administração dos recursos naturais tem se mostrado, de modo geral, a pior possível. O lixo produzido por uma vida absurdamente consumista e descartável da maioria das pessoas não encontra mais vazão e polui os mananciais de água, inclusive os mais profundos. A emissão de gases poluentes é uma realidade em uma sociedade na qual os indivíduos consomem, cada vez mais, máquinas movidas a fontes combustíveis. A falta de reposição equilibrada do que é velozmente sugado da terra (árvores, água, nutrientes, etc.) se transformou em um hábito irresponsável em grandes dimensões.

Há movimentos para redução disso, mas são ínfimas as mudanças significativas. Mesmo assim, os cristãos, de acordo com a Bíblia, não têm o direito de cruzar os braços diante disso. Pode haver a impressão de que, por estarem com foco em uma nova Terra, de vida eterna e erradicação completa do pecado e suas consequências, os cristãos estariam livres de cuidar do meio ambiente. Tal pensamento não se coaduna com a Bíblia, já que o pedido de Deus é que, enquanto habitam a Terra, os humanos convivam da maneira mais ambientalmente harmoniosa com os demais seres. No livro de Apocalipse, no trecho que apresenta as características do período descrito como sétima trombeta, e que muitos estudiosos creem ser o tempo final e o imediato retorno de Cristo a este mundo, uma advertência solene chama a atenção. No capítulo 11 e versículo 18 é dito que "iraram-se as nações, então veio a Tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos profetas, Teus servos, e aos santos, e aos que temem o Teu nome, a pequenos, e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra" (Almeida, Edição Contemporânea). Os que perseguem os verdadeiros adoradores de Deus e, por conseguinte, deram sua enorme parcela de contribuição para a destruição do mundo natural, receberão a retribuição final ao que buscaram.

A Bíblia não se omite em relação ao meio ambiente. Pelo contrário, declara que os que se consideram cristãos possuem uma responsabilidade ainda hoje no planeta em que habitam. É verdade que aspiram a uma terra eterna, sem desmatamentos, poluição, consumismo desequilibrado e desordem do ecossistema, mas sem se esquecer da realidade em que vivem.


* Texto publicado originalmente em www.outraleitura.com.br
** Felipe Lemos é Jornalista e Especialista em Marketing.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Silêncio Após a Oração


Você já leu ou ouviu alguém dizer que devemos ficar em silêncio, após a oração, para
ouvir a resposta de Deus?
Qual é a origem desta prática? Ela é bíblica? Ela é benéfica para nossa espiritualidade?
Como Deus se comunica conosco? Como nos comunicamos com Deus?




