segunda-feira, 19 de maio de 2008

A Natureza Humana de Cristo

A natureza humana de Jesus tem se tornado uma questão de controvérsia para muitos cristãos. Afinal, que natureza humana possuía Jesus? Pecaminosa ou sem pecado? Existem duas posições quanto à natureza de Jesus:
1) A posição pré-lapsariana (do latim lapsus, que significa errar) - (anterior ao erro)
2) A posição pós-lapsariana (posterior ao erro)
Os que defendem a posição (pré-lapsariana) afirmam que Jesus possuía a natureza humana semelhante a de Adão antes do pecado. Uma natureza livre de pecado, sem propensão para pecar.

- Não havia em seu ser a mancha da corrupção do pecado.
- Não havia em sua natureza a propensão para pecar. Isso não quer dizer que Jesus estava livre da possibilidade de pecar. Adão não possuía propensão para pecar e pecou.
- Foi gerado pelo Espírito Santo; o qual bloqueou a ação da mácula do pecado.
- Foi tentado como Adão, como qualquer pecador, mas escolheu não pecar.
- Por ter vivido uma vida sem pecado e sem pecar foi nosso substituto legal, pagando o preço requerido pela transgressão da Lei de Deus.
O Problema, segundo os contrários a essa posição, é que Jesus tinha a vantagem de ser perfeito, e, assim, não poderia ser nosso exemplo. Para eles, Jesus possuía a natureza de Adão depois do pecado.
- Jesus possuía uma natureza pecaminosa, com propensão para pecar.
- Jesus, para ser nosso substituto, teria que começar exatamente onde o pecador começa.
- Jesus demonstraria que seria possível viver uma vida sem pecar, assim seria o nosso verdadeiro exemplo de obediência.
- A última geração sobre a terra demonstraria que o homem seria capaz de obedecer a Lei de Deus, e viveria sem pecar, porque pecado é transgressão da lei.
Encontramos algumas dificuldades com estas afirmações:
- Se Jesus tinha uma natureza ESPIRITUAL pecaminosa, se Ele era IGUAL a nós em todos os aspectos FÍSICO e ESPIRITUAL, então estaria na mesma condição que o pecador; necessitaria de um SALVADOR.
- Se Ele necessitasse de um salvador não poderia salvar o pecador.
O maior problema com a posição pós-lapsariana está no perfeccionismo. Se Jesus nasceu IGUAL a nós em todos os aspectos e conseguiu viver sem pecar, então o pecador, pelo poder de Jesus, poderá viver também.
- A última geração não será prova de que Adão poderia obedecer a Lei de Deus, porque a questão do grande conflito entre Deus e satanás não era se o pecador poderia ser obediente, mas se Adão poderia viver sem pecar. Jesus já provou diante do universo que Adão poderia escolher não pecar.
- Se realmente Deus requer ausência completa de qualquer ato de pecado na vida do cristão, não seria curioso o fato de não ter havido, na história do cristianismo, um cristão que vivesse sem pecado?
- Deus requer obediência, Jesus veio ao mundo para resolver o problema da natureza do pecado que motiva o pecador a pecar. O cristão só ficará livre do pecado quando passar pela:
Ø Justificação – Salvo da penalidade do pecado – Quando o cristão aceita a Jesus como salvador.
Ø Santificação – Salvo do poder do pecado – Quando o cristão permanece em comunhão com Cristo - Ainda o cristão é pecador sujeito a pecar. O apóstolo João diz: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um dvogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. (1 João 1:9-10; 2:1). O fato de sermos propensos a pecar não nos dá o direito de vivermos na prática do pecado. Lembrando que pecado não é só transgressão da lei, “Mas aquele que sabe fazer o bem e não o faz comete pecado” (Tiago 4:17).
Não podemos desanimar quando pecamos
A pena da inspiração, fiel a sua tarefa, conta-nos os pecados em que caíram Noé, Ló, Moisés, Abraão, Davi e Salomão, e que mesmo o forte espírito de Elias sucumbiu ante a tentação durante sua terrível prova. A desobediência de Jonas e a idolatria de Israel são fielmente relatadas. A negação de Cristo por parte de Pedro, a viva contenda entre Paulo e Barnabé, as falhas e fraquezas dos profetas e dos apóstolos, todas são expostas. ... Ali se acha diante de nós a vida dos crentes, com todas as suas faltas e loucuras, o que visa uma lição a todas as gerações que os seguissem. Houvessem eles sido isentos de fraquezas, teriam sido mais que humanos, e nossa natureza pecaminosa desesperaria de atingir nunca a tal grau de excelência. Vendo, porém, onde eles lutaram e caíram, onde se animaram outra vez e venceram mediante a graça de Deus, somos animados e induzidos a avançar e passar por cima dos obstáculos que a natureza degenerada nos coloca no caminho. (Vidas que Falam MM 1971, p.368)
Deus declara: "Não há um justo, nem um sequer." Rom. 3:10. Todos têm a mesma natureza pecaminosa. Todos são suscetíveis de cometer erros. Ninguém é perfeito. O Senhor Jesus morreu pelos que erram, a fim de que fossem perdoados. Não é nossa obra condenar. Cristo não veio para condenar, mas para salvar. Manuscrito 31, 1911.
Ø Glorificação – Salvo da presença do pecado – se dará por ocasião da volta de Jesus, quando o Cristão for transformado de corpo pecaminoso, corruptível para um corpo incorruptível. Estes três estágios são atos de Deus.
Jesus SEMELHANTE ou IGUAL ao pecador? Romanos 8:3 – Deus enviou Seu Filho “em semelhança de carne pecaminosa”
Em SEMELHANÇA por que não IGUAL?
Significado de homoioma (semelhança) Jesus possuía características de distinção, mas não de diferença Nenhum dicionário grego apresenta estas expressões no sentido de “igual”

A NATUREZA DE CRISTO NA BÍBLIA:
Cor. 5:21 – “não conheceu pecado”
Isa 53:12 – foi a oferta pelo pecado
João 1:29 – cordeiro que tira pecados
I Ped. 1:19 – Nele não existe pecado
Heb. 9:14 – sem mácula
2 Cor. 5:21 – “não conheceu pecado”
Isa 53:12 – foi a oferta pelo pecado
João 3:5 – “Nele não existe pecado”
João 14:30 – Satanás nada tem Nele
João 8:46 – Ninguém Lhe convence de pecado
Heb. 7:26 – “inculpável, sem mácula”
Mar. 1:24 – “Santo de Deus”