Comunicando com Deus
Nós nos comunicamos com Deus por meio da oração. Davi foi um homem de oração. Nos momentos de angustia e dificuldade ele se voltava para o autor da vida em oração para se fortalecer. Ele escreveu: "Estou aflito e mui quebrantado; dou gemidos por efeito do desassossego do meu coração. Na tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não te é oculta". (Salmos 38: 8-9). Davi não só orava, mas tinha o prazer em meditar na criação de Deus e na Sua Palavra. Ele diz: "No meu leito, quando de ti me recordo e em ti medito, durante a vigília da noite. Porque tu me tens sido auxílio; à sombra das tuas asas, eu canto jubiloso. A minha alma apega-se a ti; a tua destra me ampara". (Salmo 63: 6-8).
A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que seja necessário, a fim de tornar conhecido a Deus o que somos; mas sim para nos habilitar a recebê-Lo. A oração não faz Deus baixar a nós, mas eleva-nos a Ele. (Caminho a Cristo, p.93)
Antes do pecado Deus se comunicava com o homem face a face, mas a entrada do pecado neste mundo quebrou esta comunicação. Após o pecado Deus passou a se comunicar com a humanidade por meio da revelação natural e especial.
Revelação natural
Os atributos de Deus podem ser percebidos por meio de Sua criação. Deus se revela por meio das maravilhas criadas em todo universo. O salmista louva a Deus com as seguintes palavras: "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol, ..." (Sal. 19:1-4)    
 A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno  poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; (Rom. 1:18-20)   
Os céticos recusam-se a crer em Deus, porque não podem compreender o infinito poder pelo qual Ele Se revela. Mas Deus deve ser reconhecido, tanto pelo que não revela de Si mesmo como por aquilo que é franqueado à nossa limitada compreensão. Tanto na divina revelação como na natureza, Ele deixou mistérios a fim de reclamar a nossa fé. Assim deve ser. Devemos estar sempre indagando, sempre pesquisando, sempre aprendendo, e resta, todavia um infinito para o além. (Ciência do Bom Viver, p.431)
Revelação especial
Deus se comunica de forma direta e sobrenatural por meio dos anjos, sonhos, visões, pela inspiração de pessoas escolhidas. A maior revelação de Deus foi Jesus Cristo que veio a este mundo revelar o amor do Pai. O Espírito Santo comunicou progressivamente as verdades à igreja no decorrer dos séculos.  O autor da epístola aos hebreus diz: “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hb 1:1-2).
O apóstolo Paulo também fala aos gálatas: “Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem; porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gl 1:11-12).
Não encontramos na revelação de Deus apoio para afirmar que o cristão deve ficar em silêncio após a oração para ouvir a resposta do Espírito Santo. As duas palavras “meditar” e “meditação” que são encontradas no Antigo Testamento são traduzidas das duas palavras hebraicas  que são encontradas em passagens como Gênesis 24:63, Josué 1:8, Salmos 1:2 e outras. A palavra hebraica "hagah", dado o contexto desses versículos, significa: ponderar, imaginar, falar, refletir, estudar, dizer, expressar, articular, etc. Outro significado é dado à palavra hebraica "aiyach" quando usada no sentido de ponderar, conversar consigo mesmo em voz alta, expressar ou conversar, reclamar, declarar, pensar, orar, falar, etc.
Na comunicação entre o cristão e Deus se dá através da oração e meditação na Sua palavra. Quando o adorador ora ele se comunica com Deus; quando o adorador pondera, pensa, medita na Bíblia, Deus fala com ele. “Por intermédio das Escrituras o Espírito Santo fala a alma.” (ODTN, p.671).  
O meditar cristão não pode ter relacionamento com o meditar do hinduísmo. Ficar em silêncio após a oração para ouvir a resposta de Deus é pratica de um cristianismo falsificado por satanás. Veja a definição de meditação usada no cristianismo zen:
  • um estado que é vivenciado quando a mente
       se torna vazia e sem pensamentos;
  • prática de focar a mente em um único objeto (por exemplo: em uma
         estátua religiosa, na própria respiração, em um mantra);
  • uma abertura mental para o divino, invocando a orientação de um
         poder mais alto;
  • análise racional de ensinamentos religiosos (como a impermanência,
         para os Budistas) ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Medita%C3%A7%C3%A3o)
Qual é a origem da meditação zen usada no cristianismo?
A meditação zen vem da pronuncia japonesa do chinês “ch’na”, que, por sua vez, deriva do sânscrito “dhyana”, que significa meditação. Esta meditação é realizada em algumas posturas: semilótus, lotús integral e outras posições que consiste em uma melhor posição de relaxamento e concentração. É onde o indivíduo procura esvaziar a mente de todos os pensamentos para estar em harmonia com as forças superiores. (A "Nova Era" Diante da Fé Cristã, p. 220).
A oração de mente vazia é comum entre os cristãos que se dedicam a alguma prática de meditação. Um escritor que pratica a meditação de mente vazia, em uma reunião com alguns cristãos, sugeriu que passassem algumas horas em meditação silenciosa; vários cristãos afirmaram que essa era a forma que meditavam. Esse mesmo autor afirma que ao participar de um retiro de meditação zen em um pequeno templo situado na costa do mar do Japão,
ouviu um roshi (mestre zen) fazer uma declaração sobre a filosofia budista, de que o zen se encontrava em todas as religiões verdadeiras: induismo, islamismo, cristianismo e outras. Mais tarde, quando se preparava para sua meditação, o roshi lhe perguntou como fazia a mesma. Respondeu que se sentava silenciosamente na presença de Deus, sem pronunciar palavras, sem pensamentos, imagens ou idéias. O roshi lhe disse: “continue meditando assim, porque logo Deus ira desaparecer e só restará Johnston San.” (Cristianismo Zen uma Forma de Meditação, p. 8-11).
Em Tóquio existe um recanto de meditação zen-cristão. Onde há um lugar reservado para os cristãos fazerem suas meditações. Ali os jovens cristãos japoneses têm uma importante missão: se prepararem para introduzirem a meditação zen no interior de igrejas cristãs no oriente e no ocidente. Johnston afirma que esta é a maior urgência do cristianismo, remover as antigas formas de orações, para satisfazerem as inspirações da alma moderna. (ibid., p. 12)
Para ele, o cristão pode praticar a meditação silenciosa, ausente de imagens e diálogo. Nessa espécie de meditação o cristão pode alcançar a Deus, porque Ele é tudo. Também o cristão pode ter seu diálogo com Deus, ou simplesmente meditar e ouvir a voz de Cristo falar à alma. (ibid., p. 29–30)
Johnston diz que na meditação zen “a atenção é desviada de qualquer pensamento e imagens que passam pela superfície da mente, os quais são simplesmente ignorados em favor de uma atividade mais profunda.” Essa meditação é chamada de noite escura, devido à ausência, na mente, de idéias distintas e imagens. E que na prática da meditação deve-se deixar de lado os sentidos e os pensamentos, a mente não pode estar em atividades, tanto quanto possível, a fim de unir-se a Deus, que está acima de todas as coisas. “Sereis levados acima da divina escuridão, que supera tudo o que é.” (ibid., p. 36, 42)
Para o cristianismo zen, as palavras das Escrituras são palavras de Cristo, são suas imagens, e não O próprio Cristo. E que há possibilidade de conhecer a Cristo “mesmo em meio às trevas, ao vago, ao vazio que transcende o pensamento. "É só livrar-se das imagens de Cristo para ter uma união contemplativa com Ele. (ibid., p. 50 – 52)
As filosofias orientais estão ganhando espaço no cristianismo a cada dia. Um movimento que tem introduzido seus ensinamentos de maneira eficaz, principalmente a meditação zen, é o movimento da "Nova Era". As raízes da "Nova Era" se encontram no moderno gnosticismo, que busca retornar ao paganismo, marcado pela sua aparência pseudocristã que tem como ensinamento as doutrinas do hinduísmo, do budismo e do taoísmo. Na mistura de seitas da "Nova Era" não poderia faltar o esoterismo e o ocultismo, que buscam secretos poderes materiais. Eles alegam que seus ensinamentos estão fundados na ciência.  O principal objetivo dessa seita é introduzir seus ensinamentos em todas as áreas da sociedade. Eles chamam esse projeto de conspiração pacífica. Eles afirmam que estão preparando um povo para receber a Era de Aquário, era de paz e prosperidade para os seus seguidores. (A "Nova Era" Diante da Fé Cristã, p. 12; 44)
Will Baron foi um influente sacerdote do movimento da "Nova Era", e que no início de sua aprendizagem, quando estava praticando a meditação, ele teve contato com um suposto guia iluminado chamado Djwhal Khul, um guru tibetano de 350 anos de idade que finalmente adquirira a imortalidade após várias encarnações neste planeta. Esse guia lhe falava à mente através da meditação. Ele diz que alguns anos depois de ter se iniciado na "Nova Era", seu centro se tornou Cristão, devido ao aparecimento de um suposto guia da "Nova Era" com o nome de Jesus. Esse guia dizia ser Cristo e que a partir daquele dia estaria assumindo a direção do centro. (Enganado Pela "Nova Era", p. 208).
Ele diz que apesar de ter ficado confuso com aquele acontecimento aceitou depois de alguma relutância. Ele afirma que foi escolhido para ser sacerdote de Cristo e tinha a missão de pregar a seu respeito onde ele o mandasse. Ele pregou em praça pública, orla da praia e shopping. Depois de vários anos sendo enganado pela "Nova Era", ele foi libertado pelo verdadeiro Jesus.   
Will afirma que todo o movimento da "Nova Era" e seu cristianismo falsificado é um plano astuto de Satanás para tentar atrapalhar a missão do verdadeiro cristianismo.  Uma de suas missões como sacerdote do cristianismo falso era se introduzir em qualquer igreja cristã, e ali ensinar o método da meditação cristã, que consistia na meditação zen; depois da oração deveriam ficar em silêncio para ouvir a voz do “Espírito Santo” falar à mente. O objetivo final de sua missão era começar um grupo de meditação dentro da igreja. (ibid., p. 192-197)
Ele considera que o profundo envolvimento com as técnicas da meditação produz um resultado semelhante ao uso de cocaína. Ele observa que mesmo depois de ter saído da "Nova Era", por muitos meses, sofria as seqüelas provocadas pelo costume da meditação. (ibid., p. 216)
Afirma ainda que, certa vez, fazendo uma palestra para pessoas de um centro de comunicação cristã, que produz programas para rádio e televisão, depois de sua apresentação, ficou surpreso com um membro da equipe que afirmou ter participado de uma palestra onde o palestrante falava do beneficio da meditação, influenciando o auditório a sentar-se em silêncio, com os olhos fechados, para ouvir a voz do “Espírito Santo”. Will diz que conheceu outro seminarista que promovia a meditação dizendo que, "se uma pessoa ora a Deus por uma hora seria bom que no mínimo ela meditasse por uma hora para lhe ouvir a resposta". Ele afirma que muitos teólogos e pregadores ensinam que os cristãos devem se assentar em silenciosa meditação introspectiva, tentando ouvir a voz do ”Espírito Santo.” (ibid., p. 224-225)
Will faz uma observação quanto à meditação introspectiva, menciona que os cristãos costumam acreditar que a meditação é boa enquanto não se processa em um estado místico. “Como a maior parte da meditação da "Nova Era" não é mística, o argumento se torna inválido”. Ele afirma que o perigo está no fato de que a pessoa que pratica a meditação está com a mente disposta a receber uma entidade divina que lhe impõe pensamentos, idéias e impressões na mente. (id.)
Ele declara com base em sua experiência, que anjos satânicos têm o poder de implantar pensamentos na mente da pessoa que está em meditação; sem a necessidade de qualquer estado místico, a pessoa vivencia imagens ou mensagens que se materializam em sua consciência, as quais ela considera ser de origem divina. Ele diz que a meditação é uma oportunidade excelente para que Satanás exerça sua manipulação enganosa. Não existe um só ponto na Bíblia que apóia a meditação silenciosa, de mente vazia. Os lugares que usam o termo meditação na Bíblia estão relacionados ao ato de refletir na palavra de Deus e na sua criação. “Nenhum profeta se quer do antigo testamento comentou que se havia assentado em silêncio, esforçando-se para aquietar a própria mente a fim de ouvir a mensagem proveniente da voz ‘interior’ de Deus”. Em todos os casos de comunicação com os profetas, Deus tomou iniciativa e abordou diretamente seus porta-vozes. Will diz que meditar na Palavra de Deus e em suas maravilhas é o melhor método de meditação para o cristão. (ibid., p. 226-227)    
Meditação que condiz com o cristão
O Cristão não deve meditar de mente vazia, ou esvaziar a mente para ouvir a voz de Deus, o cristão deve encher a mente com os ensinamentos de Cristo e neles meditar, “far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Devemos Tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais”. Ao meditar assim em seu grande sacrifício por nós, nossa confiança nEle será mais constante, nosso amor vivificado, e seremos mais profundamente imbuídos de seu Espírito". (O Desejado de Todas as Nações, p. 83),
Pr Vicente José Pessoa

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Europeus e o Domingo

Bispos apoiam campanha europeia em defesa do descanso dominical e da família.
Fazer do domingo “O dia de descanso na Europa”, é este o objetivo de uma campanha de recolta de assinaturas, que está a decorrer através da Internet.
Trata-se de uma iniciativa que vem no seguimento da aprovação do Tratado de Lisboa, em dezembro último. Recorde-se que, entre outras matérias, aquele Tratado consagrou o “direito de petição” como um dos direitos fundamentais dos cidadãos europeus.
De acordo com um comunicado da Liga Operária Católica – Movimento dos Trabalhadores Cristãos, esta campanha conta com o apoio de alguns deputados do parlamento europeu e de diversas organizações, entre as quais a Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia e o Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores.
A petição surge numa altura em que, apesar da legislação europeia prever o domingo como o dia de descanso, essa regulamentação não é aplicada em muitos países.
O trabalho ao domingo é cada vez mais uma realidade, o que abre a discussão quanto à falta de proteção dos interesses das famílias, sobretudo das crianças.
Entre os diversos pontos que sustentam a apresentação desta petição, os autores da iniciativa defendem, por exemplo, que “as crianças precisam de um dia para a família” e que “a consagração do domingo como o dia de descanso é um dos pilares essenciais do Modelo Social Europeu e da sua herança religiosa e cultural.”
Para poder apresentar esta proposta no Parlamento Europeu, será necessário recolher, no mínimo, um milhão de assinaturas. A iniciativa está aberta a todos os cidadãos e às organizações europeias que queiram participar, através do site www.free-sunday.eu.
Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=81388