Ellen White diz:“Cristo é chamado o segundo Adão. Em pureza e santidade, unido com Deus e amado por Deus, Ele começou onde o primeiro Adão começou. Ele cruzou o chão onde Adão caiu, e redimiu o fracasso de Adão.” “The Second Adam,” Youth’s Instructor, 2 de junho de 1898.
“Ele venceu Satanás na mesma natureza sobre a qual no Éden Satanás obteve a vitória.” “After the Crucifixion,” Youth’s Instructor, 25 de abril de 1901.
“Ele devia tomar Sua posição como cabeça de humanidade ao tomar a natureza, mas não a pecaminosidade do homem.” “God’s Purpose for Us,” Signs of the Times, 29 de maio de 1901.
“Sede cuidadosos, excessivamente cuidadosos quanto a como vos ocupais com a natureza humana de Cristo. Não o coloqueis diante do povo como um homem com as propensões do pecado. “Ele é o segundo Adão. O primeiro Adão foi criado puro, impecável, sem uma mancha de pecado sobre si; ele era a imagem de Deus... Jesus... poderia ter caído, mas nem por um momento existiu nEle uma propensão má... “Nunca, de forma alguma, deixe a mais leve impressão sobre as mentes humanas que uma mancha de corrupção, ou inclinação para a corrupção apegou-se a Cristo, ou que Ele de alguma forma cedeu à corrupção... SDABC, V:1128, 1129.
Destas citações infere-se que Cristo é o segundo Adão e como tal era diferente de nós, não possuindo a mácula do pecado, natural a nós desde que somos gerados (Salmo 51:5).
Ele era isento das tendências carnais e pecaminosas que marcam a nossa vida.
Para Ellen G. White, expressões como “pecaminosidade do homem,” “propensões para corrupção,” “mancha de corrupção,” “propensão má,” e “propensões do pecado,” são, nesse contexto, mais ou menos equivalentes. Nenhuma destas coisas se fez presente em Jesus.
NATUREZA HUMANA PECAMINOSA SE REFERE À FRAGILIDADE FÍSICA DE JESUS
“Ele era incontaminado pela corrupção, um estranho ao pecado [condição Moral]; contudo orava, e freqüentemente com grande clamor e lágrimas. Orava por Seus discípulos e por Si mesmo, identificando-Se assim com nossas falhas que são tão comuns à humanidade. [condição Física].
“Era um poderoso intercessor, não possuindo as paixões de nossa natureza humana caída [condição moral], mas rodeado das mesmas fraquezas, tentado em tudo como nós [condição física]. Jesus suportou a agonia que requeria ajuda e apoio de Seu Pai [condição física].” Testimonies for the Church, II:508, 509.
“Ao tomar sobre Si mesmo a natureza do homem em Sua condição caída [condição física], Cristo não teve a mínima participação em seu pecado [condição moral].
“Não deveríamos ter nenhuma dúvida com respeito à perfeita impecabilidade da natureza humana de Cristo [condição moral].” SDABC, V:1131.
“Vestido nas vestimentas da humanidade, o Filho de Deus desceu ao nível daqueles a quem Ele desejava salvar. Nele não hávia qualquer mancha ou pecaminosidade ; Ele foi sempre puro e imaculado [condição moral]; entretanto tomou sobre Si nossa natureza pecaminosa [condição física].” “The Importance of Obedience,” Review and Herald, 15/12/1896.
É evidente, nesta citação, que “tomar nossa natureza pecaminosa” não significa, para Ellen G. White, que Ele adquiriu pecaminosidade. Na citação anterior é feita alusão à perfeita impecabilidade da natureza humana de Jesus.
“Ele nasceu sem uma mancha de pecado [condição moral], mas veio ao mundo em maneira igual a da família humana [condição física].” Letter 97, 1898. Cit. End Questions on Doctrine, 657.
“Cristo, que não conhecia o mínimo vestígio de pecado ou contaminação, tomou nossa natureza em seu estado deteriorado.” Mensagens Escolhidas , I:253.
“Ele tomou sobre Sua natureza impecável, nossa natureza pecaminosa.” Medicina e Salvação, 81.
“Estava no plano de Deus que Cristo tomasse sobre Si a forma e natureza do homem caído [condição física].” Spirit of Prophecy, II:39.
“Jesus aceitou a humanidade quando a raça havia sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado.” [condição física]. O Desejado de Todas as Nações, 33.
No mesmo parágrafo ela afirma que Cristo subordinou-Se à lei da hereditariedade. O conceito chave desta citação é humanidade enfraquecida. “Separada da presença de Deus, a família humana, a cada geração sucessiva, estivera se afastando mais e mais, da pureza, sabedoria e conhecimentos originais, que Adão possuía no Éden”.
“Cristo suportou os pecados e fraquezas da raça humana tais como existiam quando Ele veio à Terra para ajudar o homem. Em favor da raça, tendo sobre Si as fraquezas do homem caído[condição física], devia Ele resistir as tentações de Satanás em todos os pontos em que o homem seria tentado.” Mensagens Escolhidas, I:267, 268.
Aqui é afirmado que Jesus não veio no vigor de Adão antes da queda. Ele assumiu uma natureza humana enfraquecida física e mental pelo pecado, e venceu o inimigo nesta condição.
“É um irmão em nossas fraquezas, mas não em possuir idênticas paixões. Sendo sem pecado, Sua natureza recuava do mal.” Testemunhos Seletos, I:220.
“Comandante nas cortes celestiais, Ele Se tornou um com a humanidade, participante de seus sofrimentos e aflições, para que pela representação do Seu caráter em sua imaculada pureza pudessem tornar-se participantes da natureza divina, escapando da corrupção que pela concupiscência há no mundo. E Cristo foi bem aceito também pelos ricos, pois pôde ensinar-lhes como sacrificar suas posses terrestres a fim de ajudar a salvar o ser humano a perecer nas trevas do erro”. Carta 150, 1899.
“Mas ao humilhar-Se assumindo a nossa natureza [condição física]., podia ser tentado. Não assumira nem mesmo a natureza dos anjos, porém a humanidade, perfeitamente idêntica à nossa, mas sem a mácula do pecado.” Cristo Triunfante, p. 207
“Pela transgressão, o mundo se divorciou do Céu. Cristo transpôs o abismo e ligou a Terra ao Céu. Com a natureza humana, manteve a pureza de Seu caráter divino. Viveu a lei de Deus e honrou-a num mundo de transgressão, revelando aos mundos não caídos,..
...ao universo celestial, a Satanás e a todos os caídos filhos e filhas de Adão que, mediante Sua graça, a humanidade pode guardar a lei de Deus! Ele veio partilhar Sua própria natureza divina, Sua própria imagem com a pessoa arrependida e crente”. Manuscrito 20, 1898 (Manuscript Releases, vol. 8, págs. 39-41)
Todos os pecados acumulados do mundo foram postos sobre o Portador de pecados, Aquele que era inocente de todo pecado, Aquele que sozinho podia ser a propiciação pelo pecado, porque era obediente. Sua vida era uma com Deus. Nem uma nódoa de corrupção havia sobre Ele. Manuscrito 42, 1897.
Ao concluirmos este tema podemos perceber claramente que tanto a Bíblia e os escritos de Ellen White afirmam que Jesus possuía ambas as naturezas:
pré-lapsariana - relacionado a sua natureza espiritual, caráter e moralidade.
pós-lapsariana - concernente a sua natureza física relacionado as fraquezas: fome, sede, sono, cansaço e etc.
JESUS é o nosso Senhor e Salvador, assumiu a nossa natureza não para ser igual a nós, mas para salvar-nos do pecado. Deus seja louvado por tão grandioso amor!
Pr Vicente Pessoa.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Terremotos - Tragédias Anunciadas

Seriam as calamidades, que estamos presenciando, sinais da volta de Jesus? O apóstolo Paulo escreveu: “Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.” (I Tes. 5:3).
Ao analisarmos este texto entendemos que os sinais, as calamidades, seriam, à principio, pequenos e de intervalo grande, mas ao se aproximar do fim eles seriam grandes e de intervalo pequeno, assim como a dor de parto.

Progressão dos greandes Terremotos
Século 16 – quatro grandes terremotos.
Século 17 – dez grandes terremotos.
Século 18 – dezesseis grandes terremotos.
Século 19 – quarenta e um grandes terremotos com cerca de 350 mil mortos.
Século 20 – até 1997, foram 96 grandes terremotos com cerca de 2.150 milhões de mortos.

"Ora, Jesus, tendo saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos, para lhe mostrarem os edifícios do templo. Mas ele lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não se deixará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão. E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares. (Mateus 24:1-7)

E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu. (Lucas 21:11)


Esta é a cronologia dos tremores que mais causaram mortes e danos no país asiático desde 1920
16 de dezembro de 1920: 230.000 mortos em terremoto de magnitude 8,5, na província de Gansu (nordeste).
23 de maio de 1927: 41.000 pessoas morrem pelo terremoto de magnitude 8 que atingiu Gansu.
26 de dezembro de 1932: terremoto de magnitude 7,6 provoca 70.000 vítimas, em Gasnu.
5 de janeiro de 1970: 15.621 mortos em um terremoto de magnitude 7,8 na província de Yanuán (sudeste).
11 de maio de 1974: 10.000 pessoas morrem nas províncias de Sichuán e Yunán (sudeste) após tremor de magnitude 7,1.
4 de fevereiro de 1975: 1.300 mortos em um terremoto de magnitude 7,3 em Liaoning (nordeste).
28 de julho de 1976: a cidade industrial de Tangshan (a 200 quilômetros de Pequim) é devastada por um terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter (8,2 segundo fontes americanas). Segundo balanço oficial de Pequim, 242.000 pessoas morreram e 164.000 ficaram gravemente feridos. No entanto, os especialistas ocidentais afirmavam ser 700.000 o número de vítimas.
24 de janeiro de 1981: 150 mortos em um terremoto de magnitude 6,7 no oeste de Sichuán (sudoeste).
23 de agosto de 1985: 67 mortos em um terremoto de 7,4 na região autônoma de Xinjiang (nordeste).
26 de abril de 1990: 126 mortos em um terremoto de 6,9, em Qinghai (nordeste).

3 de fevereiro de 1996: 228 mortos e 3.700 gravemente feridos em terremoto de magnitude 7 próximo à cidade de Lijiang, na província de Yunán (sudeste). Os principais terremotos no ano 2000:
24 de fevereiro de 2003: um violento terremoto de 6,8 provoca 268 mortos no oeste de Xinjiang (nordeste), causando também graves danos materiais.
21 de julho de 2003: um tremor de magnitude 6,2 deixa 16 mortos e 300 feridos na região de Chuxiong (Yunán, sudeste).
26 de novembro de 2005: Centenas de pessoas ficaram feridas e 13 pessoas morrem após terremoto de 5,7 que abala as províncias de Jiangxi (centro-oeste) e Hubei (leste).
23 de julho de 2006: 22 pessoas morrem e 106 ficam feridas em um terremoto de 5,1 em Yunán (sudeste). Mais de seis mil casas são destruídas e 38.000 edifícios danificados.
12 de maio de 2008: Um potente terremoto de magnitude 7,8 graus na escala Richter deixou nesta segunda-feira (12) mais de 12 mil mortos na região central da China, segundo um balanço provisório da agência oficial de notícias “Xinhua”.
Fonte: G1

"É chegado o tempo em que haverá no mundo tristeza que nenhum bálsamo humano pode curar. O Espírito de Deus está sendo retirado. Catástrofes por mar e por terra seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Quão freqüentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades!" (Profetas e Reis, p. 277).

"Nos acidentes e calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, inundações, ciclones, ressacas e terremotos, em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo seu poder. Destrói a seara que está a amadurar, e seguem-se fome, angústia. Comunica ao ar infecção mortal, e milhares perecem pela pestilência. Estas visitações devem tornar-se mais e mais freqüentes e desastrosas. A destruição será tanto sobre o homem como sobre os animais' A Terra pranteia e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo. ... Na verdade, a Terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos e quebram a aliança eterna.' Is 24:4, 5" (O Grande Conflito, p. 637-639).-

Os sinais são claros, Jesus está voltando!

sábado, 3 de maio de 2008

Provérbios 22:6 - fórmula infalível?