Deus revelou o que deve acontecer nos últimos dias, para que Seu povo possa estar preparado para enfrentar os torvelinhos da oposição e da ira. Aqueles que têm sido advertidos dos acontecimentos impendentes não devem cruzar os braços numa calma expectativa da tormenta que se anuncia, consolando-se com a idéia de que o Senhor há de proteger os fiéis no dia da calamidade. Devemos ser como os servos que esperam seu Senhor, não nos abandonando a uma expectativa ociosa, mas trabalhando diligentemente com fé inabalável. Não é tempo agora de ocuparmos a mente com coisas de somenos importância. Enquanto os homens dormem, Satanás está ativamente ordenando as coisas de modo que o povo de Deus fique privado da graça e da justiça. O movimento dominical está agora preparando o caminho na sombra. Seus dirigentes ocultam seu legítimo intento e muitos dos que a ele aderem ignoram para onde os leva a corrente. Os intuitos professados são de índole branda e aparência cristã, mas sua fala há de revelar o espírito do dragão. É nosso dever fazer tudo ao nosso alcance, a fim de advertir contra o perigo iminente. Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 151 e 152.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Adventismo e Política

Num ano eleitoral como o que estamos vivendo, dúvidas sobre a relação entre religião e política sempre vêm à tona: candidatura de adventistas, uso do púlpito para fins políticos, afiliação a partidos políticos e a responsabilidade civil do cristão se tornam temas recorrentes. Por isso, a Revista Adventista entrevistou o pastor Márcio Costa, professor de Teologia da Faculdade Adventista da Amazônia (Faama), que acabou de retornar ao Brasil depois de morar 13 anos nos Estados Unidos.

Na América do Norte, ele teve a oportunidade de estudar Engenharia Aeronáutica, Ciência da Computação e Administração, formação que utilizou no trabalho de logística e pilotagem de aviões missionários. Depois de receber o convite para atuar na área acadêmica, cursou a graduação, mestrado e doutorado em Teologia na Andrews University, instituição em que defendeu sua tese sobre a relação da Igreja com o Estado nos escritos de Ellen G. White.
Nesta entrevista, ele explica como o conceito do grande conflito entre o bem e o mal norteou a visão da profetisa adventista sobre a relação entre política e religião, e opina sobre o posicionamento ideal dos adventistas quanto às questões civis. Márcio tem 46 anos, é casado com a enfermeira Jane Vianel e tem duas filhas: Stephanie, de 10 anos, e Giovanna, de 8 anos. Além de lecionar no seminário, atua como pastor da Igreja da Faama.

Revista Adventista: Nos primórdios do adventismo, como era vista a relação entre Igreja e Estado?


Márcio Costa:
A separação entre Igreja e Estado, por causa de suas implicações para a liberdade religiosa, sempre foi uma preocupação adventista. Esse cuidado foi herdado da Conexão Cristã e do movimento milerita, por líderes como Tiago White, José Bates e Urias Smith. Porém, depois do desapontamento de 1844, as descobertas proféticas que apontaram os Estados Unidos como a segunda besta de Apocalipse 13, aumentaram essa indisposição para com o Estado. No então movimento sabatista, essa visão serviu de obstáculo contra a organização da Igreja Adventista. Alguns achavam que institucionalizar o movimento seria transformá-lo em Babilônia, ou seja, introduzir os preceitos do Estado na organização eclesiástica. Somente quando essa visão passou a atrapalhar o progresso da Igreja, os adventistas perceberam que a organização era fundamental para o cumprimento da missão, o que implicaria seguir dispositivos legais e dialogar com o Estado.

O movimento adventista vê com pessimismo a condição do mundo no futuro, pois acredita que, em última instância, apenas o estabelecimento do reino de Deus vai mudar o estado de coisas. Essa visão poderia gerar passividade social dos membros?
Esse é um perigo. Essa passividade social foi pregada pelos pioneiros durante a década de 1850 em relação ao debate sobre a libertação dos escravos. Para Uriah Smith, um dos líderes da época, o peregrino não deveria parar sua marcha em terreno estranho. Em resumo: se nosso lar não é aqui, não deveríamos nos preocupar com as coisas do mundo. Todavia, em 1860, com a candidatura de Abraão Lincoln à presidência americana com uma postura bem clara em favor da abolição da escravatura, os adventistas acabaram fazendo proselitismo a favor do voto, pois entendiam que a escravidão não consistia em mero direito do Estado, mas de uma questão moral. Na oportunidade, Tiago White argumentou que, por não haver apoio nem proibição bíblica quanto ao voto, a participação dos adventistas deveria se dar ou não de acordo com a consciência individual.

Como Ellen G. White se posicionou em relação ao trabalho social?
Em seus escritos, ela passou a defender a necessidade de o adventista se expor para a sociedade. Caso contrário, a postura indiferente poderia gerar a alienação dos interesses da Igreja em relação aos interesses do Estado, o que não é correto, pois temos preocupações similares às do Estado, como o bem-estar da sociedade. Na visão de Ellen G. White, o serviço social traz benefícios diretos e indiretos à comunidade que, por sua vez, também contribui para a pregação do evangelho. Portanto, o adventista tem a obrigação de minimizar as injustiças sociais assim como o guardião de um cego, cuja função não é apenas desviar o cego dos obstáculos, mas removê-los (Patriarcas e Profetas, p. 534).

Adventistas podem se candidatar a cargos públicos?
Ellen G. White é totalmente favorável e encoraja os jovens adventistas a ter grandes sonhos, de até promulgar leis e ocupar cargos e posições de grande influência. No entanto, ela adverte que, tal qual José no Egito, a religião deve ser o esteio de todas as decisões. Não pode haver incoerência entre o exercício da função e a prática da fé. Para ela, é a fidelidade às crenças bíblicas que pode levar um político adventista à notoriedade, e não a barganha dos seus princípios (Fundamentos da Educação Cristã, p. 83, 84).

Pode-se votar em candidatos não adventistas?
Se entre dois candidatos, o primeiro é favorável ao casamento homossexual, venda indiscriminada de bebida alcoólica e se mostra favorável ao aborto. E se, ao contrário, o segundo candidato se mostra conservador em relação as essas questões morais, devemos ficar com o último. Se assuntos morais são o divisor de águas da eleição, devemos nos posicionar. Se esses temas forem levados a plebiscitos, Ellen G. White aconselha que votemos até em dia de sábado, se necessário. O voto, portanto, é um dispositivo que a democracia nos dá de representar a vontade de Deus. Logo, não deveríamos eleger candidatos moralmente intemperantes, desequilibrados, de posicionamentos contrários à Bíblia.

O que dizer de proselitismo político na igreja?
Ellen G. White é contra. A razão apresentada é simples: quando determinado político é apresentado como boa opção diante dos membros, alguém automaticamente discorda verbal ou silenciosamente, e isso gera divisão entre os irmãos. O voto é um direito do cidadão e a igreja não se opõe a que o membro o exerça, desde que reserve essa decisão à vida privada e não faça proselitismo político na igreja. Por isso, não é recomendável que candidatos, ainda que adventistas, preguem durante a campanha, pois é inevitável a associação da pessoa com seus interesses políticos, ainda que a política não seja o tema da mensagem (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 332, 337).

Pode a Igreja filiar-se a partidos políticos?
Creio que não, pois precisamos ter independência ideológica. Nossa prioridade não é uma agenda externa, pois já temos nossa missão. Nosso envolvimento na questão da proibição da venda de álcool na década de 1860, nos Estados Unidos, é um exemplo dessa postura. Enquanto alguns grupos defendiam uma visão politizada, pressionando os políticos, os adventistas, incluindo Ellen G. White e outros líderes da igreja, subiram aos púlpitos para defender o aspecto bíblico da questão, que vê na reforma de saúde um processo de restauração da imagem de Deus. Essa pregação distintiva levou a conversão de, por exemplo, Sarepta M. I. Henry, uma das maiores ativistas pró-temperança da época. No entanto, quando a discussão migrou para a obrigatoriedade da guarda do domingo, os adventistas se alinharam aos vendedores de bebidas alcoólicas que também desaprovavam, por interesses comerciais, a lei dominical. Não temos filiações partidárias, mas fidelidade à nossa mensagem. A Igreja sempre foi favorável aos republicanos, porque historicamente promoveram os valores da República (sistema de governo visto pela Igreja como o ideal). Mas nesse caso, a igreja se posicionou em favor dos democratas, que estavam do lado da liberdade religiosa.

Qual é o papel do Estado e da Igreja?
Para Ellen G. White, as duas instituições foram estabelecidas por Deus, em esferas distintas. Ao Estado compete a manutenção da ordem social por meio do cumprimento das leis, o que envolve punição ou recompensa e, à Igreja cabe a transformação por meio do evangelho. Muitos autores sugerem que o modelo republicano é totalmente laico, de pressupostos puramente filosóficos e seculares. No entanto, ela afirma que, na elaboração da Constituição americana, o nome de Deus não foi mencionado porque estava autoevidente e porque era a base da Carta Magna (O Grande Conflito, p. 295). Por isso, em certo sentido, a autoridade exercida pelos líderes civis também é um sacerdócio. Também por essa razão, Ellen G. White vê a relação entre Igreja e Estado de modo espiritual, a partir do contexto do grande conflito entre o bem e o mal. Para ela, nos últimos dias, as duas instituições estarão sob os ataques do inimigo de Deus, e Satanás vai usar esses dois poderes de modo especial (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos , p. 202, 203).

E quando a Igreja se depara com governos tiranos?
É lícito manifestar desaprovação mediante dispositivos legais e pacíficos, como o voto, etc. Podemos obedecer às leis, desde que elas não conflitem com nossos princípios. No entanto, não podemos passar a imagem de rebeldia, como no caso das greves. Outro exemplo histórico aconteceu em meados da década de 1850. A lei vigente dizia que todo cidadão que reconhece um escravo (e a identificação era fácil, por causa da cor), deveria entregá-lo à polícia, para que o foragido fosse devolvido ao seu dono. Quanto a essa lei, Ellen G. White defendeu a desobediência civil, incentivando os adventistas a arcar com as punições do Estado. Em resumo, a manifestação sempre deve ser feita de forma pacífica. O princípio equilibrado é: obediência ao cumprimento das leis seculares e fidelidade a Deus. Quando a força do mal extrapola seus limites, Deus intervém.

Como a relação entre religião e política ainda terá implicações proféticas?
Segundo Ellen G. White, o maior problema em relação à besta de Apocalipse 13 é que ela não agirá conforme seus dois chifres: republicanismo e protestantismo. Ela possui os dois cornos que representam a relação de paz entre Igreja e Estado, mas suas ações são de perseguição e intolerância, ou seja, parece cordeiro mas age como dragão (Ap 13:11). Portanto, na visão dela, o Estado não é necessariamente mau, tanto que a iniciativa de impor leis que violarão a liberdade de consciência partirá dos movimentos religiosos e não do governo (O Grande Conflito, p. 592).

Esta entrevista, na íntegra, foi publicada na Revista Adventista do mês de junho. [Equipe ASN – Wendel Lima] – Retirado de Novo Tempo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

É pecado tomar só um golinho?

Na Palavra de Deus somos avisados sobre os perigos das bebidas alcoólicas.
Deus diz: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido, não é sábio.” Provérbios 20:1.

Sei que você vai me dizer que não é vencido pela bebida, mas escute isso: não se engane! Um gole aqui, um gole ali, muito de vez em quando, pode fazer um estrago a longo prazo! Você, com certeza, não sabe o que uma simples "latinha" pode fazer com você.

Evidências científicas confirmam os avisos da Bíblia sobre bebidas fortes. O álcool é um veneno. Cada gole de qualquer bebida alcoólica destrói células preciosas do cérebro. Uma vez destruídas, essas células nunca mais são substituídas. Sabe o que isso significa? Com o tempo, você provavelmente terá dificuldades em se concentrar, raciocinar, aprender coisas complexas, etc.