O livre-arbítrio não nos exime de educar nossos filhos
por Ozeas Cal­das Mou­ra



O tex­to de Pro­vér­bios 22:6, na Ver­são Al­mei­da Re­vis­ta e Atua­li­za­da no Bra­sil, está as­sim tra­du­zi­do: “En­si­na a crian­ça no ca­mi­nho em que deve an­dar, e ain­da quan­do for ve­lho, não se des­via­rá dele.” Este tex­to tem cau­sa­do per­ple­xi­da­de a mui­tos, pois ge­ral­men­te é en­ten­di­do como ga­ran­tin­do que a crian­ça à qual fo­ram en­si­na­das as ver­da­des bí­bli­cas, não se des­via da fé, nem mes­mo na ve­lhi­ce. Mas o fato é que, mui­tas ve­zes, pais fiéis vêem, com o co­ra­ção do­lo­ri­do, seus fi­lhos dei­xa­rem a igre­ja e re­ne­ga­rem as ver­da­des nas quais uma vez cre­ram, a des­pei­to da boa ins­tru­ção dada a eles, des­de os mais ten­ros anos.
Es­ta­ria o tex­to de Pro­vér­bios 22:6 afir­man­do que crian­ças en­si­na­das nas ver­da­des bí­bli­cas não apos­ta­tam? Se as­sim for, onde fi­ca­ria a li­ber­da­de de es­co­lha (e até a de es­co­lher o mal) dada por Deus ao ser hu­ma­no? Que Deus res­pei­ta o di­rei­to de es­co­lha de cada pes­soa, está cla­ro em pas­sa­gens tais como: “Eis que, hoje, Eu po­nho dian­te de vós a bên­ção e a mal­di­ção” (Deut. 11:26); “Vê que pro­po­nho, hoje, a vida e o bem, a mor­te e o mal” (Deut. 30:15); “... te pro­pus a vida e a mor­te, a bên­ção e a mal­di­ção; es­co­lhe, pois, a vida, para que vi­vas, tu e a tua descendência” (Deut. 30:19); “... es­co­lhei, hoje, a quem sir­vais” (Jos. 24:15); “Se qui­ser­des e Me ou­vir­des, co­me­reis o me­lhor des­ta ter­ra. Mas, se re­cu­sar­des e for­des re­bel­des, se­reis de­vo­ra­dos à es­pa­da, por­que a boca do Se­nhor o dis­se” (Isa. 1:19 e 20).Pas­se­mos, en­tão, à aná­li­se de Prov. 22:6. Uma tra­du­ção li­te­ral do he­brai­co fi­ca­ria as­sim: “Ins­trui a crian­ça no iní­cio de seu ca­mi­nho, e quan­do en­ve­lhe­cer não se afas­ta­rá dele.” A que esta­ria se re­fe­rin­do a ex­pres­são pos­ses­si­va “dele” (mi­me­nâ)? Pa­re­ce cla­ro que é ao “ca­mi­nho” (de­rek) da fra­se an­te­rior. Mas qual se­ria o con­teú­do des­sa ins­tru­ção? A res­pos­ta deve ser buscada no con­tex­to do ca­pí­tu­lo 22 de Pro­vér­bios, es­pe­cial­men­te em seus cin­co pri­mei­ros versos. Deve-se aten­tar, an­tes de tudo, que Pro­vér­bios 22 é um tex­to Sa­pien­cial, sen­do caracterís­ti­ca des­se tipo de li­te­ra­tu­ra sua for­te ên­fa­se na con­du­ta ou com­por­ta­men­to do indivíduo. As­sim, o ca­mi­nho do qual a crian­ça ins­truí­da não se afas­ta­ria, é o ca­mi­nho do “bom nome” (Prov. 22:1), da “pru­dên­cia” (22:3), da “hu­mil­da­de”, que leva ao res­pei­to pe­las coi­sas divi­nas (22:4), e do re­ti­rar-se para lon­ge do ca­mi­nho do per­ver­so (22:5). Des­sa ma­nei­ra, o tex­to es­ta­ria di­zen­do que, se des­de a in­fân­cia es­sas vir­tu­des (ho­nes­ti­da­de, pru­dên­cia, hu­mil­da­de) fo­rem en­si­na­das às crian­ças, elas po­de­riam per­du­rar por toda a vida. Pos­si­vel­men­te o que mais atra­pa­lhe a com­preen­são de Pro­vér­bios 22:6, fa­zen­do-o até contra­di­zer ou­tros tex­tos bí­bli­cos so­bre o li­vre-ar­bí­trio dado por Deus aos se­res hu­ma­nos, seja o de to­mar o tex­to pri­mei­ra­men­te e tão so­men­te em sen­ti­do teo­ló­gi­co, ou seja, to­mar o “ca­mi­nho” no qual a crian­ça de­ve­ria an­dar como sen­do o das ver­da­des bí­bli­cas, nas quais de­ve­ria se­guir. Como vis­to no pa­rá­gra­fo an­te­rior, Pro­vér­bios 22:6 deve ser vis­to, pri­mei­ra­men­te, como um tex­to sa­pien­cial, com en­fo­que so­bre re­gras de bom com­por­ta­men­to, que os pais de­ve­riam en­si­nar aos fi­lhos. As­sim, o pri­mei­ro sen­ti­do é éti­co-com­por­ta­men­tal. A TEB (Tra­du­ção Ecu­mê­ni­ca da Bíblia) pa­re­ce ter cap­ta­do bem o sen­ti­do, ao tra­du­zir o ver­so as­sim: “En­si­na bons há­bi­tos ao jovem, em iní­cio de ca­mi­nha­da; não os dei­xa­rá, nem quan­do en­ve­lhe­cer.”Uma pa­la­vra mais so­bre o re­fe­ri­do tex­to. Se al­guém pre­ten­de tomá-lo em sen­ti­do teo­ló­gi­co, com “ca­mi­nho” sig­ni­fi­can­do as ver­da­des bí­bli­cas a se­rem en­si­na­das às crian­ças pe­los pais, deveria fazê-lo to­man­do o ver­bo he­brai­co sa­var (“des­viar”) no sen­ti­do de “evi­tar”, “ces­sar”. Nes­se caso, o tex­to po­de­ria es­tar di­zen­do que uma pes­soa en­si­na­da nas ver­da­des da Pa­la­vra de Deus não con­se­gui­ria “des­viar-se” de­las, no sen­ti­do de “evi­tar” que es­sas ver­da­des lhe ve­nham à men­te, mes­mo vi­ven­do lon­ge de Deus, e não no sen­ti­do de que al­guém en­si­na­do nos ca­mi­nhos de Deus con­for­me con­ta na Bí­blia, está imu­ne à apos­ta­sia. To­ma­do em sen­ti­do teo­ló­gi­co, Provér­bios 22:6 de­ve­ria ser vis­to como um prin­cí­pio ge­ral, para o qual há mui­tas ex­ce­ções, das quais po­de­mos men­cio­nar al­gu­mas: Deus per­deu a ter­ça par­te de Seus fi­lhos (Apoc. 12:4, 7-9); Esaú tor­nou-se im­pu­ro e pro­fa­no, ape­sar da vida de fé vi­vi­da por seu pai Isa­que (Heb. 12:16); os fi­lhos do pro­fe­ta Sa­muel se tor­na­ram cor­rup­tos e não qui­se­ram imi­tar a vida pie­do­sa de seu pai (I Sam. 8:1-5). Po­de­ría­mos di­zer, en­tão, que, se uma crian­ça pro­ce­de cor­re­ta­men­te dian­te de Deus, vi­ven­do de acor­do com Sua von­ta­de, é porque isso lhe foi en­si­na­do des­de nova, e que Provér­bios 22:6 não é uma pro­mes­sa di­vi­na de que uma vez que a crian­ça re­ce­beu as ins­tru­ções da Pa­la­vra de Deus, ela não apos­ta­ta­rá.Ou­tro tex­to que, à se­me­lhan­ça de Pro­vér­bios 22:6, tem sido mal-com­preen­di­do, é o de Jeremias 31:16 e 17: “As­sim diz o Se­nhor: Re­pri­me a tua voz de cho­ro e as lá­gri­mas de teus olhos; por­que há re­com­pen­sa para as tuas obras, diz o Se­nhor, pois os teus fi­lhos vol­ta­rão da terra do ini­mi­go. Há es­pe­ran­ça para o teu fu­tu­ro, diz o Se­nhor, por­que teus fi­lhos vol­ta­rão para os seus ter­ri­tó­rios.” Este tex­to tem sido com­preen­di­do como uma pro­mes­sa de Deus de tra­zer de vol­ta para a igre­ja to­dos os fi­lhos apos­ta­ta­dos cu­jos pais per­ma­ne­ce­ram fiéis. Será que é isso o que o tex­to quer di­zer?Uma re­gra bá­si­ca de in­ter­pre­ta­ção bí­bli­ca é olhar o con­tex­to de qual­quer tex­to da Es­cri­tu­ra, para ver sua apli­ca­ção pri­má­ria. Se olhar­mos o con­tex­to dos ver­sos 16 e 17 de Je­re­mias 31, veremos que eles se re­fe­rem pri­mei­ra­men­te ao ca­ti­vei­ro ba­bi­lô­ni­co. Esse ca­pí­tu­lo tra­ta do jú­bi­lo pela pro­mes­sa de li­vra­men­to do ca­ti­vei­ro, men­cio­na­da no ca­pí­tu­lo an­te­rior (cap. 30). O tex­to de Je­re­mias 31:16 e 17 deve ser ana­li­sa­do à luz de ver­sos como o de Je­re­mias 30:3: “Por­que ... muda­rei a sor­te do meu povo...; fá-los-ei vol­tar para a ter­ra que dei a seus pais, e a pos­sui­rão”, e de Je­re­mias 31:8: “Eis que os tra­rei da ter­ra do Nor­te e os con­gre­ga­rei das ex­tre­mi­da­des da ter­ra.” Numa apli­ca­ção se­cun­dá­ria do tex­to de Je­re­mias 31:16 e 17, po­de­ria se pen­sar na pro­mes­sa de Deus de tra­zer os fi­lhos de pais cris­tãos de vol­ta ao re­dil. Mas isto só po­de­rá ocor­rer se es­tes fi­lhos con­sen­ti­rem com a atua­ção di­vi­na em sua vida e fo­rem re­cep­ti­vos à voz do Es­pí­ri­to San­to. Do con­trá­rio, Deus es­ta­ria vio­len­tan­do o di­rei­to de­les de es­co­lher o bem ou o mal (cf. Deut. 30:15 e 19).Em con­clu­são, pode-se di­zer que Pro­vér­bios 22:6 não de­ve­ria ser en­ten­di­do como ga­ran­tia de que, uma vez en­si­na­da nas ver­da­des da Pa­la­vra de Deus, a crian­ça nun­ca apos­ta­ta­rá de­las. Como já foi men­cio­na­do, o tex­to em alu­são re­fe­re-se, pri­mei­ra­men­te, ao en­si­no de bons há­bi­tos às crian­ças, os quais ten­dem a per­ma­ne­cer por toda a vida.Mas o fato de Deus res­pei­tar o li­vre-ar­bí­trio dado às pes­soas não deve le­var-nos ao des­ca­so quan­to a en­si­nar nos­sos fi­lhos nos ca­mi­nhos de Deus. Cer­ta­men­te, eles só po­de­rão op­tar pelo bem se este lhes for en­si­na­do, pois to­dos nas­ce­mos maus (cf. Efés. 2:3). Mas, após o en­si­no do bem, nos­sos fi­lhos é que de­vem to­mar sua de­ci­são, para o bem ou para o mal, e Deus a res­pei­ta. Para to­dos, pais e fi­lhos, as pa­la­vras di­vi­nas de Isaías 55:6 e 7 con­ti­nuam mui­to atuais: “Bus­cai o Se­nhor en­quan­to se pode achar, in­vo­cai-O en­quan­to está per­to. Dei­xe o per­ver­so o seu ca­mi­nho, o iní­quo, os seus pen­sa­men­tos; con­ver­ta-se ao Se­nhor, que Se com­pa­de­ce­rá dele, e vol­te-se para o nos­so Deus, por­que é rico em per­doar.”