Como as bebidas alcoólicas afetam aqueles que as tomam?
A Bíblia diz em Provérbios 23:29-35: “Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas, para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará. Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro. E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-lo outra vez.”

Sei de muitos corpos doentes e lares desfeitos por causa do álcool. Através dos anos tornei-me um grande inimigo do uso de bebidas alcoólicas. Algumas vezes meus amigos tinham pena de mim quando não me unia a eles para tomar as usuais bebidas de Natal ou Ano Novo. Na manhã seguinte, eu era quem tinha pena deles enquanto tentava tratá-los de suas miseráveis ressacas.

É importante nos lembrarmos que Cristo não veio restringir nossa liberdade, como alguns pensam, mas que desfrutemos de uma vida cheia de riquezas, com Ele. “...eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” João 10:10.

Nossa alimentação tem muito a ver com nossa religião! Deus disse: “Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” 1 Coríntios 10:31.

O sexto mandamento diz: “Não matarás”. A maioria dos religiosos concorda que isso inclui o suicídio. Mas alguns cristãos têm a idéia de que o suicídio é pecado apenas se for cometido repentinamente. Se cometido aos poucos, parece que não importa. Note o que Paulo diz à igreja de Corinto: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 1Coríntios 6:19.
No terceiro capítulo do mesmo livro, ele declara essa mesma verdade numa linguagem ainda mais forte: “Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.” 1 Coríntios 3:16,17.

O cuidado com a saúde é um assunto sobre o qual muitos falam, mas não fazem quase nada a respeito. No entanto, é algo muito importante. Saúde é o que as pessoas mais desejam no mundo. É uma prioridade!

Por que Deus quer que nos cuidemos? Pela mesma razão que você pede a alguém querido que se cuide. É porque você lhe ama. Deus nos ama tanto que quer que sejamos saudáveis e felizes. Ele diz: “Amado, acima de tudo faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma.” 3 João 2.

Uma das maiores necessidades do coração humano é sentir-se amado e querido. Satisfazer a necessidade de quem amamos e saber que essa pessoa satisfaz nossa necessidade é a base de um verdadeiro companheirismo. Um casal que tem esse tipo de experiência juntos é verdadeiramente feliz. Quando pais e filhos compartilham essa experiência, o conflito de gerações desaparece. Deus nos ama e deseja nos ensinar não só o que quer para nós, mas também o que quer para Ele. Ele não restringe nosso regime alimentar para nos privar de prazeres! Ele diz: “Eu o amo, então, por favor, cuide-se!”.

Quanto Deus nos ama? A única medida que temos é a cruz do Calvário. Seu valor para Deus não pode ser calculado. Para mostrar sua gratidão e amor para com Ele, você pode cuidar do maravilhoso corpo que Ele lhe deu.

Você vale muito, portanto cuide-se!!

Jesus demonstrou o amor dEle por você no Calvário. Seu valor para Deus não pode ser calculado. Para mostrar sua gratidão e amor para com Ele, você pode cuidar do maravilhoso corpo que Ele lhe deu.


Pâmella Calazans Rodrigues
EQUIPE DE CONSELHEIROS BÍBLIA ONLINE
www.bibliaonline.net

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ódio satânico contra a Lei de Deus

Como podem pessoas que se dizem seguidores de Jesus demonstrarem um ódio tão grande pela lei de Deus, os dez mandamentos de Êxodo 20: 3 a 17.
Hoje em dia o mundo e as religiões estão viradas de cabeça para baixo. O mundo tem criado leis para que exista ordem na sociedade... Só um ingênuo para achar que as leis são para o nosso mal. Principalmente em se referir as leis de Deus...
Os evangélicos, por outro lado, tem pregado contra a lei de Deus. Por mais absurdo que se pareça...
O ódio contra os que guardam a lei de Deus é surpreendente. Nas palavras de um destes "crentes" (tá mais para incrédulos, mas, enfim...): "Vocês adventistas do sétimo dia, até no nome ficam nos acusando de não guardarmos a lei de Deus."
Chegamos ao tempo em que fazer o certo é considerado pelos "crentes" ímpios como se estivéssemos fazendo a coisa errada.
Em Isaías 42:21, texto messiânico que apresenta o Servo do Senhor e declara que o Messias viria para tornar a lei gloriosa, viria para engrandecer a lei.
Inacreditável né? Pois é... Isto é para se ver como são as coisas de Deus. Aquilo que para os homens carnais é loucura, para Deus é ser fiel.
Hoje, as coisas estão tão absurdas que se vê "crente" defendendo a homossexualidade, o nudismo, e mais um monte de heresias e estes mesmos consideram errado obedecer a Deus.
Para estes é coisa estranha falar a respeito da lei de Deus. Nas palavras do profeta Oséias (8:12):
"Escrevi para eles as grandezas da minha lei; mas isto é para eles como cousa estranha."
Satanás é o grande arquiteto deste comportamento. Ele é que suscita nos seus seguidores o ódio satânico contra os observadores da lei de Deus.
Apocalipse 12:17 fala do dragão que está IRADO contra os guardadores da lei de Deus.
Pena que muitos "crentes" seguem o dragão.
por Vanderlei Ricken

Nota: Eu, ainda, acrescento: este ódio pela Lei de Deus chega à beira da insanidade. Mas na verdade, o problema não está na Lei (Os Dez Mandamentos), mas somente no quarto mandamento que diz: “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo...” Êxodo 20:8
Quando os “evangélicos” afirmam que Jesus aboliu a Lei, eles querem, na realidade, afirmar que o cristão não precisa guardar o sábado como dia do Senhor. Eu afirmo: se Jesus aboliu a Lei então desonrar pai e mãe, matar, adulterar e roubar não é pecado, porque Tiago diz: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei. Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.” Tiago 2:10-12
Como diz o pensador: O santuário não seria nenhum problema para Satanás se não tivesse dois compartimentos [Santo e Santíssimo].
O Santíssimo não seria nenhum problema para Satanás se lá não tivesse a Arca do Concerto.
A Arca do Concerto não seria nenhum problema para Satanás se dentro dela não tivesse duas taboas de pedra contendo Os Dez Mandamentos.
A segunda taboa de pedra não seria nenhum problema para satanás se nela não tivesse o Quarto Mandamento.
Na realidade Satanás tem como alvo o Sinal de Deus, o Sábado, memorial da criação. Quando Deus criou o Sábado não havia pecado e nem judeu. Se o homem não tivesse cometido pecado estaria guardando o Sábado pela eternidade, como reconhecimento de que Deus é o Criador.
Satanás odeia a Deus, Satanás odeia o Sábado, Satanás odeia os guardadores do Sábado. A Bíblia confirma: “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo. Apocalipse 12:17

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O profeta do fim do petróleo

Peak oil. Com duas palavras curtas, o professor sueco Kjell Aleklett, da Universidade Upsalla, tentou sintetizar o fim de uma era: a do petróleo. A expressão criada por ele indicaria o momento em que a produção mundial de óleo e gás atingiria seu ponto máximo, a partir do qual começaria inevitavelmente a declinar. Aleklett, que veio ao Brasil participar de um fórum sobre energia, falou com exclusividade à DINHEIRO.

E disse que esse momento - o do peak oil - já aconteceu. "Pouco antes do crash financeiro do ano passado, quando a produção atingiu 87 milhões de barris/dia", diz Aleklett. O sueco afirma que foi essa explosão dos preços do petróleo, quando o barril chegou a US$ 150, que fez eclodir a crise das hipotecas imobiliárias norte-americanas. "O gatilho da inadimplência nos imóveis foi a perda de renda provocada pela alta da gasolina."

O achado semântico de Aleklett acabou se tornando um dos temas mais debatidos dos tempos modernos. A expressão peak oil já foi usada em discursos tanto pelo ex-presidente americano George W. Bush como pelo atual, Barack Obama. E uma busca rápida no Google indica mais de dez milhões de referências. Muitas delas apontam um futuro sombrio, em que a economia global teria de se ajustar bruscamente à escassez de energia. Fábricas sem produzir, casas no escuro, carros parados e os aviões no chão. Bem-vindos ao Apocalipse e a uma nova era de guerras - Aleklett diz que a invasão americana ao Iraque foi causada pelo peak oil.

Fábricas sem produzir, casas no escuro, carros parados e aviões no chão. O Apocalipse energético poderá ocorrer, segundo Kjell Aleklett, se o mundo não repensar o modelo econômico

professor sueco é também cético em relação ao futuro. Presidente da ASPO, Associação para os Estudos do Peak Oil, ele diz que os países terão de repensar todos os seus modelos econômicos, começando, evidentemente, pelos sistemas de transporte. "Se você imaginar a economia de um país como uma casa, a energia é a sua fundação", explica Aleklett. "E sem a fundação nenhuma casa fica de pé."

Num planeta que terá 9 bilhões de pessoas em 2050, ele avalia que simplesmente não haverá recursos naturais no mundo para suportar toda a demanda de energia - considerando, é claro, o modelo econômico atual. E mesmo as descobertas recentes de novos campos de petróleo, como o pré-sal brasileiro, seriam muito pequenas diante do desafio. "Se todas as estimativas mais otimistas se confirmassem, seriam apenas alguns anos a mais de sobrevida do petróleo", diz ele.

"Além disso, o custo e as dificuldades para extrair esse petróleo são muito maiores do que os dos campos atuais." Apesar do alerta, Aleklett não é totalmente pessimista em relação ao Brasil. Ao contrário, o professor sueco nos aponta como uma das nações mais preparadas para enfrentar um mundo com escassez de petróleo. Especialmente em função da diversificação da matriz energética e do crescente uso de etanol nos veículos.

"O poder no século XXI pertencerá aos países em condições de buscar auto-suficiência em dois campos: energia e alimentos", diz Aleklett. "E hoje eu vejo apenas dois países nessa situação: Brasil e Rússia". O professor enfatiza a questão alimentar porque o principal insumo utilizado pela agricultura é justamente o petróleo. Portanto, a sociedade industrial moderna terá de repensar não apenas o modelo das cidades e dos transportes, como também da própria produção de alimentos.

Aleklett acredita tanto na sua própria teoria que decidiu apostar nela suas próprias economias. Embora tenha uma vida típica de classe média, ele tem ganho algum dinheiro com palestras e seminários ao redor do mundo. "Tudo que me sobra eu decidi alocar em ações de empresas da Rússia e do Brasil", diz ele. "Foi a melhor decisão de investimentos que eu já tomei." Na semana passada, o blog do professor sueco discutia uma nova previsão sobre os preços do petróleo feita pelo primeiroministro da Rússia, Dimitri Medvedev.

Segundo o chefe do Kremlin, o barril voltará rapidamente à cotação internacional de US$ 150. "A redução dos investimentos provocada pela crise já está semeando a nova disparada dos preços do petróleo", diz Aleklett. E no mundo traçado pelas previsões sombrias do peak oil, esse preço talvez esteja bem longe de representar o pico de valorização do barril. Há quem fale até em preços ao redor de US$ 500. Dias atrás, na Malásia, o presidente mundial da Shell, Jeroen van der Veer voltou a alertar para o próximo ciclo de disparada do petróleo, caso a economia mundial volte a crescer.
Leonardo Attuch