Ozeas Cal­das Mou­ra - Editor da Casa Publicadora Brasileira
Fonte: Revista Adventista, 2002, Casa Publicadora Brasileira

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Igreja Militante e Triunfante

Ø A Igreja militante é formada por pessoas de todas as nacionalidades, posição social e intelectual diferentes. A igreja militante é única, porque nasceu não por vontade humana, mas nasceu na mente de Deus. Ela surge na história em cumprimento de uma profecia e com uma missão: restaurar as verdades que se perderam no decorrer da história do cristianismo. Ela é composta por pessoas comprometidas e por indiferentes; “Ao mesmo tempo que o Senhor traz para a igreja os verdadeiramente convertidos, Satanás traz para a sua comunhão pessoas não convertidas. Enquanto Cristo semeia a boa semente, Satanás semeia o joio. Duas influências oponentes se exercem continuamente sobre os membros da igreja. Uma influência opera em favor da purificação da igreja, e a outra em favor da corrupção do povo de Deus”. TM, pág. 46. “Deus tem na terra uma igreja que é seu povo escolhido, que guarda os mandamentos. Ele está guiando, não ramificações transviadas, um aqui, outro ali, mas um povo. A verdade é um poder santificador, mas a igreja militante não é a igreja triunfante”. TM, pág. 61.
Ø A Igreja triunfante é formada por pessoas comprometidas com a vontade de Deus. Independente de sua religião cada pessoa acata com sinceridade a luz que recebe como verdade. A diferença do componente da igreja triunfante está na sua total entrega a vontade de Deus; ele segue a revelação de Deus que se encontra em Sua Palavra, ainda que sua compreensão sobre a verdade seja o mínimo, ele está disposto a aceitar toda luz que for revelada da palavra de Deus. Enquanto que muitos que professam andar nos caminhos de Deus, compondo as mais de trinta mil religiões, não têm compromisso com a verdade. O apóstolo João diz: “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” Apocalipse 18:4 - Jesus disse: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.” João 10:16

Ø A Igreja Triunfante ainda não pode ser vista, ela é invisível aos olhos humanos, mas visível aos olhos de Deus. Ela só será revelada próxima a volta de Jesus, quando a igreja militante cumprir o seu papel de pregar a verdade: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, Dizendo, com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque é vinda a hora do seu juízo, e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Apocalipse 14:6-7 – Quando o joio for tirado, pelo poder de Deus, da igreja militante, quando as ovelhas de Cristo saírem de “Babilônia” e de suas filhas (igrejas que não seguem a verdade de Deus, mas seguem preceitos de homens) Apocalipse 14:8. Então a Igreja Triunfante será revelada.

Ø Os que farão parte da Igreja triunfante têm características distintivas:

São fieis aos mandamentos de Deus - “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus...” Apocalipse 14:12.“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os Seus mandamentos não são pesados.” 1 João 5:3.
Tem paciência na perseguição - “A igreja, prestes a entrar no seu mais duro conflito, será para Deus o objeto mais querido na Terra. A confederação do mal será estimulada com poder de baixo e Satanás lançará todo o opróbrio possível sobre os escolhidos que ele não pode enganar e iludir com suas invenções e falsidades satânicas.” Maranata, pág. 201. “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus Cristo.” Apocalipse 12:17.
Cumpre com alegria a sua missão - “ Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” - Atos 20:24
O apóstolo Paulo diz que não existe algo tão valioso no mundo do que cumprir com ALEGRIA o propósito pelo qual foi chamado.
Ø Talvez alguém pode dizer: como podemos ter alegria e servir ao Senhor em meio a tanta dor e sofrimento...
- Falta de emprego
- Problema financeiro
- Problema de saúde
- Problema na família
Ø O problema da maioria dos cristãos é que quando tudo está bem, em todos os aspectos da vida, se esquece de Deus. Quando não está faltando nada se acomoda.
- Deixa a comunhão com Deus...
- Deixa de ir à igreja...
- Deixa de ler a Bíblia...
- Deixa de orar.
Ø A outra parte não pode passar por nenhum problema, por provação que logo já desiste de servir a Deus. Enquanto tudo está bem, está indo a igreja, até parece ser um fiel cristão, mas quando vem as provas, então desiste de tudo.
Ø No antigo Testamento encontramos a história do rei Davi. Quando ele era um adolescente pastor, era considerado como “o homem segundo o coração de Deus”, quando enfrentou o gigante Golias foi vitorioso, quando perseguido pelo rei Saul encontrou força na “Rocha Eterna”, mas quando:
- Tudo estava indo muito bem...
- Ele estava no trono...
- Não estava sendo perseguido por Saul...
- Seu exercito não precisava mais que ele lutasse...
- Estava com a mente desocupada, longe de preocupações, longe de Deus, mas perto de Satanás. Então o resultado do seu maior erro, se afastar de Deus, gera grandes pecados: adultério, mentira e assassinato.
Ø Quando o apóstolo Paulo fala de servir a Deus com ALEGRIA ele está se referindo a todos os momentos da vida seja em momentos de paz ou perseguição, mas ele dá ênfase ao momento de perseguição quando afirma: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então sou forte.” 2 Cor 12:10.
Ø Satanás está preparando a muitos que professam o cristianismo para serem derrotados na última grande prova que se levantará sobre a humanidade. Muitos que professam servir a Deus estão em busca de “bênçãos”, prosperidades, sucesso, dinheiro, carro importado, mansões e etc. Eles dizem que devemos exigir de Deus tais coisas, porque somos “cabeça e não cauda”. Esquecem que Cristo foi o maior exemplo de abnegação e que nos ensinou que devemos ajuntar tesouro no céu e não na terra.
Ø O mesmo fogo que queima a palha e destrói o joio revela o verdadeiro ouro. A hora chegou em que os verdadeiros filhos de Deus sairão do seu conforto para viver e proclamar o evangelho eterno. Verdade pisada pelos indiferentes com a revelação de Deus. Logo o Senhor Jesus se manifestará com poder e grande glória para dar a recompensa à igreja triunfante. É o meu desejo que todos nós posamos fazer parte deste glorioso momento!

Pr Vicente Pessoa

sábado, 8 de março de 2008

A Bússola de Ouro

Começou a exibição do filme A Bússola de Ouro nos cinemas brasileiros. A Bússola Dourada, foi baseada nos livros de Philip Pullman, chamados 'HIS DARK MATERIALS', que significa aproximadamente: 'Seus Trabalhos das Trevas'. Philip Pullman, admitiu no ano de 2003, 'Meus filmes são a respeito da morte de Deus', e mais tarde admitiu que seu objetivo é que as crianças de todo mundo 'decidam contra Deus e o Reino dos Céus'. Ele ainda disse, que a 'Religião Cristã é um poderoso e convincente erro, só isto', e declarou que a maneira de alcançar todo mundo ' é escrever livros para as crianças', e desta forma contaminar toda uma geração.
Satanás sabe muito bem como usar os seus instrumentos contra o cristianismo e a verdade de Deus. A mídia tem sido uma arma poderosa em suas mãos. O maior problema é que ele sabe como estimular os pensamentos das crianças, que são seus principais alvos. Na Inglaterra, os livros de Pullman são mais populares do que Harry Potter (a série sobre o menino que pratica bruxarias), e esses livros estão começando a ganhar força principalmente nos EUA. Em uma de suas citações Pullman diz o seguinte de Deus: “A Autoridade, Deus, o Criador, o Senhor, Yahweh, El, Adonai, o Rei, o Pai, o Todo-Poderoso, todos esses são nomes que ele deu a si mesmo. Ele nunca foi o criador. Ele era um anjo como nós, o primeiro anjo, é verdade, o mais poderoso, mas era feito de Pó como nós somos, e Pó é apenas um nome para o que acontece quando a matéria começa a compreender a si mesma. A matéria ama a matéria. E busca saber mais a respeito de si mesma, e o Pó adquire forma. Os primeiros anjos se condensaram a partir do Pó e a Autoridade foi o primeiro de todos. Ele disse aos outros, que vieram depois, que ele os havia criado, mas era mentira. Um desses que vieram mais tarde era mais esperto do que ele, descobriu a verdade, de modo que ele o baniu. Nós ainda o servimos. E a Autoridade ainda prevalece no Reino e Metatron é seu regente”.
Pullman, inspirado por Lúcifer, quer incutir na mente de quem lê seus livros, ou assisti ao filme, uma evolução “divina”; e coloca a Deus como usurpador da posição de Criador. Talvez para as mentes que estão acostumadas com a “filosofia” da evolução, esta afirmação venha fazer algum sentido. Assim como ele, Lúcifer, tentou a Cristo no deserto dizendo ser Jesus um anjo caído, está divulgando a idéia de que Deus não passa de um mito. A escritora Ellen White diz: “Quando o Filho de Deus e Satanás, pela primeira vez, se defrontaram em conflito, era Cristo o comandante das hostes celestiais; e Satanás, o cabeça da rebelião no Céu, fora dali expulso. Agora, dir-se-ia haverem-se invertido as condições, e o adversário explorou o mais possível sua suposta vantagem. Um dos mais poderosos anjos, disse ele, fora banido do Céu. A aparência de Jesus indicava ser Ele aquele anjo caído, abandonado de Deus, e desamparado dos homens. Um ser divino devia ser capaz de comprovar sua pretensão mediante um milagre; "se Tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães". Mat. 4:3.Tal ato de poder criador, insiste o maligno, seria conclusiva prova de divindade. Isso poria termo à contenda.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 119.)
Com certeza esta produção cinematográfica é tremendamente atraente aos olhos inocentes dos nossos filhos, mas graças a Deus que temos discernimento suficiente para sabermos que “nem tudo que reluz é ouro”. Sigamos o conselho da Palavra de Deus: “Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim". Salmos 101:3
Pr Vicente Pessoa

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Terra "jovem"

por Michelson Borges

Existem evidências de que a Terra não tenha os bilhões de anos que lhe são atribuídos pela geologia convencional?

Sim. E os geocronômetros alternativos demonstram isso (os que cito baixo estão publicados em meu livro A História da Vida (Casa).Radiohalos de Polônio. É interessante notar que o comportamento dos elementos radioativos nem sempre promove, em todos os casos, a idéia de uma Terra extremamente antiga, como querem os evolucionistas. R. V. Gentry, incontestável perito mundial em halos radioativos, percebeu isso. Os radiohalos (ou halos radioativos) correspondem a microscópicas feições encontradas preferencialmente em biotita, um dos minerais essenciais das rochas graníticas. Essas minúsculas estruturas são originadas pela emissão de partículas alfa, a partir de um pequeno grão de material radioativo. No seu trajeto, essas partículas danificam a porção mineral circunjacente. Tendo em vista o contínuo processo de desintegração radioativa de “pai” para “filho”, partículas alfa com energias ou velocidades diferenciadas são produzidas, gerando então uma estrutura equivalente a várias esferas concêntricas, cujo centro conteria o referido grão radioativo.Segundo o próprio Gentry, sua maior descoberta foi verificar a presença de radiohalos de Polônio, de origem primária, em granitos pré-cambrianos (0,6 a 4,6 bilhões de anos). Acrescentando-se à descoberta o fato de que os halos radioativos só são preservados a temperaturas inferiores a 300°C, chegou a seguinte conclusão: os granitos “pré-cambrianos” foram criados a baixa temperatura e de maneira praticamente instantânea, afinal, a meia-vida do Polônio218 é de apenas três minutos! A evidência era tão grande que Gentry passou a considerar-se criacionista.Gentry descobriu que os granitos tiveram de ser criados de forma rápida e à frio. Para o pesquisador, o granito “pré-cambriano”, ou embasamento cristalino primordial da crosta terrestre, teria sido criado por Deus no primeiro instante (tempo inferior a três minutos) do primeiro dia da criação, há cerca de 6 mil anos. Enfraquecimento do campo magnético terrestre. Existe ainda um outro geocronômetro um tanto diferente, porém, muito importante. Baseia-se na intensidade do campo magnético da Terra. Esta evidência é encontrada em um estudo feito pelo Dr. Thomas G. Barnes, professor de Física na Universidade do Texas, em El Paso. O Dr. Barnes é autor de muitos artigos nos campos de física atmosférica, e de um livro-texto amplamente usado nas universidades acerca de eletricidade e magnetismo. Ele diz que a intensidade do campo magnético (isto é, o seu momento magnético) tem sido medida cuidadosamente durante 135 anos; e também tem sido demonstrado, através de estudos analíticos e estatísticos, que ele está declinando exponencialmente durante esse período com uma meia-vida bastante provável de 1.400 anos. Isso significa que o campo magnético terrestre era duas vezes mais forte há 1.400 anos do que agora, quatro vezes mais forte há 2.800 anos, e assim por diante. Assim, há sete mil anos ele deveria ser 32 vezes mais forte do que agora. É quase inconcebível que ele pudesse jamais ter sido mais forte do que isso. Assim, há 10 mil anos, a Terra teria um campo magnético tão forte quanto o de uma estrela magnética! E isso é totalmente impossível.As estrelas magnéticas têm processos termonucleares com que estabelecem e mantêm campos magnéticos com essa intensidade, mas a Terra não conta e nunca contou com essa fonte energética. O Dr. Barnes demonstra, sem sombra de dúvida, que a única fonte possível para o magnetismo da Terra devem ser as correntes elétricas que circulam livremente em seu núcleo férreo. As correntes elétricas, porém, precisam fluir contra alguma resistência, e tal resistência gera calor, que então é dissipado através do meio circundante, e se perde. Tais correntes devem decair gradualmente por causa dessa perda de calor e isto é a razão para o declínio do seu campo magnético induzido.Assim, dez mil anos parece ser o limite máximo para a idade da Terra, de acordo com o declínio atual do seu campo magnético. Quaisquer objeções a esta conclusão precisam ser baseadas na rejeição do mesmo pressuposto uniformitarista – de que o presente seria a chave do passado – que os evolucionistas desejam manter e empregar em qualquer processo através do qual possam, assim, chegar a uma idade avançada para a Terra.Poeira lunar. Para muita gente a Lua tem aproximadamente a mesma idade do planeta ao redor do qual orbita. Se for assim, podemos dizer que ambos – Terra e Lua – são mais novos do que se pensa. Quando a NASA (Agência Espacial Norte-Americana) preparava o módulo que iria pousar pela primeira vez na Lua, equiparam-no com pés providos de grandes pratos, no centro dos quais havia um pino. O propósito de pés tão estranhos – semelhantes às pontas das hastes usadas pelos esquiadores – era manter o módulo lunar estável ao pousar. Os cientistas da NASA acreditavam que havia uma grossa camada de poeira na superfície da Lua, afinal, durante supostos bilhões de anos o satélite estivera recebendo todo tipo de detritos do espaço. E como praticamente não há erosão na atmosfera rarefeita da Lua, a poeira deveria estar lá. A grande surpresa veio quando, em 1969, o módulo Eagle pousou na superfície solar, oscilando levemente. Logo em seguida, o astronauta Neil Armstrong pisou a superfície cinzenta. Seus pés afundaram poucos milímetros. Onde estava espessa camada de poeira?(Poeira espacial interplanetária é continuamente depositada na superfície da Lua numa média de mais de 14.300.000 toneladas por ano. Caso a Lua tivesse realmente os quase cinco bilhões de anos a ela atribuídos, deveria haver lá uma camada de 132 a 297 metros. No entanto, verificou-se que essa camada de poeira vai de 0,5 a 8 centímetros, o que daria uns 7 a 8 mil anos para o nosso satélite natural, aponta o geofísico e astrofísico Dr. Harold S. Slusher.)O encolhimento do diâmetro solar também provê uma evidência à respeito da idade do Sistema Solar que deve ser considerada. Desde 1836, mais de cem observadores diferentes do Observatório Naval dos Estados Unidos e do Observatório Real de Greenwich tiraram medidas visuais diretas que mostram que o diâmetro do Sol está encolhendo a uma média de 1,52m por hora (o que é quase imperceptível, devido a seu tamanho). Os registros de eclipses solares sugerem que esse relativamente rápido encolhimento tenha acontecido pelo menos nos últimos 400 anos. Até onde os pesquisadores conhecem, essa média tem sido constante desde a “formação” do Sol. Utilizando as informações mais conservadoras, parece que o Sol teria o dobro de seu tamanho atual há 100 mil anos. Há 20 milhões de anos, a superfície solar estaria tocando a Terra. Os especialistas concluíram que há “apenas” 1 milhão de anos ou menos o Sol teria sido tão grande que não poderia ter existido vida no planeta; e, portanto, não poderia ter havido evolução biológica alguma. Argumentar que esse encolhimento solar pode ter sofrido variações ao longo dos milênios é negar, uma vez mais, o princípio evolucionista de que “o presente seria a chave do passado”. É bem verdade que existem ainda algumas coisas difíceis de se explicar. Por exemplo: os grandes canyons. Dizem que seriam necessários milhões de anos para que se formassem. Dinossauros: os métodos de datação podem estar errados quanto à idade dos fósseis, mas como explicar sua extinção súbita? Muitas dessas dúvidas, no entanto, podem ser solucionadas quando consideramos um evento que alguns têm por lenda: o Dilúvio de Gênesis. Mas esso é outro assunto.
http://www.michelsonperguntas.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Homossexualismo é Pecado?