Ah! Que dia! Porque o Dia do Senhor está perto e vem como assolação do Todo-Poderoso. Joel 1:15.
As profecias que o grande Eu Sou tem dado em Sua Palavra, unindo elo com elo na cadeia dos acontecimentos, da eternidade no passado à eternidade no futuro, dizem-nos onde estamos hoje na sucessão dos séculos, e o que se pode esperar no tempo por vir. Tudo o que a profecia tem predito que haveria de acontecer, até o presente, tem tomado lugar nas páginas da História, e podemos estar certos de que tudo quanto ainda está por suceder será cumprido no seu devido tempo.
Hoje os sinais dos tempos declaram que estamos no limiar de grandes e solenes eventos. Tudo em nosso mundo está em agitação. Ante nossos olhos cumprem-se as profecias do Salvador, de acontecimentos que precederiam Sua vinda. "E ouvireis de guerras e de rumores de guerra... Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares." Mat. 24:6 e 7.
O tempo presente é de dominante interesse para todo o vivente. Governadores e estadistas, homens que ocupam posições de confiança e autoridade, homens e mulheres pensantes de todas as classes, têm sua atenção posta nos acontecimentos que tomam lugar ao nosso redor. Estão observando as relações que existem entre as nações. Eles examinam a intensidade que está tomando posse de cada elemento terreno, e reconhecem que algo grande e decisivo está para acontecer - que o mundo está no limiar de uma crise estupenda.
A Bíblia, e a Bíblia só, permite uma visão correta dessas coisas. Nela estão reveladas as grandes cenas finais da história de nosso mundo, acontecimentos que já estão lançando suas primeiras sombras, o som de cuja aproximação fazendo tremer a Terra, e o coração dos homens desmaiando de terror. Profetas e Reis, págs. 536 e 537.
Homens e nações estão sendo hoje testados pelo prumo na mão dAquele que não erra. Todos estão por sua própria escolha decidindo o seu destino, e Deus está superintendendo a tudo para a realização dos Seus propósitos. Profetas e Reis, pág. 536.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Por que os Adventistas não devem beber Coca-Cola. Artigo Revisado

Por que os Adventistas não devem beber Coca-Cola. Artigo Revisado

Nota: Li este artigo sobre refrigerantes cafeinados. Acredito que aqueles que professam a fé adventista devem ter consciência da nossa responsabilidade de pregar e viver a reforma da saúde. Inclusive, concernente a questão da cafeína, é mais do que sabido do efeito dela na mente. O Espírito Santo só pode operar transformação em nosso caráter por meio de uma mente limpa. Satanás se alegra com aqueles que, por meio da intemperança, bloqueiam a ação de Deus em nosso ser. Leia este artigo e tire sua própria conclusão.

Série O Sétimo Dia 1 Parte 1 de 3

Conflito Cósmico. A Origem do Mal ( parte 1 / 4 )

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Terremotos sinais do fim?












Alguns cientistas afirmam que o aumento na quantidade de terremotos não pode ser relacionado com o sinal do fim do mundo, porque o aumento é aparente, pois diz respeito apenas à percepção dos eventos por acontecerem em áreas atualmente mais povoadas que no passado. Mas se analisarmos somente os grandes terremotos dos últimos dez anos em áreas povoadas vamos perceber claramente o aumento.

Mortes estimadas
em terremotos
2010 - 223.542*
2009 - 1.787
2008 - 88.011
2007 - 712
2006 - 6.605
2005 - 82.364
2004 - 228.802
2003 - 33.819
2002 - 1.685
2001 - 21.357
2000 - 231

• Fonte: US Geological Survey National Earthquake Information Center
* Até 1º de março de 2010


Nova pesquisa compilada pelo cientista australiano Dr. Tom Chalko mostra que a atividade sísmica global é, atualmente, cinco vezes mais poderosa do que era há 20 anos atrás.
O estudo comprova que a capacidade destrutiva de terremotos na Terra aumenta de forma assustadoramente rápida e que essa tendência deverá continuar, a menos que o problema do “aquecimento global” seja tratado com urgência.
A análise de mais de 386.000 terremotos, ocorridos entre 1973 e 2007, registrados no banco de dados do US Geological Survey, provou que a energia anual global de terremotos começou a aumentar muito rapidamente desde 1990.
Dr. Chalko disse que a atividade sísmica mundial está aumentando mais rápido que qualquer outro indicador do aquecimento global na Terra e que este aumento é extremamente alarmante.
“O maior perigo ambiental que enfrentamos na Terra pode não ser a mudança climática, mas o aumento rápido e sistemático da atividade tectônica, vulcânica e sísmica”, disse o Dr. Chalko.
“O aumento anual da energia dos sismos é o sintoma mais forte até o momento do aquecimento planetário”.
“Medições feitas pela NASA a partir do espaço confirmam que a Terra absorve pelo menos 0,85 MegaWatts/Km² mais energia do Sol do que é capaz de irradiar de volta para o espaço. Este desequilíbrio térmico significa que o calor gerado no interior do planeta não pode escapar e que pode ocorrer um superaquecimento do mesmo. O aumento das atividades sísmicas, tectônicas e vulcânicas é uma consequência inevitável do desequilíbrio térmico observado no planeta,” disse Dr. Chalko.
Dr. Chalko tem conclamado outros cientistas no objetivo de aumentar a consciência internacional sobre o rápido aumento na atividade sísmica, salientando que este aumento não é teórico, e sim um Fato Observável.
“A menos que o problema do aquecimento global (o desequilíbrio térmico persistente da Terra) seja tratado com urgência e de forma abrangente – o rápido aumento na atividade sísmica, tectônica e vulcânica mundial continuará ocorrendo. As conseqüências da omissão só poderão ser catastróficas. Não há tempo para meias medidas “.
Texto Original: http://www.cbsnews.com/stories/2008/06/18/tech/main4191556.shtml

Quando Jesus disse que haveria grandes terremotos Ele estava se referindo especificamente às áreas perceptivas ao sinal. "E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu." (Lucas 21 : 11) A destruição do mundo não se dará por eventos naturais. A Bíblia nos diz que quando Jesus voltar este mundo será destruído e depois do Milênio será recriado para eternidade. Os eventos naturais foram usados para demonstrar a proximidade da vinda de Jesus. Não podemos duvidar, Jesus está voltando! Você está preparado?