Certa vez fui abordado com a seguinte pergunta: pastor ser homossexual é pecado? Para responder esta pergunta precisamos entender como uma pessoa se torna homossexual. “Parte dos terapeutas acredita ainda que o Homossexualismo é uma doença psiquiátrica que só foi retirada dos manuais por forças políticas. Para os psicanalistas, o assunto permanece como um desafio, também oscilando entre estes dois vértices. Muitos cientistas consideram a multicausalidade para o homossexualismo. Levam em consideração alguma predisposição genética, alterações hormonais durante a gestação, traumas infantis e mau relacionamento familiar e fatores sociais negativos”. (BBC)
Não existem provas cientificas de que uma pessoa nasce homossexual. Ela se torna homossexual por causa de fatores negativos; assim como uma pessoa não nasce um adúltero ou viciado. Segundo a Bíblia todos os seres humanos nascem com propensão para pecar e todos podem usar o livre arbítrio como quiserem. Pesquisando o tema encontrei um artigo interessante de Joon Nam, ele afirma: “Desde Adão e Eva, o homem tem mostrado a Deus sua liberdade de pensamento. E seu pensamento é próprio e vem do mundo. O homem evita consultar a Deus sobre seu pensamento. Isso causa conflito, guerra e desarmonia em geral. Assim a humanidade caminhou mais de seis mil anos. Deus ensina aos cristãos terem paciência, humildade, imparcialidade, bondade, misericórdia, facilidade de perdoar, e acima de tudo, amor que envolve quase todos os bons atos. Então, à medida que aparece mais e mais homossexual, o mundo vai abrindo mais espaços para os homossexuais, através de perdão, amor, bondade, imparcialidade, humildade e paciência, principalmente pelos cristãos. Quando educamos a criança que cometeu um erro, ela é acusada, alertada, e até leva um puxão de orelha. Após as mesmas ações repetidas, ela começa aprender e para de agir incorretamente. Não há um ser humano, que ande nos caminhos de Deus, que continue teimando com hábitos contraditórios ao Seu plano. Mas, hoje em dia, este pensamento de liberdade, oriundo do mundo, parece que predomina na mídia, espalhando a mancha escura nas crianças e jovens. Obviamente a Bíblia não condena um ser humano com defeito físico ou psíquico. Pelo contrário, a existência deste homem é para os outros sentirem profundamente o poder de Deus, principalmente quando eles são curados ou vivem em paz entre irmãos cristãos seguindo a doutrina de Palavra de Deus. Portanto, em Levítico 18:22 diz, “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação”, Levítico 20:13, “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles”, e Romano 1:24, 26,27, “Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; .... Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro”. A Palavra de Deus acima citada refere-se sobre condenação do sexo entre mesmos sexos. Isto é, nunca um solteiro homossexual virgem seria condenado quando ele segue a Jesus. O homem de Deus deve ser completamente e friamente imparcial. Eu estava na Coréia quando conheci um jovem gay que sofria muito pelo que era. Com ajuda de alguns cristãos, foi tratado por um amigo psicólogo e pelo pastor durante dois anos. Quando saí da Coréia para o Brasil, recebi uma notícia dele sobre um casamento feliz com uma mulher que ele aprendeu amar conforme o dom de Deus. Ser gay não é vergonha, já que tem meio de curar. Quem é homossexual cristão, mantenha se solteiro virgem até ser tratado e curado como um homem que Deus criou desde o princípio. Vejo muitas reações negativas das igrejas contra homossexuais. Mas, neste mundo cheio de confusão em geral, acho que temos que ficar de cabeça fria e começar a avaliar tudo (incluindo igreja e membros) com total imparcialidade de acordo com o Pensamento de Deus”.
Todos os seres humanos são pecadores, mas Deus nos chama para abandonarmos a prática do pecado. Ninguém pode afirmar que não consegue vencer a inclinação para determinado pecado; Jesus morreu para nos dar o poder de vencer. A prática do homossexualismo é condenada pela Bíblia, os praticantes não entrarão no reino de Deus, assim como qualquer que pratique qualquer tipo de pecado: homossexualismo, adultério, vícios assassinato, roubo, mentira, feitiçaria e etc. (Apocalipse 22:15). O homossexual se quiser alcançar a salvação deve abandonar a prática do pecado assim como o viciado deve deixar o vício. Mas, infelizmente, muitos em nome de um “amor deturpado” ignoram a Palavra de Deus para sua própria perdição.

Não existe fardo pesado demais que Jesus não pode nos ajudar a carregar; Ele nos diz: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Mateus 11:28.


Pr Vicente Pessoa

domingo, 13 de janeiro de 2008

O Ladrão foi para o céu?

Muitaa dúvidas tem se levantado sobre o significado das palavras de Cristo na cruz: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso."
A nota tônica da escatologia bíblica no que tange ao galardão dos justos é que ocorrerá unicamente por ocasião da volta de Jesus. (Mateus 16:27; Mateus 25:31 a 34; I Tessalonicenses 4:16 a 18; II Timóteo 4:8; I Pedro 5:4; Apocalipse 22:12), além de inúmeras outras passagens.
A passagem de Lucas 23:43, segundo cremos, baseado em razões que a seguir apresentaremos, deve estar incorretamente pontuado. Além de conter sem razão a partícula "que". Matos Soares, Basílio Pereira e outros traduzem: "Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso." Se a pontuação fosse removida para depois da palavra hoje, teríamos: "Em verdade te digo hoje: estarás comigo no Paraíso." Os manuscritos do Novo Testamento, escritos em grego e em caracteres unciais não tinham pontuação.
Diz-nos J. Angus em sua conhecida obra História, Doutrina e Interpretação da Bíblia, vol. 1, pág. 39, que somente no século VIII é que foram introduzidos alguns sinais de pontuação, e que no século IX introduziram-se o ponto de interrogação e a vírgula. Que a colocação da pontuação altera substancialmente o sentido do texto é evidente. Há um exemplo, muito citado, da imperatriz da Rússia que alterou uma ordem de exílio assim redigida: "Perdão impossível, enviar para a Sibéria." Com cuidado removeu a vírgula colocando-a noutro lugar, e ficou assim: "Perdão, impossível enviar para a Sibéria." E o prisioneiro foi salvo.
Alinhemos, sucintamente, algumas evidências a favor de nossa tese:
1.ª - Boas traduções rezam que o ladrão pediu a Jesus que se lembrasse dele "quando vieres no Teu reino." Assim, por exemplo o fazem Matos Soares, a Trinitariana, a Versão Italiana de G. Deodatti, a francesa de L. Sègond, a inglesa de King James e outras. "Quando vieres no Teu reino" e não "quando entrares". "Quando vier... então Se assentará no seu trono..." (Mateus 25:31). Para essa ocasião pediu o ladrão um lugar no reino, e não para aquele dia que agonizava ao lado de Jesus.
2.ª - Certamente o ladrão não podia estar com Jesus no Paraíso naquele dia, a menos que Jesus lá estivesse também. E Jesus foi para lá naquele dia? Não. Como sabemos?
a) Porque três dias depois, já ressurreto, disse à Madalena: "Não Me toques, porque ainda não subi para o Meu Pai." (João 20:17). Jesus estivera dormindo no túmulo, e não subira ao Pai. Ressurgira, e ainda não subira ao Pai. E nem de leve se pode inferir que uma "alma" consciente subira, pois a Escritura não sugere tal absurdo.
b) Porque uma análise cuidadosa da cena do Calvário revela que o ladrão não morreu naquele mesmo dia, pois João 19:31 a 33 nos diz:
"Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a Preparação (pois era grande o dia daquele sábado), rogaram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas, e que fossem tirados. Foram pois, os soldados e, na verdade, quebraram as pernas do primeiro, e ao outro que com ele fora crucificado; mas vindo a Jesus, e vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas."
Por que "quebrar as pernas" dos justiçados?
Porque o crucificado não morria no mesmo dia. Cristo foi caso excepcional e que sabemos que não morreu dos ferimentos ou da hemorragia, mas do quebrantamento do coração. Morreu de dor moral por causa dos pecados do mundo. Mas os outros, não, e as crônicas descrevem o condenado esvaindo-se lentamente durante dias.
Diz por exemplo o comentário de J. B. Howell: "O crucificado permanecia pendurado na cruz até que, exausto pela dor, pelo enfraquecimento, pela fome e a sede, sobreviesse a morte. Duravam os padecimentos geralmente três dias, e às vezes, sete." - J. B. Howell, Comentário a S. Mateus, pág. 500.
É óbvio que os homens de maior robustez física duravam até sete dias na cruz. No caso em tela, os judeus, não permitiam que se conservasse um criminoso na cruz no dia de sábado, pois consideravam um desrespeito à santidade do dia de repouso. "De acordo com o costume, quebravam as pernas dos criminosos depois de os haverem removido da cruz, deixando-os estendidos no chão, até que o sábado passasse. Depois do sábado haver passado, sem dúvida esses dois corpos foram outra vez amarrados na cruz, e lá ficaram diversos dias até morrerem..."
Se era necessário quebrar as pernas aos dois malfeitores, antes do pôr do Sol, é porque não haviam morrido ainda. Na pior das hipóteses viveram ainda, pelo menos, um dia a mais que o Mestre. Como podia, um deles, estar no mesmo dia junto de Jesus?
3.ª - Há traduções bem autorizadas que vertem o texto de Lucas 23:43 de forma a harmonizá-lo com o teor da Bíblia a respeito do galardão no reino, quando Jesus voltar. E vamos citá-las:
a) Tradução Trinitariana, em português, editada em 1883, pela "Trinitarian Bible Society" de Londres. Diz: "Na verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso."
b) Emphasized New Testament, de Joseph Bryand Rotherham, impresso em Lodres, em 1903, assim reza: "Jesus! Lembra-te de mim na ocasião em que vieres no teu reino. E Ele disse-lhe: Na verdade, digo-te neste dia: Comigo estarás no Paraíso."
c) The New Testament, de George M. Lamsa, de acordo com o texto Oriental, traduzido de fontes originais aramaicas, diz: "Jesus lhe disse: Na verdade te digo hoje, estarás comigo no Paraíso."
d) A chamada Concordant Version, em inglês assim traduz: "E Jesus lhe disse: Na verdade a ti estou dizendo hoje, comigo estarás no Paraíso."
e) Um manuscrito importante. Trata-se de um famoso manuscrito curetoniano da Versão Siríaca, existente no Museu Britânico. Assim reza: "Jesus lhe disse: Na verdade te digo hoje, que comigo estarás no Jardim do Éden."
E há mais ainda: o comentário da Oxford Companion Bible, que diz: "'Hoje' concorda com 'te digo' para dar ênfase à solenidade da ocasião; não concorda com 'estará'". E no Apêndice n.º 173, o famoso Oxford Companion Bible, esclarece:
"A interpretação deste versículo depende inteiramente da pontuação, a qual se baseia toda a autoridade humana, pois os manuscritos gregos não tinham pontuação alguma até o nono século, e mesmo nessa época somente um ponto no meio das linhas, separando cada palavra... A oração do malfeitor referia-se também àquela vinda e àquele Reino, e não a alguma coisa que acontecesse no dia em que aquelas palavras foram ditas." E conclui o mesmo comentário, no final do mesmo Apêndice: "E Jesus lhe disse: 'Na verdade te digo hoje' ou neste dia quando, prestes a morrerem, este homem manifestou tão grande fé no reino vindouro do Messias, no qual só será Rei quando ocorrer a ressurreição - agora, sob tão solenes circunstâncias, te digo: serás comigo no Paraíso."
E a expressão "hoje" ligada ao verbo não é redundante, mas enfática. É comum na Bíblia. Leiam-se, por exemplo, Deuteronômio 20:18; Zacarias 9:12; Atos 20:26, entre outros.
A conclusão fatal é que Lucas 23:43 é um falso pilar em que se ergue a teoria da imortalidade inata no homem e seu imediato galardão post mortem...
(Fonte - A. B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., pág. 252; 255.)

domingo, 30 de dezembro de 2007

Pedro a Pedra?

PEDRO APÓSTOLO PRÍNCIPE DOS APÓSTOLOS? “O nome original de Pedro derivou do hebraico Simeão, resultando Simão, no grego (Atos. 15: 14; II Pedro 1: 1)... nasceu em Betsaida (João 1:44), situada às margens do lago da Galiléia. Durante o ministério de Jesus, Pedro morava em Cafarnaum (Mar. 1: 21, 29).” – Lição da Escola Sabatina, nº 10, ano 96, pág. 3. Pedro, em grego, quer dizer petros, isto é: pedacinho de pedra. Era o sobrenome de Simão, filho de Jonas, irmão de André. Pescador profissional da Galiléia (Mat. 4: 18). Obstinação e covardia se mesclavam momentaneamente em seu caráter. Era impulsivo e sempre a primeira pessoa a falar. Foi o único que pediu a Cristo para andar sobre as águas. (Mat. 14. 28). Foi uma das colunas basilares da Igreja Apostólica. Figurava em primeiro lugar na relação feita pelos evangelistas (Mat. 10: 2-4. Mar. 3: 16-19. Luc. 6: 13-16). O cantar do galo despertou sua fé. Os mais criteriosos teólogos negam que Pedro tenha vivido 25 anos em Roma e que tenha lá estabelecido qualquer episcopado. Todavia é provável, admitem, que ele tenha passado seus últimos dias lá sofrendo o martírio através de Nero, Imperador Romano. Quando Cristo estava formando Seu ministério, chamou também a Pedro: São João 1: 41-42“Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse- lhe: Achámos o Messias (que traduzido, é o Cristo). E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse-lhe: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”. Mais tarde ocorreu a célebre declaração de Pedro, arguído pelo Mestre: Mateus 16: 15-19“Disse-lhe Ele: E vós, quem dizeis que Eu sou: E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu És o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem aventurado és tu, Simão Barjonas (filho de Jonas), porque to não revelou a carne e o sangue, mas Meu Pai que está nos Céus. Pois também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares na Terra será ligado nos Céus, e tudo o que for desligado na Terra será desligado nos Céus.”Seria Pedro “esta pedra”? A Pedra que os profetas exaltaram e sobre a qual Jesus estabeleceria Sua igreja? Ouça o que dizem os teólogos:“Talvez a melhor evidência de que Cristo não apontou a Pedro como a ‘pedra’ sobre a qual edificaria Sua igreja seja o fato de que nenhum dos que ouviram esta afirmação de Cristo, nem o próprio Pedro assim entendeu Suas palavras, nem durante o tempo em que Cristo esteve na Terra nem posteriormente. Houvesse Cristo feito a Pedro chefe entre os discípulos, depois disto eles não se veriam envolvidos em discussões sobre qual deles seria considerado o maior.” – The Seventh-Day Adventist Bible Commentary, vol. 1, pág. 431. Volvamo-nos ao Antigo Testamento:Salmo 118: 22“A Pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se cabeça de esquina.”A pedra angular determinava o esquema e o formato do edifício. Por ocasião da construção do Templo de Salomão, onde foram empregadas 183.300 pessoas durante 46 anos (João 2:20), trouxeram uma pedra enorme para ser empregada na fundação do prédio. Os construtores não acharam lugar para ela e não queriam usá-la. Exposta ao Sol, chuva, ar e tempestade, não apresentou sequer uma fenda. Os construtores submeteram-na à forte prova de pressão; como resistiu decidiram utili-za-la. Colocaram-na no lugar que lhe era designado e viram que se ajustava tão perfeitamente como uma luva. Posteriormente Deus revelou em visão a Isaías que esta Rocha era um símbolo de Cristo. A Escritura confirma:Isaías 28:16 – “...uma Pedra, uma Pedra provada, Pedra preciosa de esquina...”Isaías 8:14 – “Então Ele... Pedra de tropeço, e de Rocha de escândalo...”Mat. 21:42 – “...a Pedra... rejeitaram, essa foi posta por cabeça de ângulo...”Atos 4:11 – “Ele é a Pedra ... rejeitada..... posta por cabeça de esquina...”Rom. 9:33 – “...Sião uma Pedra de tropeço, e uma Rocha de escândalo...”(Os judeus achavam um escândalo o Messias morrer na cruz, já que O esperavam para sentar-Se no trono de Davi e dominar o mundo). Efésios 2: 20; 11: 22; 5: 23“...Jesus Cristo é a principal Pedra de esquina... cabeça da igreja”.

EM TODA A BÍBLIA JESUS CRISTO É A PEDRA, A ROCHA ETERNA. Números 20:11 –“...Moisés levantou a mão, e feriu a Rocha duas vezes...”I Coríntios 10:4 –“E beberam... da Pedra espiritual... e a Pedra era Cristo.”Deut. 32:4 –“Ele (Jesus) é a Rocha, cuja obra é perfeita...”Salmo 18:2 –“O Senhor é a minha Rocha...”Salmo 19:14 –“...Senhor, Rocha minha e libertador meu!”Salmo 28:1 –“A Ti clamarei, ó Senhor, Rocha minha...”Salmo 89:26 –“... a Rocha da minha salvação.”Salmo 95:1 –“...a Rocha da nossa salvação.”Salmo 144:1 –“Bendito seja o Senhor, minha Rocha...”
A PEDRA É CRISTO, O PRÓPRIO PEDRO CONFIRMA: I Pedro 2: 4“...E chegando-vos para Ele (Jesus) – Pedra viva...”I Pedro 2: 7-8“Pelo que também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a Pedra principal de esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a Pedra que os edificadores reprovaram essa foi a principal da esquina. É uma Pedra de tropeço e Rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra...

”PAULO, DEFINE A QUESTÃO COM ESTAS PALAVRAS INCISIVAS: I Coríntios 3: 11 – “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.”

JESUS CRISTO É A PEDRA, ELE AFIRMOU: Mateus 21: 43-44 – “ ... E quem cair sobre esta Pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.”
SE PEDRO FOSSE O PAPA...
• Os discípulos não brigariam pela primeira posição entre si (Mat. 23: 8,10; Luc. 9: 46; 22: 24-30).
• Não seria o apóstolo da Circuncisão (Gál. 2: 8).
• Como ficaria seu casamento? (Mat. 8: 14. Mar. 1: 30. Luc. 4: 38).
• Não levaria sua esposa em suas viagens missionárias (I Cor. 9: 5).
• Não negaria a Jesus (Luc. 22: 57).
• Não mentiria ao ser identificado como apóstolo (Luc. 22: 58).
• Não disfarçaria diante da verdade (Luc. 22: 60).
• Enviaria outros apóstolos para Samaria ao invés de ser enviado (Atos 8: 14).
• Não se justificaria perante a igreja, por haver batizado Cornélio (Atos 11:1-11).
• O primeiro Concílio Cristão, ocorrido no ano 52 d.C., seria presidido por ele e não por Tiago (Atos 15: 13,19).
• A Carta Oficial deste Concílio seria assinada por ele e não foi (Atos 15: 22-23).
• Paulo não o repreenderia publicamente, sendo “infalível” (Gál. 2:11-14).
• Estaria na primeira posição e não na segunda, como coluna da igreja (Gál.2: 9).
• Jesus não repreenderia os discípulos dizendo que quem “quiser ser o primeiro seja vosso servo” (Mat. 20: 20-28).
• Jesus não diria que quem “quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos” (Mar. 9: 35).
• Jesus não diria que entre eles quem “quiser ser grande, será vosso serviçal” (Mar. 10: 35-45).
• Jesus não diria que “aquele que entre vós todos for o menor, esse mesmo é grande” (Luc. 9: 48).
• Jesus não diria isso: “Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve” (Luc. 22: 26).

ÚLTIMO DETALHE I Pedro 5: 13 “A vossa coeleita em Babilônia vos saúda...”“Os comentaristas em geral, admitem que, com essa expressão, ele se refere a Roma, e não ao insignificante lugarejo que era tudo quanto restava de Babilônia literal...” – The Seventh-Day Adventist Bible Commentary, vol. 7, pág. 113. Pedro, sem dúvida, fez um paralelo entre o primeiro e o último Impérios Mundiais. A antiga Babilônia de Nabucodonosor, foi, nos dias de sua glória, um centro de crueldade organizada. Roma, por sua vez, nos dias de Pedro, era uma cópia daquela impiedade babilônica. Roma, nesta ocasião, “estava se tornando a opressora do novo Israel”. Nada mais lógico, então, a conotação de Pedro.
E AS CHAVES? – QUE SERIAM? O consagrado pastor Pedro Apolinário, responde: “Se as chaves são usadas para abrir e fechar, a figura indica que as chaves do Reino dos Céus, servem para abrir e fechar o Reino dos Céus.“O abrir e fechar é expresso no texto por ligar e desligar ou desatar.“As chaves, que abrem e fecham a casa de Deus, ligam os homens à igreja, ou dela desligam, são os princípios do evangelho, as condições da salvação, aceitas ou rejeitadas pelos homens. Pedro abriu, com a chave da Palavra de Deus, as portas do Reino dos Céus a três mil pessoas que se converteram (Atos 2: 14-47). Este privilégio não foi apenas concedido a Pedro, mas a todos os discípulos. São Mateus 18: 18.” – Estudos de Passagens com Problemas de Interpretação, págs. 150-151, grifos meus. Se você faz parte da Comissão de sua igreja, então está inserido neste contexto. Também você, em assembléia, após a leitura da ATA, ao dar o seu voto para receber um batizando ou excluir um membro da igreja, está exercendo esta orientação de Jesus.
OBSERVAÇÃO: Pedro (grego petros) significa pedra pequena. Grego (petra) significa rocha grande e imóvel. Você não acha que uma pedra pequena é imprópria para a construção da Igreja de Deus? Claro! Jesus fez um trocadilho, referindo-Se a Si mesmo como a Rocha (I. Cor. 3:11;10:4).

Fonte: Assim Diz o Senhor, cap 03 pg. 09
Nota: A igreja católica alega que Pedro foi o primeiro papa de 30 a 64 d.c. Sucedido por:

- Lino - 67 – 76 d.c
- Anacleto I - 76 – 88 d.c
- Clemente I - 88 – 97 d.c
– Evaristo - 9 7 - 109 d.c

Se esta alegação é verdadeira, por que o apóstolo João, que morreu no ano 103 d.c, não menciona tais “papas” no seu evangelho, que foi escrito no ano 90 d.c. Por que os historiadores apontam a João como líder das igrejas na Ásia e não um “papa” como alega a igreja católica?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

O Sepulcro Esquecido de Jesus

Recentemente foi noticiado pela TV um documentário de James Cameron anunciado a descoberta do túmulo de Jesus e seus familiares, afirmando que ele não ressuscitou. Será isso verdade? Em primeiro lugar é bom estabelecer que esse documentário segue a onda sensacionalista de produções como O Evangelho de Judas e Código Da Vinci. Cameron mostra um túmulo encontrado em Talpiyot, no subúrbio de Jerusalém, contendo 10 caixões de pedra (ossuários) que supostamente guardariam os restos mortais de Jesus e sua família (o que inclui Maria, sua mãe; Maria Madalena, sua esposa, e Judá, seu filho).Felizmente, desta vez a imprensa tomou o cuidado de mostrar que os arqueólogos que participaram da escavação em 1980 não vêem sentido nessas afirmações. Haja vista terem decorridos 27 anos desde o descobrimento sem a publicação de qualquer artigo ou nota científica que aponte para essa suposição de que se trata do túmulo de Jesus. Cameron tenta usar alguns estudiosos liberais que se mostram dispostos a trabalhar com a “possibilidade” (não a certeza) de que seria mesmo o túmulo de Cristo. Contudo, os principais especialistas em arqueologia de Israel (inclusive Amós Kloner, o descobridor da tumba) não aceitam nem de longe a hipótese do documentário.Eis algumas breves razões para rejeitarmos a tese de Cameron:1 – Mesmo os estudiosos mais liberais (que não aceitam plenamente a historicidade bíblica) admitem que Paulo e os evangelhos canônicos constituem a mais antiga fonte que temos da morte e ressurreição de Jesus. Sendo assim esses documentos deveriam ser nossa primeira referência. Contudo, Cameron quer desacreditar os evangelhos canônicos para levar os expectadores a crerem nalguns textos apócrifos tardios falsamente atribuídos a Felipe e que foram escritos mais de 200 anos depois da morte de Cristo (trata-se dos Atos e do Evangelho de Felipe). Ademais, não temos nenhum exemplar de seus textos originais gregos, mas sim uma compilação tardia de fragmentos feita somente depois do século 19. Um texto completo foi recentemente descoberto e será em breve disponibilizado ao público. Contudo, pelo que sabemos de seu conteúdo, percebe-se que o próprio evangelho de Felipe foi mal interpretado pelo cineasta uma vez que ele não contém uma narrativa sistemática da vida de Jesus, mas ensinamentos esparsos, sem nenhum contexto histórico. Ademais o texto fala da ressurreição de Jesus mas não menciona nada acerca de seu sepultamento. Não há nada ali que pudesse indicar o atual Talpiyot como sendo o lugar do túmulo de Jesus. 2 – Tive a curiosidade de examinar o catálogo oficial de Ossuários Judaicos do I século publicado por L. Y Rahmani. O que chama a atenção é que, segundo as anotações técnicas do catálogo, a escrita do caixão 704 (que seria de Jesus) está terrivelmente mal produzida e o próprio editor não tem certeza absoluta de que o nome ali escrito seria de fato Jesus, filho de José. Mas ainda que fosse, não seria o caso de espanto uma vez que esses eram nomes bem comuns na Judéia. Aliás, já foram encontrados e catalogados cerca de 900 ossuários do I século nos arredores de Jerusalém, destes, 10 tinham o nome Jesus. Ademais vários objetos funerários também foram encontrados contendo o mesmo nome e nalguns com o complemento “filho de José”. Como se vê, esta uma probabilidade de coincidência muito maior que o “600 por 1” mencionado no documentário. Quanto aos outros nomes, é de se notar que ao contrário do que diz Cameron, o nome “Mariane e Mara” que está no ossuário 701 pode ser um genitivo que quer dizer “Mara de Mariane" ou “Mariane cujo apelido era Mara” e não "Maria, a do mestre", como se tratasse de Maria Madalena. Alguns ainda pensam que podia se tratar do nome de duas mulheres, o que também é possível, mas nunca Maria Madalena. 3 – Jesus vinha de uma família pobre e como tal, jamais teria condições de ter uma caverna tumular como aquela. Os pobres eram enterrados em valas coletivas. Aquele túmulo pertencia à Família de José de Arimatéia e não havia transferência de túmulos de uma família para outra. Ele somente “emprestara” o túmulo para o corpo de Jesus pois, segundo os costumes da época, caso Jesus não houvesse ressuscitado, seus ossos teriam sido posteriormente colocados num ossuário e removidos para Nazaré que era, de fato, sua cidade de Origem. Tal como ocorreu no caso de José que teve seus ossos levados para fora do Egito. Assim, ainda que a ressurreição não tivesse ocorrido, os ossos de Jesus provavelmente voltariam para Nazaré. Mas não podemos ignorar que havia algumas exceções, ou seja, pessoas que não eram de Jerusalém e que tinham seus corpos sepultados ali. Neste caso, porém, o costume era escrever o local de origem do defunto e não sua filiação. Logo, caso fosse realmente o corpo de Jesus, a inscrição deveria trazer “Jesus de Nazaré” e não “Jesus, filho de José”. 4 – Embora não saibamos com precisão aonde ficava o Calvário, temos a informação de que era nos arredores de Jerusalém e que próximo dali havia um jardim no qual sepultaram Jesus. Logo, não podia ser muito distante dos muros da cidade. O problema é que o Túmulo referido por Cameron dista mais de 7 km da cidade velha de Jerusalém. James D. Tabor, um dos defensores de Cameron, tenta resolver o problema dizendo que havia dois túmulos de Jesus: um provisório, arranjado por Arimatéia e um definitivo construído pelos discípulos. Contudo não há nenhum indício histórico que confirme isso. Todos os relatos falam de um só túmulo e José de Arimatéia não conseguiria levar o corpo para tão longe num prazo tão curto. O dia, lembremos, estava escurecendo e o sábado estava começando. Cameron parece ter se esquecido de que não havia carros velozes naquele tempo!Creio que essas poucas observações sejam suficientes para averiguar que “o Sepulcro esquecido de Jesus” não passa de mais um documentário sensacionalista sem fundamentação alguma que possa, de fato, abalar nossa fé nas Escrituras.

Rodrigo P. Silva